Foi aprovada a proposta de aumento substancial do quadro de dirigentes da Câmara Municipal de Sintra. Tal como o DN noticiou ao final da noite de segunda-feira, serão 29 novos cargos municipais, o que passará de um universo de cerca de 100 para perto de 130, ou seja, um incremento acima dos 25% num só mandato.A coligação liderada por Marco Almeida votou favoravelmente, incluindo nesta votos dos vereadores PSD, de Eunice Baeta, independente desde que ficou sem apoio político da Iniciativa Liberal, e dos vereadores do Chega que fazem agora parte do acordo governativo. O PS, com quatro lugares no Executivo votou contra.Na reunião de Câmara, pelo que o DN pôde saber, Marco Almeida prometeu ser "inclusivo na escolha dos nomes" e avançou ainda que a justificação para a reorganização pretende dotar Sintra de maior eficácia de resposta nos processos de decisão. Não foram revelados outros planos estratégicos para as novas atribuições nem sequer os valores envolvidos. Marco Almeida valorizou que sejam utilizados, em muitos casos, pessoas que vêm da base da Câmara. Detalhando a proposta, serão reduzidos em três o número de coordenadores de núcleos, mas subirão em 17 o número de chefes de divisão e em sete o número de líderes de departamento. A mais visível alteração é no topo da cadeia: passará o organigrama da Câmara de um diretor municipal para nove. Os nomes para as nomeações não são ainda conhecidos e todos estes serão incluídos na Câmara Municipal, permitindo que os vereadores possam delegar funções.Ainda assim, é de recordar que Sintra tem três empresas municipais, o que, no caso das cidades, costuma implicar que quanto menos empresas menos nomeações para cargos de gestão.O social-democrata Marco Almeida governa a Câmara de Sintra desde outubro, tendo feito uma coligação, com IL e PAN, que foi vencedora, mas sem maioria absoluta. Na equipa de vereadores com pelouro incluiu dois elementos da lista de Rita Matias, do Chega: Anabela Macedo ficou com a fiscalização municipal e polícia, Ricardo Aragão Pinto com Assuntos Europeus, Licenciamento das Atividades Económicas e Gestão de Mercados. Dessa feita, garantiu supremacia nas votações, com sete vereadores, e tem em Eunice Baeta uma eleita pela IL cuja confiança política foi retirada por Mariana Leitão.Baeta ignorou o pedido da líder para os autarcas liberais não estarem em coligações com o Chega, mas a polémica em torno da vereadora aumentou de repercussão quando o seu alegado companheiro, Rui Caetano, foi nomeado presidente do Conselho de Administração dos Serviços de Água e Saneamento (SMAS), uma das empresas municipais - as outras são a EMES e a CulturSintra. Votação que terá acontecido sem a participação de Baeta..Sintra: executivo de Marco Almeida propõe passar de um para nove diretores municipais.IL retira confiança política a vereadora em Sintra. Marco Almeida diz-se "satisfeito" com acordo