Marco Almeida entrega o lugar de Chefe da Divisão de Polícia Municipal de Sintra a Pedro Magrinho, antigo candidato em Legislativas e Autárquicas pelo Chega.O presidente da Câmara Municipal de Sintra realça, no despacho a que o DN teve acesso, que se torna "importante assegurar a gestão, direção e coordenação daquela divisão", procedendo à nomeação em regime de substituição de Pedro Magrinho, que considera reunir "as condições legais exigíveis", explicitando que este é "chefe coordenador do mapa de pessoal da Polícia de Segurança Pública."Recorde-se que Pedro Magrinho foi, em 2019, número dois da lista do Chega por Setúbal, enquanto era polícia e presidente da Federação Nacional dos Sindicatos das Polícias, o que levou o ministro socialista Eduardo Cabrita, na altura, a levar ao Tribunal Constitucional a questão.Em 2021, a PSP abriu um inquérito por Magrinho ser, desta feita, candidato autárquico, tornando-se um dos primeiros polícias a candidatar-se a uma autarquia, pedindo uma licença sem vencimento para evitar a ineligibilidade. Na altura, prestava serviço na Divisão de Sintra, à presidência da União de Freguesias de Bobadela, São João da Talha e Santa Iria de Azóia, em Loures e a PSP negou ter dado qualquer autorização à candidatura autárquica em lista do Chega a Loures. Magrinho, que exerce funções como 2.º Comandante nos Bombeiros Voluntários de Camarate, voltou aos holofotes em 2022 quando se insurgiu com um vídeo público contra um pedido coletivo da comunidade cigana para que existisse uma votação generalizada no Partido Socialista.O social-democrata Marco Almeida governa a Câmara de Sintra desde outubro, tendo celebrado uma coligação, com IL e PAN, que foi vencedora, mas sem maioria absoluta. Na equipa de vereadores com pelouro incluiu dois elementos da lista de Rita Matias, do Chega: Anabela Macedo ficou com a fiscalização municipal e polícia, que tem a tutela da Polícia Municipal; Ricardo Aragão Pinto com Assuntos Europeus, Licenciamento das Atividades Económicas e Gestão de Mercados. Dessa feita, Marco Almeida garantiu supremacia nas votações, com sete vereadores, e tem em Eunice Baeta uma eleita pela IL cuja confiança política foi retirada por Mariana Leitão. Baeta ignorou o pedido da líder para os autarcas liberais não estarem em coligações com o Chega, mas a polémica em torno da vereadora aumentou de repercussão quando o seu alegado companheiro, Rui Caetano, foi nomeado presidente do Conselho de Administração dos Serviços de Água e Saneamento (SMAS), uma das empresas municipais - as outras são a EMES e a CulturSintra.No final de fevereiro, como o DN noticiou, foi aprovada uma proposta de aumento do quadro de dirigentes da Câmara Municipal de Sintra. Foram aprovados 29 novos cargos municipais, passando de um universo de cerca de 100 para perto de 130, ou seja, um incremento acima dos 25% num só mandato, com votos favoráveis da coligação liderada por Marco Almeida e quatro votos contra do PS. No caso, aumentaram em 17 os cargos de chefes de divisão..Sintra. Subida de um para nove diretores municipais aprovada com votos a favor da coligação de direita.Sintra avança com retirada de outdoors ilegais em todo o concelho. São quase 200