O candidato presidencial Jorge Pinto admitiu ter medo de uma segunda volta nestas eleições entre André Ventura e João Cotrim Figueiredo, reiterando que percebe quem não votará por si com receio desse cenário.No discurso no comício de encerramento da sua campanha, no Teatro da Luz, em Lisboa, Jorge Pinto apelou ao voto em si “por convicção”, mas ressalvou que percebe, porque sente o mesmo, o medo dos eleitores de uma “segunda volta com um antirrepublicano e um falso liberal autoritário”.“Eu tenho muito medo e percebo isso também. E a essas pessoas eu digo-lhes uma coisa muito simples: eu não sou dono do vosso voto, ninguém é dono do vosso voto. E que se vocês querem votar em alguém que tem mais possibilidades de passar à segunda volta, em alguém que se reveja nesta Constituição, o vosso voto é igualmente legítimo”, disse, referindo-se à carta enviada aos eleitores esta quinta-feira.Jorge Pinto avisou os eleitores que quer votem em si ou não que no dia 19 continuará presente no debate político porque a “defesa da República vai ser feita por todos".“Essa defesa vai mesmo ter de passar por nós. Essa vigilância cidadã, democrática e republicana vai mesmo ter de passar por nós. Porque eu também não estou confortável e tenho medo quando vejo notícias daqui de Lisboa, da capital do nosso país, de forças policiais a torturarem os mais frágeis da nossa sociedade. De agentes policiais torturarem pessoas em situação de sem-abrigo, toxicodependentes, mulheres, imigrantes”, acrescentou.Num discurso centrado em grande parte neste receio que diz identificar nos eleitores, Jorge Pinto pediu que esse medo não paralise ninguém porque será dele que virá a força para lutar pelos direitos de todos, incluindo os imigrantes, ciganos ou pessoas LGBTI+ contra o que a “extrema-direita está a fazer” em Portugal.A segunda parte da intervenção focou-se na esperança, com o candidato apoiado pelo Livre a pedir aos presentes no Teatro da Luz que fizessem “uma promessa ao futuro do país” e defendessem Portugal de que pretende atacar a democracia.“Do que de nós depender, a nossa democracia veio para ficar. No que de nós depender, Portugal vai ser o país que merecemos. Um país da justiça, um país da igualdade, um país da liberdade e sim, um país do amor. Fica a promessa, nós não baixaremos os braços”, enfatizou.Lusa.António José Seguro fez hoje um derradeiro apelo ao voto para que, na segunda volta das presidenciais, esteja alguém “inequivocamente democrata, leal à Constituição” e defensor do Estado social, considerando que, até em termos internacionais, é importante ficar em primeiro.No comício de encerramento de campanha que decorreu esta noite no Fórum Lisboa, o candidato presidencial apoiado pelo PS insistiu na importância da concentração de votos na sua candidatura e considerou um “desperdício” que se dispersem em opositores que não têm hipótese de passar à segunda volta.“Nós precisamos de ter na segunda volta alguém que inequivocamente é um democrata, alguém que inequivocamente é leal à Constituição da República Portuguesa, alguém que inequivocamente é defensor do Serviço Nacional de Saúde, da Escola Pública e da Proteção Social Pública”, enfatizou.Seguro voltou a refrear o entusiasmo com as sondagens e considerou que não é indiferente o facto de ficar em primeiro ou segundo lugar, apontando à vitória já no domingo.“É muito importante que lá fora, nas páginas dos jornais do dia seguinte, se diga que os valores da liberdade, da democracia, da República, de um país moderno, de um país coeso, de um país que integra, de um país que defende a liberdade e a prosperidade, venceram em Portugal”, defendeu.Esta sessão encheu o Fórum Lisboa, teve um momento musical da apoiante Gisela João, destacando-se entre os presentes os antigos candidatos presidenciais Manuel Alegre e Maria de Belém Roseira e os ex-ministros Fernando Medina, Alexandra Leitão, Adalberto Campos Fernandes, Ana Mendes Godinho, Ana Jorge, Guilherme d’Oliveira Martins, entre vários rostos socialistas, mas sem a presença do líder do PS, José Luís Carneiro.Lusa.O candidato presidencial apoiado pelo Chega, André Ventura, afirmou hoje que, caso passe à segunda volta, não tentará “agradar a todos”, realçando que “nunca escondeu ao que vinha” e rejeitando ser “o candidato das generalidades redondas”.“Não vou para a segunda volta para agradar a todos. Não vou procurar pôr toda a gente contente, não vou para dizer que o preto é branco e o branco é preto. Vou dizer a verdade, doa a quem doer. Vou dizer ao país que é preciso ordem, que têm de deixar de viver de subsídios, que impostos têm de baixar e que temos de ser um país cristão, de valores cristãos, e de valores europeus”, defendeu o candidato a Belém, no comício de encerramento de campanha no Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa.Depois de fazer referências à “ideologia de género” (termo depreciativo usado por movimentos ultraconservadores), rejeitar mesquitas em Portugal, criticar o processo em que é acusado o antigo primeiro-ministro José Sócrates e prometer acabar com o Estado Social como um “bar aberto de distribuição para todos”, André Ventura avisou: “Eu disse ao que vinha”.“Nós dissemos ao país, Europa e mundo ao que vínhamos, com clareza, sem medo”, disse, garantindo que “vai continuar a ser assim”.“Não esperem nem nunca me peçam para ser o candidato das generalidades redondas que agradam a toda a gente”, salientou, vincando que não quer “estar do lado dos que ganham as eleições, mas dos que transformam o país”.Lusa.O candidato presidencial António Filipe apelou hoje à mobilização, esclarecimento e combate à indecisão até domingo, garantindo que ainda “há muito voto para conquistar”.“É esta afirmação que importa fazer e é esse o nosso trabalho de mobilização, de esclarecimento, de combate à indecisão que possa haver daqui até ao próximo domingo”, afirmou António Filipe, que falava num jantar comício em Loures, distrito de Lisboa, onde terminou esta noite a campanha eleitoral.Acrescentou: “Vamos continuar, vamos terminar esta nossa campanha com uma grande força. É inegável que a força foi crescendo”, salientou, frisando ainda que, até domingo, “há ainda muito voto para conquistar”.Há, frisou, “muita indecisão, há muita confusão de algumas pessoas” e, por isso, pediu à mobilização dos seus apoiantes para “conversar com as pessoas, com familiares e amigos”.O candidato apoiado pelo PCP e PEV agradeceu a presença de Paulo Raimundo, secretário-geral comunista, neste jantar, mas fez também uma homenagem a Jerónimo de Sousa, "o mestre" com quem aprendeu há 30 anos.“É que há precisamente 30 anos atrás, eu era um jovem com 32 anos, e acompanhei o camarada Jerónimo de Sousa numa grande campanha eleitoral, quando foi candidato pela primeira vez à presidência da República”, uma experiência que, garantiu, o preparou para esta campanha eleitoral..Catarina Martins prometeu hoje que, se for eleita, será a Presidente da República que fará justiça aos trabalhadores “que todos os dias constroem Portugal”, apelando ao voto “de quem sabe que a democracia é forte" quando há unidade.Durante o jantar de encerramento da campanha presidencial, na Associação de Moradores da Bouça, no Porto, onde juntou cerca de uma centena de apoiantes, Catarina Martins fez um último apelo ao voto antes do dia de reflexão.“Apelo a quem sabe que a democracia é forte quando estamos juntos, quando nos olhamos nos olhos, quando não inventamos falsas divisões e, pelo contrário, criamos soluções para o país”, afirmou a candidata apoiada pelo BE.Prometendo que, se for eleita, fará “justiça a estes trabalhadores que são incansáveis e todos os dias constroem Portugal”, Catarina Martins defendeu que um voto na sua candidatura é um voto nesses trabalhadores, mas em quem sabe “que o cuidado é o que faz a democracia, que a igualdade nos aproxima”.Justificando esse apelo, a candidata recordou as últimas semanas e a campanha desenvolvida para ouvir os problemas dos portugueses e discutir soluções, recordando encontros com as pessoas e associações, ou os debates promovidos.“Quando vemos todos os dias, de uma forma avassaladora na comunicação social, discutir a sondagem, o telecinema, o comentário, a carta, seja o que for, quero deixar-vos duas garantias. A primeira é que o país não é isso”, afirmou.Afirmando que “o país é muito melhor do que esse comentário vazio”, a candidata acrescentou, por outro lado, que “ainda nenhum voto foi contado”.Prosseguindo nos apelos ao voto, Catarina Martins disse ainda que as garantias de cada candidato são assumidas com palavras, durante a campanha, mas sobretudo são garantias do seu percurso.