A inauguração da Avenida Pinto Balsemão em Cascais na presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro (à esq.), junto ao presidente da Câmara de Cascais, Nuno Piteira Lopes, e à direita o filho do homenageado, Francisco Pedro Balsemão.
A inauguração da Avenida Pinto Balsemão em Cascais na presença do primeiro-ministro, Luís Montenegro (à esq.), junto ao presidente da Câmara de Cascais, Nuno Piteira Lopes, e à direita o filho do homenageado, Francisco Pedro Balsemão. FOTO: Paulo Spranger

Em homenagem a Balsemão, Montenegro afasta desânimo político e deixa aviso sobre a "desinformação" (FOTOS)

Na inauguração da avenida com o nome do fundador do PSD em Cascais, Montenegro evocou o legado do antigo líder para garantir que o Executivo não vai ceder a adversidades.
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Num tributo carregado de simbolismo partidário e institucional, Luís Montenegro transformou a homenagem póstuma a Francisco Pinto Balsemão num manifesto de resistência política e de defesa dos valores democráticos. Esta terça-feira, em Cascais, no arranque oficial da nova avenida com o nome do antigo líder do PSD e fundador do Grupo Impresa, noticiado pela agência Lusa, o chefe do Executivo rejeitou qualquer recuo perante conjunturas difíceis e aproveitou a ocasião para sublinhar o papel do jornalismo de rigor como antídoto à manipulação pública.

A artéria inaugurada neste dia 1 de setembro – data em que Francisco Pinto Balsemão completaria 89 anos – estende-se ao longo de 2,5 quilómetros a partir do Forte de São Jorge de Oitavos, a escassos metros da residência onde o antigo governante e empresário viveu grande parte da sua vida. No discurso que assinalou a efeméride, o primeiro-ministro centrou a sua intervenção na capacidade de assumir riscos e no otimismo inabalável que caracterizou o percurso do fundador do Expresso e da SIC.

"Eu confesso-vos aqui como primeiro-ministro, em nome do Governo, que o exemplo dele nos motiva, nos incentiva, nos estimula para podermos também não definhar perante as adversidades e poder reconquistar confiança, poder reconquistar ânimo, quando às vezes os indícios são em sentido contrário", declarou Luís Montenegro, projetando a postura do histórico líder social-democrata – falecido há menos de um ano, a 21 de outubro de 205 – para a atual navegação do seu gabinete.

Sem prestar declarações aos jornalistas à margem da cerimónia, o chefe do Governo reservou ainda parte da sua intervenção para refletir sobre o ecossistema mediático e "a grande responsabilidade de quem informa". Num momento de crescente polarização, Montenegro advertiu que "o rigor, os princípios e o princípio da verdade são hoje determinantes" para assegurar um futuro equilibrado num espaço público "marcado pela desinformação, pela manipulação, pela deturpação e pela insinuação".

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