Tem 30 anos o homem que foi detido e agora acusado pela “prática dos crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência, instigação pública à prática de homicídio, apologia pública de crime, gravações ilícitas e detenção de arma proibida, por ter difundido nas redes sociais uma publicação na qual incitava à violência contra um grupo de pessoas de nacionalidade estrangeira”, no caso, brasileiros. A informação da acusação foi tornada pública esta sexta-feira, 27 de fevereiro, pela Polícia Judiciária (PJ), em comunicado a que o DN teve acesso.O arguido ficou prisão preventiva na ocasião, num caso inédito. O detido tinha publicações nas redes sociais em que oferecia, como recompensa, um apartamento no centro de Lisboa a quem realizasse um massacre e exterminasse brasileiros. Além disso, oferecia também 100 mil euros a quem atentasse “contra a vida de uma jornalista brasileira que trabalha em Portugal”.A jornalista em causa é Stefani Costa que terá recebido meses antes imagens de Bruno Silva a segurar armas. A profissional apresentou queixa no Ministério Público e o processo decorre no Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa (DIAP). A mesma PJ, através da Unidade Nacional de Contraterrorismo conduziu às investigações que levariam à acusação do arguido. A publicação que levou à sua detenção tornou-se, na altura, viral, com enorme repercussão e alarme social. “Ao arguido, com antecedentes policiais por crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência e com um elevado conhecimento no âmbito da segurança digital, foram-lhe apreendidos vastos elementos probatórios, designadamente, um elevado acervo de prova digital relativo ao seu radicalismo ideológico”, lê-se no mesmo documento.A PJ salienta ainda que mantém uma atividade permanente e sistemática “na deteção, prevenção e combate aos designados ‘crimes de ódio’”, por forma a garantir a segurança dos cidadãos. Uma outra operação contra crimes de ódio visou recentemente, o grupo 1143..PJ deteve membro da extrema direita que incitava ao ódio e oferecia 100 mil euros por morte de jornalista.Grupo 1143. Juiz implacável: "A anterior liderança e a atual estão presas; aguardemos a próxima, se existir"