“Aquilo que nós fazemos toda a vida distingue-nos. Eu defendo a Constituição, eu gosto de Portugal, gosto mesmo do meu país. E eu nunca hesitei, mesmo nos momentos mais difíceis, a defender quem trabalha”, disse, considerando que esse percurso marca tudo.A esse propósito, recordou um momento em particular desse percurso e um apoio “inesperado” que o reflete: o da deputada do PS Isabel Moreira, com quem, entre outros socialistas, recorreu ao Tribunal Constitucional para travar o corte nos subsídios durante o período de intervenção da ‘Troika’.“Eu levo muito a sério a convergência à Esquerda, mas a convergência à esquerda ou é sobre a vida das pessoas, ou é discurso vazio para enganar alguém. Esta é a convergência à esquerda que eu gosto de fazer, e que farei sempre”, defendeu, respondendo aos apelos do candidato apoiado pelo PS, António José Seguro, ao voto útil da esquerda na sua candidatura.“E quando alguém fala do voto útil à esquerda, eu lembro sempre as palavras da Isabel Moreira. Eu não empresto o meu voto, eu voto em quem confio e em quem sei que lá estará”, sublinhou a candidata.Insistindo que “o voto útil é o da coerência”, Catarina Martins acrescentou que a única responsabilidade da esquerda é “responder pelo povo”.“É por isso que o voto útil é aquele que, na primeira volta, mostra a força da coerência, a força de quem não desiste, a força de quem nunca falhará a uma convergência à esquerda, mas a fará sempre pelo que conta, pelo que pode mudar a vida das pessoas, pelo que pode melhorar a vida das pessoas”, concluiu..O candidato presidencial Cotrim Figueiredo avisou esta sexta-feira (16) que, apesar das dificuldades e “dos ataques brutais” de que foi alvo, ninguém o vai parar e vai conseguir passar a uma eventual segunda volta.“Apesar de, ao princípio, só nós acreditarmos, apesar das dificuldades que fomos tendo e apesar dos ataques brutais esta candidatura vai conseguir chegar à segunda volta”, afirmou o também eurodeputado no jantar de encerramento de campanha numa unidade hoteleira em Braga.Perante uma sala com cerca de 350 apoiantes, que o ia interrompendo com aplausos, o antigo líder da Iniciativa liberal (IL) recordou que a sua candidatura “já fez história” na campanha eleitoral apesar de ter menos meios, menos dinheiro, menos eleitorado inicial e menos cobertura mediática.“E, mesmo assim, vai conseguir chegar à segunda volta”, apontou enquanto gritavam “Portugal, Portugal, Portugal”.A dois dias das eleições presidenciais, que vão escolher o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, Cotrim Figueiredo, apoiado pela IL, lembrou que “chegou a hora de escolher e a hora de escolher em consciência”.No domingo, os portugueses farão uma escolha sobre algo que é simples e, no entanto, “absolutamente crucial”, por isso, pediu a mobilização do eleitoral, apelo que tem vindo a fazer diariamente.Este domingo decide-se quem passa à segunda volta e, isso, “não é coisa pouca", assinalou.“Querem ou não que algo mude em Portugal?”, questionou para, de seguida, advertir que quem quer mesmo mudar só pode votar em si.“Foi uma campanha positiva, feita com alegria, com confiança, com verdade e com otimismo. Mobilizou portugueses de todas as idades, de todas as condições sociais, de todos os partidos e de todas as regiões”, contou.Considerando que Portugal está pronto para mudar, Cotrim Figueiredo, visivelmente entusiasmado, considerou que já ninguém consegue negar que a sua candidatura trouxe algo novo à vida política portuguesa.“Não por instruções ou orientações de ninguém, mas pela vossa decisão livre. Vocês apareceram”, frisou.Insistindo na mensagem, Cotrim Figueiredo, que tinha na sala o vice-presidente da Assembleia da República Rodrigo Saraiva, e os deputados da IL Joana Cordeiro e Miguel Rangel, avisou que cada voto conta, pesa e deixa marca.“No domingo, quando saírem de casa lembrem-se disto, não vão apenas votar por vocês, vão votar pelos vossos filhos e pelo vosso país”, disse, ao som da música dos Queen `Don´t Stop Me Now´ [Não me parem agora].Lusa. candidato presidencial Luís Marques Mendes pediu hoje aos eleitores indecisos ou que ainda têm dúvidas que não votem “na hesitação” e em quem esteve “em silêncio” nos últimos anos, numa referência implícita ao adversário António José Seguro.No comício de encerramento da campanha do candidato apoiado por PSD e CDS-PP, na Gare Marítima da Rocha Conde de Óbidos – com cerca de 150 lugares sentados, mas com muitas pessoas de pé -, Mendes quis falar sobretudo para os que ainda não decidiram o seu voto no próximo domingo.“A primeira coisa essencial é não votar na hesitação, na indecisão, não votar em candidatos que, por serem demasiado passivos, não acrescentam muito ao futuro de Portugal”, afirmou.O antigo líder do PSD pediu aos eleitores que votem no candidato com “mais provas dadas”, lembrando que emitiu opiniões sobre todas as matérias no seu comentário televisivo na SIC durante 12 anos.“Enquanto uns falavam aos berros ou outros primavam pelo silêncio e por estarem calados eu estive lá a emitir uma opinião, a defender os mais frágeis e vulneráveis”, assegurou, numa referência implícita ao candidato apoiado pelo PS, que esteve fora da vida política e pública nos últimos anos..O candidato presidencial António José Seguro pediu hoje que não se dispersem votos porque é preciso que democracia e a saúde e escolas públicas “passem à segunda volta”, e insistiu na importância de ficar em primeiro lugar.Nas últimas horas da campanha presidencial, António José Seguro dedicou parte da sua tarde a um momento na cidade onde mora, nas Caldas da Rainha, com uma arruada e uma pequena festa, à qual se juntou, pela primeira vez, a sua família, a mulher Margarida e os filhos Maria e António.“As sondagens não elegem presidentes, é o voto do povo que elege presidentes. Aquilo que eu vos quero pedir é que todos os democratas, todos os progressistas, todos os humanistas concentrem o voto na nossa candidatura e não dispersem os votos em candidaturas que não possam passar à segunda volta”, insistiu.Para o candidato presidencial apoiado pelo PS, o voto em si é necessário para que “a democracia, a saúde pública, a escola pública, o serviço social público passem à segunda volta”.“E passemos em primeiro a essa segunda volta. Não por nós, mas por Portugal”, reiterou.Referindo que na sua candidatura há “pessoas de todos os quadrantes políticos”, Seguro foi questionado sobre a acusação do opositor Luís Marques Mendes de que seria “um pouco passivo”.“Nos últimos dias tenho sido vítima de vários ataques de todos os candidatos. Eles podem atacar, mas eu não respondo. Eu vim para elevar o nível do debate político em Portugal”, respondeu apenas..A desinformação nas presidenciais revelou um padrão semelhante ao das legislativas de 2025, e teve maior impacto do que o esperado, explicou hoje à Lusa o académico Branco Di Fátima.Branco Di Fátima é um dos autores do estudo de monitorização da desinformação nas redes sociais dos candidatos presidenciais feito pelo LabCom - Laboratório de Comunicação da Universidade da Beira Interior (UBI) e afirmou que “nas presidenciais houve uma repetição de um padrão, muito semelhante ao identificado nas legislativas”.O investigador começou por explicar que, em legislativas, os partidos tendem a polarizar mais a sociedade, enquanto nas presidenciais, disputadas por candidatos independentes, alguns com apoio de partidos, seria expectável “uma menor polarização da sociedade em termos de desinformação”.O académico afirmou estar “surpreendido”, uma vez que acreditava haver um número muito menor de casos de desinformação nas presidenciais.Nas legislativas de 2025, o LabCom detetou 16 casos de desinformação, e nestas presidenciais o número ainda não está fechado, mas centra-se em 17 situações.Branco Di Fátima justificou este aumento com a polarização da sociedade, visto que “quanto mais temas fraturantes existem na sociedade, mais hipóteses há de utilizar a desinformação como uma estratégia política ancorada justamente nesses temas”, como a habitação ou a saúde no caso português.Até 13 de janeiro, os conteúdos desinformativos tinham atingido 7.712.000 visualizações nas redes sociais (todas as vezes que o conteúdo aparece aos utilizadores, incluindo repetições), e geraram 324.555 reações, 51.922 comentários e 24.543 partilhas.Ainda assim, o investigador salientou que “a desinformação não molda significativamente os resultados eleitorais e não compromete o processo democrático, mas pode condicionar”.