A Polícia Judiciária está a levar a cabo esta quinta-feira, 14 de maio, buscas relacionadas com uma investigação sobre suspeitas de corrupção em concursos de aluguer de helicópteros de combate a incêndios. Dono da Gesticopter, Ricardo Leitão Machado, cunhado do ministro da Presidência, António Leitão Amaro, é um dos visados, avançam a SIC Notícias e a CNN Portugal.Esta será uma segunda fase da investigação depois de a PJ ter realizado, em maio do ano passado, a operação Torre de Controlo, na sequência da qual foram constituídas arguidas sete pessoas singulares e cinco pessoas coletivas, informou, na altura, a Procuradoria-Geral da República, adiantando que o processo continuava em investigação e em segredo de justiça. Há um ano, foram realizadas mais de duas dezenas de buscas em vários pontos do país visando empresas e organismos públicos relacionados com contratações de meios aéreos para o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR). Helibravo, Heliportugal, Gestifly, Gesticopter e Helifly foram algumas das empresas visadas, segundo apurou, na altura, o DN.Segundo indicou a PJ, em causa na operação Torre de Controlo estão "factos suscetíveis de integrar os crimes corrupção ativa e passiva, burla qualificada, abuso de poder, tráfico de influência, associação criminosa e de fraude fiscal qualificada, através de uma complexa relação, estabelecida pelo menos desde 2022, entre várias sociedades comerciais, sediadas em Portugal, e que têm vindo a controlar a participação nos concursos públicos no âmbito do combate aos incêndios rurais em Portugal, no valor de cerca de 100 milhões de euros".Após as buscas da operação Torre de Controlo, o cunhado do ministro da Presidência afirmou, numa nota enviada ao DN, que não teve intervenção em contratos antes de 2023, tendo ainda referido que não tinha sido constituído arguido nem alvo de buscas domiciliares.Em atualização.Operação Torre de Controlo. Cunhado de ministro diz que não teve intervenção em contratos antes de 2023.Corrupção no combate a incêndios. Constituídos 12 arguidos, há dois generais e um tenente-coronel suspeitos