Foi adiado, mais uma vez, o conhecimento da sentença do jovem “Mikazz”, acusado de 240 crimes, entre os quais instigação ao homicídio. A leitura do acórdão estava prevista para a tarde desta terça-feira, 17 de junho. No entanto, haverá uma “alteração da qualificação jurídica para uma forma de menor gravidade”, informou o juiz durante a sessão. A nova data foi marcada para 1 de julho. “Mikazz”, nome pelo qual Miguel era conhecido online quando tinha 16 anos, e morador de Santa Maria da Feira e acusado de instigar ataques em escolas no Brasil através da plataforma Discord. Um deles, em São Paulo, resultou na morte de uma estudante de 17 anos e em vários feridos. Por ser menor à data dos factos, encontra-se sujeito a medidas tutelares educativas desde maio de 2024. No entanto, Miguel seria julgado por terrorismo caso tivesse mais de 18 anos, explicou, em janeiro, Luís Neves, então diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ). Os detalhes deste caso, classificado pela PJ como “chocante”, foram apresentados numa conferência sobre ódio online. Na ocasião, foi lançada a campanha "Ódio online mata offline", contra a radicalização.Houve uma colaboração entre as autoridades portuguesas e brasileiras neste caso. A investigação começou com uma denúncia anónima no dia 25 de dezembro de 2025, que também dava conta de um plano para realizar um massacre também em Portugal. Durante os trabalhos, coordenados pela Unidade de Contraterrorismo da PJ, ficou comprovado que havia um plano para realização de um massacre também em Portugal, travado com a detenção de Miguel.Este julgamento decorre à porta fechada por estarem em causa crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual. O Ministério Público pede uma "pena exemplar" no caso.amanda.lima@dn.pt.Influencers que violaram menor em Loures condenados a prisão efetiva.Homem que ofereceu apartamento a quem exterminasse brasileiros foi formalmente acusado