“Há candidatos que utilizam processos de desinformação mais intensos e constroem uma estratégia de campanha, com o interesse de influenciar a forma como as pessoas pensam e votam”, explicou.Assim, “existe um número significativo de eleitores que vão votar, considerando as informações que consumiram e procuravam distorcer a perceção da realidade”.O académico referiu ainda ser possível medir o número de mensagens desinformativas que os candidatos produzem e o seu alcance, mas “não se consegue medir exatamente como o eleitorado decide o seu voto a partir da desinformação. Existe um espaço de grande preocupação”, rematou..A candidata presidencial Catarina Martins afirmou hoje que a ministra do Trabalho é “um problema para o país, não uma solução”, e criticou as declarações da governante a propósito do despedimento de 163 trabalhadores de uma fábrica em Ovar.“São declarações de uma enorme insensibilidade para com aquelas mulheres, sobretudo mulheres, que perderam o emprego agora, e são também uma enorme irresponsabilidade para com a economia do país”, considerou.Catarina Martins referia-se a declarações de Maria do Rosário Palma Ramalho que, a propósito do despedimento de 163 trabalhadores na Yazaki Saltano, após ter dispensado mais de 300 em meados de 2025, ressalvou que os despedimentos em Portugal são, atualmente, “baixíssimos”.Questionada pelos jornalistas, no final de uma visita às oficinas da CP e do Metro do Porto em Guifões, Matosinhos, a candidata às eleições presidenciais ainda não tinha ouvido as declarações da ministra, mas estava informada sobre o teor e deixou críticas.“Falar com esta leviandade do que está a acontecer é um insulto a cada uma destas mulheres e é uma irresponsabilidade quando se olha para a economia portuguesa, porque é precisamente destas operárias especializadas extraordinárias que o nosso país precisa e que devemos respeitar”, defendeu.Quanto à ministra, cuja política tem criticado devido ao pacote laboral, Catarina Martins considerou que Maria do Rosário Palma Ramalho “claramente é um problema para o país, não é uma solução”.“Eu não sei em que mundo é que a ministra vive, mas não vive no mundo das pessoas que trabalham em Portugal. As pessoas em Portugal querem um emprego, querem um emprego estável e querem um emprego com um salário digno. É disso que precisam”, acrescentou.Nas oficinas da CP e do Metro, onde ouviu o lamento de trabalhadores sobre as condições de trabalho, mas também de responsáveis sobre a dificuldade em manter ali profissionais qualificados face à concorrência, Catarina Martins defendeu “uma economia qualificada, de salários dignos”.“Quero um país que tenha indústria e quero um país que tenha os serviços públicos do que precisa e que sirvam toda a população”, sublinhou.Lusa.O candidato presidencial Gouveia e Melo recusou hoje estar arrependido com o estilo de campanha que adotou em relação aos seus adversários e ao sistema partidário, contrapondo que foi o único que pôs e dedo na ferida.Gouveia e Melo falava aos jornalistas numa deslocação de comboio entre Cascais e o Cais do Sodré, em Lisboa - percurso que diz ter feito todos os dias enquanto jovem, a partir da Parede até à Marinha. No Cais do Sodré, apanhava depois um barco para a outra margem do rio Tejo.Interrogado se estava arrependido pelo estilo mais contundente de campanha que adotou, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada recusou. Na sua perspetiva, se adotasse um estilo mais redondo de discurso seria a mesma situação de “um médico estar perante uma ferida gangrenada e não querer meter as mãos na ferida”.“Eu, verdadeiramente, fui o único que pus o dedo na ferida. O candidato André Ventura, que é um dos que mais ruído faz sob corrupção, não meteu o dedo na ferida. Quem meteu o dedo na ferida fui eu”, sustentou.Negou, também, ter atirado “lama” aos seus adversários, em particular contra Marques Mendes.“A única coisa que fiz foi fazer uma pergunta muito simples: Qual é verdadeiramente a sua profissão? E essa resposta ainda está hoje por dar, mas não quero falar mais sobre isso, porque isso é um problema entre esse candidato e o povo português”, disse.Depois, prosseguiu, salientando que, da sua parte, “não há arrependimento”.“Na vida temos de arriscar, temos de viver a vida de acordo com a nossa consciência. Estou a fazer o último serviço que eu posso fazer à minha população e ao meu povo. Se, por acaso - e não acredito que seja esse o cenário -, dispensarem-me, eu ficarei dispensado. Mas acredito que não serei dispensado”, acrescentou.Lusa.A Comissão Nacional de Eleições (CNE) esclareceu hoje que os boletins de voto na segunda volta das eleições presidenciais vão ter os nomes de dois candidatos.“No estrangeiro e no território nacional, seja para o voto antecipado, seja para os dias da votação, vão ser impressos e distribuídos os boletins de voto do segundo sufrágio, com dois candidatos”, indica a CNE, em comunicado, frisando que “qualquer informação em contrário não corresponde à verdade”.A CNE admite que poderá haver uma “situação excecional”, designadamente quando os boletins de voto não sejam recebidos a tempo em algum local no mundo, mas ressalva que “só nesse caso é que será utilizado o do primeiro sufrágio”.Caso nenhum dos candidatos tenha maioria absoluta no domingo, haverá uma segunda volta em 8 de fevereiro, à qual concorrerão apenas os dois candidatos mais votados..Candidatos a mais no boletim de voto a possível 2ª volta: Tudo o que precisa de saber sobre as presidenciais.Cotrim Figueiredo disse hoje que acredita que se passar a uma eventual segunda volta Marques Mendes acabará por recomendar o voto na sua candidatura.“Eu creio que o próprio candidato Marques Mendes tem a responsabilidade e a experiência suficiente para acabar por vir recomendar o voto na minha candidatura indo eu à segunda volta”, considerou o também eurodeputado, no final de uma visita à empresa Trimalhas em Guimarães, no distrito de Braga.Naquele que é o último dia de campanha, e confrontado com uma notícia do Expresso que avança que o PSD não deverá declarar apoio numa segunda volta sem Mendes, Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal (IL), assumiu ter a expectativa de que Mendes, candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP, o apoiará.“É um direito legítimo do PSD não o fazer, mas parece-me um pouco demissionista em relação ao futuro da política”, afirmou.Tal como tem repetido várias vezes, o antigo líder da IL apelou ao voto na sua candidatura para evitar ter António José Seguro e André Ventura numa eventual segunda volta.“Muitos não quererão ter uma escolha entre António José Seguro e André Ventura”, insistiu.Cotrim Figueiredo referiu que os candidatos Marques Mendes e Gouveia e Melo já perceberam que não têm hipóteses de ir a uma eventual segunda volta e isso nota-se na dinâmica das suas campanhas e nos seus esclarecimentos.Apesar das polémicas que assombraram a sua candidatura, nomeadamente uma denúncia de assédio sexual e a dúvida sobre um eventual apoio a André Ventura, o candidato presidencial continua confiante de que vai merecer a confiança dos portugueses e vai disputar a segunda volta.Aliás, a expectativa é tal que o candidato revelou que já sabe o que vai fazer na campanha da segunda volta, tendo tudo idealizado.“Se começasse a pensar nisso só no fim de semana provavelmente não sairia tão bem, portanto, já começámos. O pior que pode acontecer é não utilizarmos”, concluiu.Lusa.Os dois candidatos presidenciais que passem a uma possível segunda volta das eleições poderão declarar mais despesas de campanha mas a lei não prevê um acréscimo da subvenção estatal.Os valores da subvenção pública para cobrir as despesas da campanha estão previstos na lei do financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais, que "nada refere quanto a eventual segunda volta", conforme esclareceu à Lusa fonte da Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP).O valor total da subvenção pública na eleição do Presidente da República é calculado multiplicando por 10 mil o valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS), segundo a fórmula 522,50 euros x 0,8, perfazendo 4,18 milhões de euros.Numa segunda volta, a lei prevê que ao limite de despesas para a campanha, que é de 4,18 milhões de euros - igual ao montante da subvenção pública - acresce o valor de 1.045.000 euros (2500 IAS x 0,8).Quanto à repartição da subvenção pública, 20% do total será distribuído em partes iguais aos candidatos que obtenham pelo menos 5% dos votos, enquanto 80% será repartido na proporção dos votos obtidos.As receitas que os candidatos podem utilizar nas suas campanhas além da subvenção estatal passam por donativos de apoiantes, angariações de fundos e contribuições dos partidos políticos.Lusa.André Ventura disse esperar que os líderes do PSD e IL “não sejam pelo menos um obstáculo” a uma vitória sua “que impeça o socialismo” de regressar ao Palácio de Belém.