Vai esta terça-feira a votação na Câmara de Sintra uma proposta de aumento substancial do quadro de dirigentes da Câmara Municipal. Ao que o DN teve acesso, serão 29 novos cargos municipais, o que passará de um universo de cerca de 100 para perto de 130, ou seja, um incremento acima dos 25% num só mandato. Detalhando a proposta, serão reduzidos em três o número de coordenadores de núcleos, mas subirão em 17 o número de chefes de divisão e em sete o número de líderes de departamento. A mais visível alteração é no topo da cadeia: passará o organigrama da Câmara de um diretor municipal para nove. Os nomes para as nomeações não são ainda conhecidos e todos estes serão incluídos na Câmara Municipal, permitindo que os vereadores possam delegar funções. Ainda assim, é de recordar que Sintra tem três empresas municipais, o que, no caso das cidades, costuma implicar que quanto menos empresas menos nomeações para cargos de gestão. É, em termos comparativos, um aumento relevante até olhando a Oeiras, concelho vizinho, que não superava os 90 cargos de dirigentes.O social-democrata Marco Almeida governa a Câmara de Sintra desde outubro, tendo feito uma coligação, com IL e PAN, que foi vencedora, mas sem maioria absoluta. Na equipa de vereadores com pelouro incluiu dois elementos da lista de Rita Matias, do Chega: Anabela Macedo ficou com a fiscalização municipal e polícia, Ricardo Aragão Pinto com Assuntos Europeus, Licenciamento das Atividades Económicas e Gestão de Mercados. Dessa feita, garantiu supremacia nas votações, com sete vereadores, e tem em Eunice Baeta uma eleita pela IL cuja confiança política foi retirada por Mariana Leitão.Baeta ignorou o pedido da líder para os autarcas liberais para não estarem em coligações com o Chega, mas a polémica em torno da vereadora aumentou de repercussão quando o seu alegado companheiro, Rui Caetano, foi nomeado presidente do Conselho de Administração dos Serviços de Água e Saneamento (SMAS), uma das empresas municipais - as outras são a EMES e a CulturSintra. Votação que terá acontecido sem a participação de Baeta.O DN contactou via e-mail, a meio da tarde desta segunda-feira, a autarquia sobre a proposta quando teve conhecimento da proposta. Foram confirmados os números dos dirigentes a contratar, mas não foram revelados valores ainda desse mesmo aumento ou se existiram negociações com os parceiros de coligação. Em Lisboa, como se sabe, foram incluídos elementos do Chega em empresas municipais da cidade após o partido, que revelou ao DN ter negociado com Carlos Moedas, não ter chegado ao entendimento para ficar com pelouros no Executivo..Autarcas de Sintra e de Lisboa querem cobrar impostos municipais.IL retira confiança política a vereadora em Sintra. Marco Almeida diz-se "satisfeito" com acordo