“Se como os números indicam, a segunda volta for André Ventura e António José Seguro, o que eu espero do líder do PSD, da Iniciativa Liberal e de outros movimentos e de apoios mais conservadores e de direita, é que não sejam pelo menos um obstáculo à vitória que impeça que o socialismo regresse ao Palácio de Belém”, apelo durante a já habitual descida pelo Chiado, em Lisboa.Ventura realçou que, se os líderes dos partidos à direita não quiserem apoiá-lo num cenário de uma segunda volta contra António José Seguro, antigo líder do PS, “então ao menos que não obstaculizem essa segunda volta”.O candidato a Belém e líder do Chega vincou que apenas quer “o apoio do povo português”, como tem repetido ao longo da campanha, considerando que se dirige não aos líderes de partidos de direita, como Montenegro (PSD) ou Mariana Leitão (IL), mas ao seu eleitorado, “àquele povo que não quer o PS de volta, que não quer os socialistas de volta e querem uma mudança”.“Segundo as sondagens, neste momento, eu sou o único que consegue derrotar na primeira volta o candidato do PS. Isso significa que há uma escolha a fazer no domingo e essa escolha, que eu espero protagonizar, é derrotar o socialismo”, disse, insistindo na ideia de uma segunda volta entre um bloco socialista e um bloco não socialista.Durante a campanha, o líder do Chega remeteu para “a consciência” do primeiro-ministro e presidente do PSD, Luís Montenegro, um eventual apoio à sua candidatura contra António José Seguro. Contudo, no Porto, disse não querer o seu apoio e na quinta-feira à noite, em Coimbra, foi mais longe, desafiando Luís Marques Mendes e João Cotrim de Figueiredo a dizer “que se lixe” o social-democrata.Questionado sobre esse apelo, Ventura vincou que não fala ao primeiro-ministro e líder dos sociais-democratas, mas ao “povo que vota no PSD, que vota na Iniciativa Liberal, que não votou no Chega, mas que não quer os socialistas de volta”.Sobre se não haverá o risco, caso seja eleito chefe de Estado, de ser uma marioneta de um eventual Governo liderado pelo Chega, Ventura rejeitou essa ideia.Uma gestão do executivo “pelos resultados” aplicar-se-ia “quer fosse o Governo do PSD, do Chega ou do Partido Socialista”, vincou o líder do partido.“Nós temos que ter um Presidente exigente e não um presidente que seja marioneta”, disse, afirmando que será “absolutamente implacável na luta contra a corrupção”, no controlo da imigração e nos problemas associados à saúde.Em jeito de balanço, no último dia, o candidato considerou que a sua campanha foi “a melhor” e sobretudo “a que mais disse às pessoas”, enquanto que “outros perderam-se a falar deles próprios”.Ventura falava a meio da descida do Chiado, que durou apenas 22 minutos, e dez dos quais foram passados em declarações aos jornalistas, numa arruada que terminou na Praça do Município e que juntou cerca de duas centenas de apoiantes.Além dos habituais cânticos, ouviu-se, já na reta final do percurso, André Ventura e os seus apoiantes a gritar: “Portugal é nosso. Portugal é nosso e há de ser. Portugal é nosso até morrer”.Durante as declarações do presidente do Chega aos jornalistas, alguns apoiantes na rua gritaram “jornalixo”, numa arruada calma, onde apenas um homem se dirigiu a André Ventura como “fascista”, tendo sido rapidamente afastado pela segurança.Questionado sobre o envio de tropas portuguesas para a Gronelândia, Ventura afirmou que a Europa "tem de defender" aquele território autónomo da Dinamarca, mas vincou que não quer “mandar jovens portugueses para a guerra”.Lusa.Manuela Ferreira Leite, antiga presidente do PSD, defendeu hoje que Marques Mendes tem todas as condições para ser “um grande Presidente da República”, admitindo ter uma opinião “enviesada por ser tiffosi” do PSD.“Eu estou aqui pelo partido. E devo dizer que é por amor ao partido que, mais uma vez, me envolvi nesta campanha e porque ela está neste momento centrada numa figura que nunca conheci sem ser do partido”, começou por afirmar a antiga ministra das Finanças.Ferreira Leite participou num almoço de campanha de Marques Mendes que juntou cerca de duzentas mulheres numa cervejaria em Lisboa, incluindo as ministras do Trabalho, do Ambiente e da Cultura, a presidente da sua comissão de honra, Leonor Beleza, e a ex-militante e candidata à liderança da IL Carla Castro, que já tinha manifestado apoio ao candidato.A antiga ministra admitiu que a sua opinião sobre o candidato pode ser “um pouco enviesada”, porque, além de ser do PSD, “é um bocado tiffosi” (termo utilizado no futebol para designar fãs ou fanáticos).“Nessa qualidade, não me passaria pela cabeça algum dia fazer qualquer tipo de crítica ou reticência a uma candidatura que eu considero natural e nunca o faria em nome do PSD. E, portanto, eu falo em nome do PSD”, vincou.Nessa qualidade, a antiga líder do PSD recordou que, quando trabalharam lado a lado nos governos de Cavaco Silva, “poucas pessoas tomavam decisões sem saber qual era a opinião” de Marques Mendes, destacando a sua “dedicação permanente à causa pública” e “intuição política muito invulgar”.“E é assim que ele aparece, de forma natural, como candidato à Presidência da República pelo PSD. Há quem goste mais ou quem goste menos, mas há uma coisa que não conseguem negar: é que reúne todas as condições para poder vir a ser não só Presidente da República, como um grande Presidente da República”, defendeu.Ferreira Leite disse não ter dúvidas que Mendes terá “capacidade para manter o país dentro do rumo” e, especialmente, tem a certeza “de que nunca se afastará dos princípios que orientam o PSD”.“E por isso aqui estou publicamente a dizer que vou votar no dr. Marques Mendes e que estou convencida de que a grande maioria dos portugueses também o fará”, salientou.Num almoço sobretudo com participantes femininas, deixou ainda uma palavra especial à mulher do candidato, Sofia Marques Mendes, que o tem acompanhado ao longo de toda a campanha.“Eu realmente nunca vi nenhuma campanha - e já vi muitas - em que a mulher dos candidatos fosse tão presente de tal forma que já me cheguei quase a comover com o aspeto de cansaço que ela aparenta”, disse.Por isso, apelou aos portugueses que saibam copiar o exemplo da boa escolha de Marques Mendes no casamento. “Saibamos nós quem vamos escolher: o marido da doutora Sofia Marques Mendes”, disse.Lusa.André Ventura encontra-se a descer o Chiado, em Lisboa, numa arruada de campanha, a primeira iniciativa deste último dia. O candidato reafirmou a necessidade de "termos um Presidente da República exigente, não que seja uma marioneta" E prometeu: "Serei exigente e implacável na luta contra a corrupção, serei exigente e implacável no controlo da imigração, na questão da saúde"..António José Seguro pediu, nnum almoço em Vila Nova de Gaia, aos moderados e progressistas para que concentrem os votos na sua candidatura presidencial, apelando ao voto útil para evitar “desperdiçar” escolher outros candidatos sem possibilidade de chegar à segunda volta.“Esta é a única candidatura progressista que pode passar à segunda volta. Não há no campo dos progressistas nenhum outro candidato que esteja em condições de poder passar à segunda volta. O que os progressistas têm de decidir, cada portuguesa e cada português, é se querem desperdiçar o seu voto em candidaturas que não têm a mínima possibilidade de passar à segunda volta ou se, pelo contrário, querem votar de forma útil para que a nossa candidatura possa estar na segunda volta e disputar as eleições presidenciais”, apelou.De acordo com Seguro, a sua candidatura “é a única candidatura moderada que pode passar à segunda volta” e “não há outra candidatura moderada que o possa fazer”.“Porque um voto noutra candidatura de um moderado não vai ajudar a que a nossa candidatura esteja na segunda volta”, avisou.Por isso, o candidato apoiado pelo PS fez um derradeiro apelo aos “progressistas e moderados” para concentrar o voto na sua candidatura.“Sim, é o voto dos progressistas, é o voto dos moderados, é o voto dos democratas, mas também é o voto dos humanistas, democratas cristãos, socialistas, sociais-democratas”, pediu.Seguro, cuja voz começa a dar sinais de desgaste, fez um dos discursos mais curtos neste tipo de ações e voltou a pedir para pôr "um pouco de água na fervura" com os bons resultados das sondagens."Eu sei que hoje há imensa gente que me disse que já ganhámos, vai ser Presidente, já me tratam por Presidente. Não é verdade. Quem ganha em democracia não são as sondagens, são os votos de cada portuguesa e de cada português", apontou.Voltando ao seu papel de viticultor, o candidato citou um provérbio popular que diz que "até ao lavar dos cestos é vindima"."Então vamos fazer uma boa vindima neste domingo. Quero ver de novo neste domingo a esperança a renascer em Portugal. E há uma coisa que vos digo: se me ajudarem, a cada dia dos próximos cinco anos eu trabalharei para honrar o vosso voto", prometeu.Lusa ."Qual candidato às Presidenciais 2026 é que já mereceu um artigo na imprensa internacional de referência? Até há pouco, nenhum! Ora, o britânico The Guardian decidiu publicar hoje o meu glorioso perfil!", regozija-se Manuel João Vieita numa publicação nas redes sociais.. O jornal britânico tem em destaque no seu site oficial uma reportagem intitulada "Ferraris para todos e vinho à vontade: candidato satírico agita as eleições presidenciais portuguesas" em que se explica que "entre as habituais alegações e contra-alegações, promessas e compromissos, um candidato tem oferecido aos eleitores algo um pouco mais atrativo do que os seus concorrentes"."Apropriando-se do dialecto e da estética da cultura popular portuguesa, e empregando frequentemente uma linguagem grosseira e vulgar, as publicações de Vieira – a maioria das quais se tornaram virais – servem para expor o vernáculo absurdo que tomou conta da política", lê-se no artigo.A candidatura de Vieira não deixou escapar este destaque. Num comunicado enviado às redações diz: "Num momento sem precedentes da campanha eleitoral para as eleições presidenciais portuguesas de 2026, toda a atenção mediática do dia está focada no artigo publicado hoje no The Guardian sobre Manuel João Vieira"..Jorge Pinto disse hoje concordar com a leitura do Presidente da República sobre o futuro da Europa e do mundo, e frisou que se aproximam “tempos sombrios” e que é preciso alertar para isso.“Eu acho que Marcelo Rebelo de Sousa tem razão e digo isto preocupado. Quem me dera a mim poder ter um Presidente da República demissionário que diz que o próximo vai ter o caminho facilitado porque os tempos são melhores, há menos riscos. Não há, os tempos são sombrios, é preciso dizê-lo”, sublinhou, em declarações aos jornalistas na estação de Santa Apolónia, em Lisboa.O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou hoje que quem lhe suceder terá tarefa mais difícil devido à situação da Europa e do resto do mundo, que descreveu como mais complicada e imprevisível.O candidato a Belém apoiado pelo Livre defendeu que se vivem tempos “perigosos a nível interno e a nível externo” e o chefe de Estado “vai ter nas suas mãos responsabilidades muito drásticas”.Jorge Pinto argumentou que as responsabilidades do futuro Presidente da República foram discutidas na sua campanha, uma vez que se foi além do debate da “espuma dos dias”.“O que é que o Presidente da República pode e deve fazer para dar resposta a esses desafios. E eu acho que os eleitores ouviram isso, muito sinceramente. Os eleitores são inteligentes, os eleitores percebem o que está a acontecer e estão também eles assustados”, salientou.O candidato disse ainda ver um país a “resvalar para o ódio”, lamentou os casos recentemente conhecidos de tortura à mão de forças policiais e apelou ao papel de todos para inverter o cenário.“Nós só vamos dar a volta à situação dramática que temos pela frente com todas as pessoas. Não vai ser uma pessoa sozinha, não vai ser um partido político sozinho, vamos ser todos nós, sociedade civil, organizações da sociedade civil, sindicatos, partidos políticos, vamos ter de ser todos nós a começar a dar a volta a isto”.Jorge Pinto considerou “inaceitável, vergonhoso e perigoso” os factos recentemente noticiados sobre violência policial e afirmou que “algo está profundamente errado e deve ser corrigido”.Frisando que estes acontecimentos não “representam a maioria das forças policiais”, o candidato disse que “não ficaria de bem com a sua consciência se não condenasse” estas ações.O candidato garantiu que, se fosse Presidente da República, chamaria as os representantes das forças de segurança a Belém para se explicarem sobre isto e fazerem um “retrato mais completo possível destes casos”.“A teoria da maçã podre é real, mas quando maçã após maçã começam a sair muitas maçãs podres, então se calhar é mesmo preciso limpar a taça da fruta para que isso não aconteça”, defendeu.Lusa.O ex-diretor executivo do Serviço Nacional de Saúde (SNS) Fernando Araújo apareceu hoje na campanha presidencial de António José Seguro, mas o candidato manteve que não envia recados ao Governo sobre políticas nesse ou noutros setores."Eu não dou recados nenhuns. Vão-se habituar que eu falo e isso tem de ter consequências. Chega de palavras, é preciso ações. Quando tenho de falar, eu falo diretamente. Se houver algum problema com algum setor, com algum ministro, o primeiro a saber vai ser o primeiro-ministro", disse hoje António José Seguro durante um café com Fernando Araújo, Manuel Sobrinho Simões, Álvaro Beleza e Isabel Pedroto, no Porto.Fernando Araújo tinha aparecido na campanha no Mercado do Bolhão, percorrido pela caravana de Seguro antes do café, tendo Seguro classificado o apoio do ex-diretor do SNS como "um apoio importante porque é uma referência na área da saúde e tem demonstrado como é possível organizar e fazer uma gestão diferente dos recursos públicos, e isso dá resultados".Já no café, Fernando Araújo, que foi cabeça de lista do PS nas eleições legislativas de maio de 2025, reiterou que "o principal problema das pessoas continua a ser a saúde", defendendo que "o Presidente da República pode ter um papel fundamental em trazer este tema para cima da mesa e exigir soluções".Porém, para António José Seguro, "não é uma mudança que se faça de um dia para o outro", pois as "mudanças estruturais exigem tempo, correção, ponderação"."Naturalmente fico muito feliz com a presença do Fernando Araújo aqui", manifestou Seguro, que elegeu a Saúde somo principal prioridade de um eventual mandato presidencial, sobre o médico.Em plena confusão no Mercado do Bolhão, e questionado sobre se foi um erro a saída de Fernando Araújo de diretor-executivo do SNS, Seguro respondeu imediatamente: "Na minha opinião...", interrompendo a frase.Fez uma pausa, sorriu, e completou a frase afirmando que "Fernando Araújo é muito, muito competente" e disse esperar "que ainda dê muitos contributos ao país, não contributos regionais, mas contributos nacionais".Já sobre se daria um bom ministro da Saúde, Seguro respondeu que não é candidato a primeiro-ministro, delegando essa responsabilidade em "quem forma Governos", mas salientou, sobre Fernando Araújo, "que a sua qualidade, o seu talento, as suas capacidades de trabalho e a sua ponderação fazem dele um dos portugueses que ainda vai dar muito ao país"."Nós temos muito talento no nosso país e temos resultados que decorrem da competência de muita gente. Essas pessoas têm de estar na linha da frente na resposta às questões de saúde", frisou, recordando que é um setor onde "já há muita gente que provou que se pode, com os mesmos recursos, fazer melhor".Ainda no Mercado do Bolhão, Seguro tinha recordado uma reunião com o ex-diretor da Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra, Alexandre Lourenço, "uma pessoa excecional, fez um trabalho enorme, e de um momento para o outro, porque terminou o seu mandato, foi substituído"."Quando as pessoas com talento são substituídas e essa substituição não resulta de uma avaliação dos resultados, então não se está a premiar a qualidade e a competência, e as pessoas vão fazer outras coisas", afirmou.Tal como tinha referido no Mercado do Bolhão, no café o médico e investigador Sobrinho Simões referiu que a saúde é um "exemplo típico de uma coisa que tem que ser resolvida com urgência""Esta tentativa que nós fizemos de ter as Unidades Locais de Saúde (ULS) é a única solução que nós temos em Portugal. Vamos ver se as conseguimos pôr a funcionar", defendeu o também médico.Lusa.Jorge Pinto apontou hoje Henrique Gouveia e Melo como exemplo de um dos “vários candidatos” a Belém com hipóteses de ir à segunda volta que defende a Constituição.Em declarações aos jornalistas na Estação de Santa Apolónia, em Lisboa, Jorge Pinto insistiu que percebe os eleitores que, por medo de uma segunda volta entre André Ventura e João Cotrim Figueiredo, votarão noutra candidatura que não a sua, acrescentando que “não é ninguém para julgar” os eleitores.Questionado sobre em quem devem votar esses eleitores com medo, o candidato presidencial Jorge Pinto argumentou que “depende da sondagem que acreditarem mais”, porque também isso está em jogo na decisão das pessoas, mas frisou antes que o “único apelo que faz na primeira volta” é ao voto na sua candidatura.O candidato a Belém apoiado pelo Livre pediu às pessoas que “oiçam quem quer defender a Constituição” nestas eleições e percebam como o farão, tendo apontado Henrique Gouveia e Melo como exemplo, após ser questionado sobre que nomes com hipóteses de segunda volta dão garantias de respeitar a lei fundamental.“No debate comigo, o próprio Henrique Gouveia e Melo disse que iria defender a Constituição de uma maneira até mais aguerrida do que outros candidatos disseram. Há vários candidatos, eu não me arrogo no único defensor da Constituição, mal seria e mal estaria o país”, afirmou.Esta semana, Jorge Pinto já tinha frisado que outras candidaturas, em particular a de António José Seguro, estava a “ficar desperta” do risco de revisão constitucional, afirmando que essa posição “já mostra bem a validade” da candidatura a Belém.Jorge Pinto fez também um balanço da sua campanha, dizendo-se feliz com um sentimento de “missão cumprida e de consciência tranquila” por ter “conseguido cumprir o que disse no primeiro dia” em que anunciou a candidatura.O candidato sublinhou que o próximo chefe de Estado enfrentará muitas dificuldades e disse que “não desiste do país, nem tem medo de falar de amor, de empatia, de entreajuda”.“Dizer que este Portugal do ódio que nos querem aí vender não é o Portugal ao qual nós estamos condenados. E assim sendo, esta candidatura valeu muito a pena e é apenas o início. Porque dia 19, cá continuaremos para fazer esta política otimista, mas também para fazer barreira e lutar em defesa do nosso país, desde logo, como tenho dito imensas vezes, para defender a nossa Constituição e a nossa República”, resumiu.Lusa.Gouveia e Melo comoveu-se, hoje, em campanha no Mercado de Benfica, em Lisboa, após uma senhora iraniana ter chorado convulsivamente nos seus braços, temendo estarem a acontecer assassinatos no seu país. O candidato presidencial precisou mesmo de afastar-se para um canto do mercado, onde ficou zoinho durante alguns minutos.Segundo relata a Lusa, a senhora aproximou-se do ex-chefe do Estado-Maior da Armada e disse-lhe em inglês que é iraniana e que a sua filha é portuguesa, “de um país que sabe o que é a liberdade”.“O Irão está em risco com um regime terrorista. Há mortes todos os dias. Há cinco mil iranianos em Portugal. Temos pelo menos 60 mil pessoas em risco e não conseguimos fazer nada, nem saber nada”, afirmou.Já a chorar, com a cabeça nos braços do almirante, manifestou-se apreensiva por o regime de Teerão ter fechado as comunicações com o exterior.“Fecharam a internet, fecharam os telefones e todas as comunicações. Não temos notícias do Irão”, declarou, antes de deixar um pedido (no mínimo difícil) ao candidato presidencial.“Por favor, deporte este embaixador iraniano [em Portugal] que representa um regime terrorista. Sei que o senhor não é político, sei que o senhor ajuda as pessoas. Por favor, ajude-nos”, implorou.Foi depois deste apelo que Gouveia e Melo, com lágrimas no rosto, se refugiou num canto do mercado e, segundo a Lusa, quando regressou estava sem grande vontade de conversar com clientes ou vendedores do mercado.“Estamos num mundo muito conturbado. Está por dias uma ação no Irão. Aquela senhora deixou-me emocionado. Diz que não consegue sequer saber o que se passa no Irão, porque cortaram a internet. Há suspeitas de execuções em massa e prisões em massa”, disse mais tarde, já no fim da ação de campanha e já reestabelecido.“O mundo está mesmo muito confuso e precisamos de alguém com capacidade de decisão, alguém com capacidade para acrescentar valor ao Estado Português, valor nas cadeias de decisão. Face à minha experiência anterior, posso constituir esse elemento”, acrescentou.Lusa.José Manuel Pureza, coordenador do Bloco de Esquerda, admitiu hoje que o resultado de Catarina Martins será importante para medir o futuro do partido, justificando que a campanha da candidata reflete também o projeto político do BE.Durante uma visita ao Mercado Municipal de Guimarães, em que acompanhou a candidata às eleições presidenciais de domingo, o líder do BE foi questionado se o resultado de Catarina Martins no domingo será importante para medir o futuro do partido.“Sempre disse que sim, que o resultado desta candidatura é importante, porque dará força àquilo que é a nossa luta por um país mais justo”, respondeu.Segundo José Manuel Pureza, a candidatura de Catarina Martins, bem como a campanha que tem desenvolvido ao longo das últimas semanas, reflete o projeto político do BE e dá-lhe força.“Por isso, é muito importante que esta candidatura tenha força e que essa força seja depois respeitada e assumida por quem quer que seja. O BE seguramente o fará”, acrescentou.Lusa.Cotrim Figueiredo voltou a abordar hoje, em Guimarães, o apelo ao presidente do PSD, Luís Montenegro, para que recomendasse o voto na sua candidatura, ao qual não obteve resposta.“Eu fiz um apelo ao senhor primeiro-ministro para que recomendasse o voto ao eleitorado do PSD e, na verdade, estava implícito também à globalidade da AD, portanto o CDS-PP incluído, porque não há outro candidato no centro-direita que possa chegar à segunda volta”, apontou.E, dos outros candidatos que podem chegar à segunda volta, um deles perde “sempre, sempre, sempre”, repetiu, aludindo a André Ventura.Dirigindo-se diretamente aos eleitores, Cotrim Figueiredo explicou que quem quer um Portugal “mais moderno” tem de começar a renovar o sistema político, que não é só uma questão de renovar partidos ou de renovar ideias, é também de renovar pessoas.Cotrim Figueiredo disse que quando “se fizer a história” do que foram as eleições presidenciais se vai falar numa nova forma de fazer política e de fazer campanha, referindo-se à sua própria.“Uma campanha que não dependeu de grandes orçamentos, não dependeu de máquinas partidárias, não dependeu de uma base partidária forte, não dependeu de nada que não fosse ideias claras, otimismo, confiança nas pessoas, vontade de fazer com decência e com exigência aquilo que é preciso fazer em Portugal”, especificou.Lusa.Luís Marques Mendes considerou hoje que António José Seguro é “um pouco passivo” e defendeu que o próximo Presidente da República deve ser “mais ativo e interventivo”, características que acredita ter.Falando numa pastelaria em Sintra, no arranque do último dia de campanha para as eleições presidenciais de domingo, o candidato mostrou-se convicto de que representa “a única candidatura que, de uma forma clara, pode vencer ao populismo, pode vencer ao experimentalismo e pode vencer a uma candidatura de centro-esquerda que é muito simpática, mas que é um pouco passiva”.O candidato apoiado por PSD e CDS-PP disse existir “uma diferença essencial” entre si e o candidato apoiado pelo PS: “Ele é mais passivo, eu sou mais ativo”. “O Presidente da República tem que ser mais ativo, mais interventivo”, defendeu.“Eu gosto da iniciativa, eu gosto de decidir. O Presidente da República tem de ser mais ativo dentro dos poderes presidenciais. Não deve criar crise, mas perante os problemas não pode ser passivo, não pode hesitar. Eu represento um pouco, pela minha maneira de ser, desde o início, um Presidente mais ativo”, salientou.Luís Marques Mendes manifestou uma “confiança inabalável” de que passará a uma eventual segunda volta das presidenciais, uma vez que “ninguém vai ganhar à primeira, isso parece mais ou menos óbvio", e disse ter marcado presença em Sintra para buscar “inspiração para a vitória no domingo”, nomeadamente no resultado do presidente da Câmara, Marco Almeida (PSD), nas autárquicas.Lusa.Catarina Martins disse hoje ver os outros candidatos presidenciais a fazer contas, sem que da soma entre eles resulte qualquer ideia, e defendeu que quem não tem um projeto para o país nem devia ter-se candidatado.“Há tantos candidatos a fazer contas, mas todos somados não têm uma ideia para o país”, repetiu a candidata apoiada pelo BE.No último dia da campanha para as eleições presidenciais de 18 de janeiro, Catarina Martins visitou o Mercado Municipal de Guimarães, onde fez um balanço das últimas duas semanas, comparando a sua campanha à dos adversários.“Não há dia nenhum em que eu não tenha conjugado o contacto com a população para ouvir o que as pessoas dizem, com um projeto para o país, com mostrar o que eu acho que pode ser uma Presidente da República que responda às pessoas”, recordou a candidata.Entre as idas a feiras e mercados e os debates temáticos ou visitas a projetos sociais que considera serem bons exemplos, Catarina Martins quis levar para a campanha temas que diz serem estruturantes e que devem ser prioridade do próximo Presidente da República, como a saúde, habitação, ambiente ou a revolução tecnológica.Olhando para a campanha dos restantes candidatos, diz não ter visto o mesmo compromisso, mas antes um jogo de estratégia político e apelos ao voto útil.“Quando me candidatei não me candidatei a fazer as contas aos outros ou com taticismo. Candidatei-me porque eu gosto mesmo muito de Portugal”, afirmou a candidata, numa resposta ao facto de o candidato Jorge Pinto ter admitido compreender aqueles que votem em Seguro. A antiga líder do BE acrescentou que “quem não tem um projeto para o país nem sequer se devia ter candidatado”.“Eu sei de que lado estou. Os grandes interesses económicos têm muita gente para os defender, mas quem vocês aqui veem, que depende do seu salário e conta os tostões para chegar ao fim do mês, quem tem uma pensão baixa depois de uma vida de trabalho, os jovens que desesperam porque não encontram uma casa… Esses sabem que é comigo que contam”, sublinhou.Por isso, Catarina Martins repetiu o apelo ao voto com convicção, um voto que – defendeu a candidata – representa a crença numa “democracia de iguais” e de que o chefe de Estado “pode ser a voz fundamental” na defesa dos salários, pensões, acesso à saúde, à educação e à habitação.“Tem sido extraordinário a quantidade de pessoas que vêm falar comigo e que sabem que eu represento essa força de um país que quer viver melhor, em que as pessoas se ajudam, são solidárias, e em que quem trabalha pede que a política responda às suas necessidades”, afirmou.Num mercado em que recebeu o apoio de várias mulheres, que defenderam que é hora de ter uma mulher na Presidência da República, a única candidata apelou também ao voto dos homens que querem quebrar o ‘tabu’ de que o chefe de Estado deve ser um homem.“Eu quero um país de homens e mulheres que lutam pela igualdade e sei que há muitos homens neste país que sabem que está na altura de quebrar um tabu de que uma mulher não pode chegar à Presidência da República, porque eu sei que há muitos homens que também sabem que uma democracia em que as mulheres têm voz é uma democracia mais forte”, justificou.Lusa.Gouveia e Melo afirmou hoje que a democracia estará em risco se André Ventura, numa segunda volta contra António José Seguro, tiver o apoio da IL e beneficiar da liberdade de voto no PSD.Esta posição foi transmitida pelo ex-chefe do Estado-Maior da Armada em declarações após uma ação de campanha no Mercado de Benfica, em Lisboa.Tal com fez na véspera, durante um comício da sua candidatura no Porto, Gouveia e Melo voltou a deixar avisos aos cidadãos de esquerda sobre uma possível vitória do líder do Chega numa segunda volta das eleições presidenciais, se tiver como adversário o antigo secretário-geral do PS.“Se eu passar à segunda volta, nenhum partido de esquerda ou de direita perde”, sustentou, procurando assim colocar-se como o melhor candidato para captar votos, quer na direita democrática, quer na esquerda.Mas, na sua perspetiva, se Seguro disputar a segunda volta com André Ventura, isso já não acontecerá.“A esquerda é minoritária neste momento. Se o PSD dá liberdade de voto e com a Iniciativa Liberal (IL) a dizer que apoia o candidato do Chega [numa segunda volta], estamos numa situação verdadeiramente perigosa para o sistema democrático”.Por isso, para o almirante, nesta primeira volta, “quem vota à esquerda precisa de ter cuidado”. “Tem de pensar nisto porque a eleição presidencial tem duas voltas. Não basta um candidato passar à primeira volta”, argumentou.Lusa.Marcelo Rebelo de Sousa avisou hoje que o seu sucessor como Presidente da República vai ter "uma tarefa mais difícil" porque "o mundo e, em particular, a Europa, estarem mais imprevisíveis". "É difícil a tarefa que ele terá em comparação com a minha, sublinhou. O Chefe de Estado descreveu a situação global como "de imprevisibilidade enorme, que não havia há 10 anos ou não havia há 15 anos"."O mundo está mais imprevisível, a Europa está mais imprevisível. Isso torna a política mais difícil, torna as decisões económicas e sociais mais difíceis. Obriga as pessoas, elas próprias, ao pensar na sua vida, a terem preocupações maiores do que tinham antigamente", prosseguiu.Por isso, na sua opinião, "olhando para o Presidente que vai ser eleito este fim de semana, ou que, pelo menos, a primeira votação será neste fim de semana, é mais difícil a tarefa que ele tem" do que a sua.Quanto a Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa considerou que o país não está pior, economicamente, referindo que quando iniciou funções, em 2016, se estava "a sair ainda do processo de défice excessivo e a banca estava muito mal, no sentido de que estava com sinais de necessidade de capitalização e de reformulação"."Mas o mundo e a Europa estão mais complicados. E, portanto, para Portugal, apesar da situação existente agora e dos fundos europeus, do PRR, que dá uma ajuda nos próximos anos, e do Portugal 2030, apesar dessa situação económica, é evidente que o Presidente vai ter uma situação mais complicada que vem do mundo e da Europa", reforçou.Marcelo Rebelo de Sousa manifestou-se a favor de se manter um dia de reflexão, no sábado, "um compasso de espera de 24 horas", em vez de se "avançar imediatamente para o voto".O Presidente da República argumentou que "as campanhas estão a ser e vão ser cada vez mais intensas" e que, também devido à conjuntura externa, "naturalmente há uma controvérsia e um debate muito mais aceso" e chega-se ao fim das campanhas "de uma forma muito emocional" e "muito confrontacional"."A vantagem do dia da de reflexão é as pessoas, que estão na ponta final, viveram intensamente, minuto a minuto, segundo a segundo, hora a hora, a campanha, poderem respirar, poderem pensar noutras coisas das suas vidas, e haver uma distensão", defendeu.DN/Lusa.João Cotrim de Figueiredo disse ainda em Guimarães que já foi apresentada a prometida queixa na justiça contra a ex-assessora da Iniciativa Liberal, sobre a acusação de um alegado caso de assédio sexual.O candidato disse ainda que, se for eleito, não irá sentir a pressão de um cargo tão exigente como o de Presidente da República."Eu lidei com pressões bastante maiores na minha vida, obtendo resultados. Fi-lo, em cada momento, da forma que me pareceu mais adequada”, sublinhou..No início do último dia de campanha, João Cotrim de Figueiredo lançou um apelo ao voto lembrando que “só há três candidatos com hipóteses de ir à segunda volta” e, nesse sentido, definiu o voto na sua candidatura como útil: "Quem não quiser eleger António José Seguro, vote em mim.”A ideia de Cotrim passa pela elevada taxa de rejeição dos eleitores em André Ventura numa segunda volta das Presidenciais, pelo que considera que só ele terá capacidade de vencer António José Seguro.Em visita ao mercado de Guimarães, Cotrim de Figueiredo explicou ainda por que razão disse ontem que Seguro dá sono e Ventura é um pesadelo: “O sono é algo que nos adormece e que não nos dá particular energia nem movimento. E um pesadelo é aquilo que nos inquieta e que nos preocupa e que nos deixa ansiosos.”Cotrim enalteceu, tendo por base as sondagens, que o crescimento da sua candidatura - com um sentido de voto na ordem dos 20% - "é raro na política portuguesa e merecerá ser inspiração para outras batalhas políticas do futuro”..A impossibilidade de votar por correspondência e a escassez de urnas de voto presenciais vão impedir muitos emigrantes portugueses de votarem nos Estados Unidos, à semelhança do que aconteceu em eleições presidenciais anteriores. Na Costa Oeste, os emigrantes recenseados terão de se deslocar ao Consulado-Geral de Portugal em São Francisco, na Califórnia, para poder exercer o direito de voto presencial, tendo de percorrer em muitos casos cerca de 600 quilómetros. A sua jurisdição abrange 13 estados: Califórnia, Alasca, Arizona, Montana, Idaho, Wyoming, Colorado, Havai, Utah, Nevada, Washington, Oregon e Novo México, além de territórios do Guam, Samoa Americana e Ilhas da Micronésia.Mas é na Califórnia que reside o maior número de portugueses e luso-americanos e, tendo em conta a dimensão do estado, a situação está a deixar muitos emigrantes frustrados, segundo relataram à Lusa. “Para mim falar de eleições é falar de direito ao voto, mas quando o voto presencial é um requisito das eleições presidenciais eu sinto que esse direito é quase impossível de exercer”, disse à Lusa Nuno Duarte Silva, emigrado desde 2012 em Santa Mónica. “Para um português que viva na área metropolitana de Los Angeles, significa uma viagem de carro de sete horas e meia até ao consulado em São Francisco. Ou então ir de avião”, indicou. “As duas opções são dispendiosas e não estão ao alcance de qualquer um”. O português referiu que a distância é de cerca de 600 quilómetros e seria o equivalente a obrigar lisboetas a votar em Madrid ou algarvios a ir a uma urna de voto no Porto. “Idealmente deveria haver a opção do voto por correio tal como existe nas eleições parlamentares”, sugeriu Nuno Duarte Silva. “Honestamente, não percebo porque essa opção não é possível para estas eleições”.Anita Rocha, que se mudou para o sul da Califórnia há 10 anos, nunca foi votar presencialmente a São Francisco. “É uma viagem longa de carro e dispendiosa se for de avião”, disse, apontando que isso implica marcar estadia num hotel. “Não consigo entender porque não poderia ser possível votar por correio como fizemos nas legislativas”, questionou. O engenheiro eletrotécnico Nelson Abreu poderá fazer a viagem para votar, mas apenas na segunda volta e aproveitando a deslocação para uma mini fuga de fim-de-semana com a mulher. O português chegou mesmo a pedir um orçamento para um autocarro que pudesse levar vários cidadãos ao consulado e facilitar o voto, mas o custo revelou-se demasiado elevado: cerca de 2.000 euros. Para Sara Ortins, que tem uma criança pequena, deslocar-se ao consulado-geral é difícil devido à distância e ao custo e a portuguesa não conta votar nesta eleição. “Se houver no futuro voto eletrónico, será o melhor para nós e uma opção mais plausível”, indicou. “Não havendo, não sei se vamos conseguir votar tão cedo numas presidenciais”.Lusa.António José Seguro alertou esta sexta-feira, 16 de janeiro, que "não basta ter o voto no coração e na cabeça", mas é necessário as pessoas irem votar em si no domingo, alertando que nada está ganho."Não basta terem o voto no coração e na cabeça. É necessário irem pôr a cruzinha no quadrado à frente da fotografia do Seguro. Dêem-me uma oportunidade para mostrar o que valho", disse hoje à chegada do mercado e feira de Vila do Conde, no distrito do Porto.Afirmando que as pessoas já lhe fazem sugestões para a Presidência da República, Seguro vincou que é necessário que a "simpatia" e "esperança" seja "concretizada e que cada portuguesa e cada português vá votar no próximo domingo"."Só serei presidente se a maioria dos portugueses votarem em mim. Tenho essa confiança, muita confiança", afirmou.Questionado sobre se espera declarações dos candidatos à esquerda semelhantes às de Jorge Pinto ou se esperava algum "telefonema ou surpresa" hoje, negou, garantindo ser igual a si próprio."Cada candidato faz o que entende. Da minha parte, eu faço aquilo que devo, que é falar com os portugueses", dizendo depois que avançou com a sua candidatura em 15 de junho por sentir convicção e que podia servir o país como Presidente da República."Tenho um perfil de diálogo, sou firme nos meus valores e nos meus princípios, sou leal à Constituição da República Portuguesa, não gosto de muitas coisas que vejo, em particular na saúde, onde há gente a sofrer sem necessidade, e venho com muita convicção e muita firmeza para melhorar o que está bem e mudar muito o que está mal", assinalou.Lusa.Os votos dos emigrantes, que tradicionalmente têm pouca expressão, poderão ter um peso maior na eleição do próximo Presidente da República português do que em outros sufrágios, de acordo com especialistas nesta área contactados pela Lusa.“O voto da emigração poderá não fazer a diferença, mas poderá ser importante, porque quanto menor é a diferença nas intenções de voto dos candidatos, maior evidentemente é a possibilidade de um reduzido número de votos fazer a diferença”, disse à Lusa o politólogo António Costa Pinto.Nas últimas presidenciais (2021), votaram apenas 29.153 (1,88%) dos 1.549.380 emigrantes inscritos para este escrutínio, que reelegeu Marcelo Rebelo de Sousa.Os portugueses que residem no estrangeiro apenas podem votar presencialmente nas eleições presidenciais, o que representa dificuldades acrescidas, dadas as grandes distâncias que em alguns casos têm de percorrer.O historiador e investigador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) ressalva as diferenças entre as eleições legislativas e as eleições presidenciais, no que diz respeito à participação dos emigrantes.“Os emigrantes estão representados na Assembleia da República e, portanto, os partidos têm uma capacidade de mobilização maior junto da comunidade emigrada, enquanto as eleições presidenciais são unipessoais e não têm constituição da emigração.E prosseguiu: “Uma parte dos candidatos nem sequer faz campanha eleitoral na emigração, enquanto nas legislativas isso é sempre feito”.Para António Costa Pinto, as eleições que se disputam no domingo são “relativamente excecionais”, dado contarem com um número de candidatos muito elevado, um número de candidatos de partido muito elevado e, eventualmente, duas voltas.Nestas circunstâncias, referiu, existe uma maior possibilidade de “um reduzido número de votos fazer a diferença”.Jorge Malheiros, geógrafo e especialista na área da emigração, ressalva um aspeto interessante nestas presidenciais, cuja primeira volta se realiza no domingo: “Cinco candidatos aparecem separados por valores relativamente reduzidos nas sondagens. Pode acontecer que o voto da emigração seja mais determinante do que noutros casos”.E explica que isso se deve ao facto de, “como as diferenças são pequenas, pode acontecer que sejam os votos dos emigrantes aqueles que vão contribuir para que um candidato que, por exemplo, tenha menos votos no território nacional, possa, com os votos da emigração, passar para uma posição que lhe permita chegar à segunda volta”.“Ao contrário de outras eleições, nestas presidenciais os votos dos emigrantes podem ter um peso maior no processo de decisão”, acrescentou.Lusa.Sondagem DN/Aximage: Seguro com 20 pontos de vantagem em relação a Ventura na segunda volta.O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para domingo, dia de eleições presidenciais, temperaturas muito baixas, mas sol na generalidade do território.De acordo com Paula Leitão, meteorologista do IPMA, para domingo estão previstas temperaturas muito baixas, aguaceiros fracos, mas apenas no interior e durante a madrugada, alguma nebulosidade, mas tempo seco na maior parte do território.“Hoje e amanhã [sábado] continuamos com aguaceiros. Hoje ainda pode haver trovoadas e granizo, principalmente nas regiões do litoral durante a manhã. Amanhã [sábado] também há condições para ocorrer granizo”, referiu.Segundo a meteorologista, está também previsto para hoje e sábado, queda de neve nos 1.200 metros de altitude, tendo sido emitido aviso amarelo.“No domingo, vamos ter um dia com menos nebulosidade, no entanto haverá alguma nebulosidade na região do interior sul durante a madruga e pode haver alguma neve na Serra de São Mamede e em alguns pontos mais altos, e aguaceiros menos frequentes, mas a maior parte do território terá céu pouco nublado ou mesmo limpo”, disse.Também no domingo, o vento vai soprar do quadrante norte, sendo mais intenso na faixa costeira, acentuando a sensação de frio.Quanto às temperaturas, a meteorologista adiantou que vão estar bastante baixas com previsão de uma mínima de -3 e uma máxima de 09 para Bragança, Porto entre 03 e 12 de máxima, Lisboa entre 05 e 12, no Alentejo entre 03 e 12 e Faro uma máxima de 14 graus.“Assim, vamos ter uma madrugada de domingo fria em alguns locais com nevoeiros e com possibilidade formação de gelo ou geada, um dia de sol com vento a soprar de norte sendo mais intenso na faixa costeira”, disse.Lusa .Bom dia,Siga aqui as últimas horas da campanha eleitoral, com os candidatos a tentarem convencer o eleitorado a votar nas suas candidaturas no próximo domingo, 18 de janeiro. André Ventura irá fazer a descida do Chiado, em Lisboa, António José Seguro procura cativar os portugueses a norte do país, com deslocações a Vila do Conde e Gaia. Henrique Gouveia e Melo irá terminar a campanha em Lisboa com um comício no Pátio da Galé e Marques Mendes finaliza o dia num contacto com população em Algés.Cotrim de Figueiredo encerra a campanha com um comício em Braga e António Filipe tem, pelas 17h45, um desfile com início no Largo do Chiado. Já Catarina Martins irá terminar o dia com um jantar na Associação de Moradores da Bouça, no Porto. Veja aqui como vai ser o último dia da campanha eleitoral:.A sexta-feira dos candidatos: Ventura faz descida do Chiado, Seguro procura cativar portuenses