Na sexta-feira, a abstenção do Chega e do PS, os dois maiores partidos da oposição, garantiu que o voto contra do PSD e CDS-PP impedisse que as propostas apresentadas no Parlamento tivessem aprovação. O PCP avançou com o agendamento, com um projeto de lei para a criação de uma rede pública de creches e outro pelo alargamento da rede pública de educação pré-escolar. Os comunistas defendiam a criação de uma rede pública universal, propondo 100 mil novas vagas até 2029 e mais 148 mil até 2033, justificando, no texto introdutório, que pelo menos 92 mil crianças ficaram sem vaga. PCP, Livre, Bloco de Esquerda, JPP e PAN votaram favoravelmente, IL, Chega e PS abstiveram-se, PSD e CDS-PP votaram contra. Nas propostas de integração da primeira infância no sistema educativo, do Livre e do Bloco de Esquerda, semelhante votação, exceto o Chega que mudou de abstenção para o voto contra. A abstenção do Chega na proposta do PAN sobre a gratuitidade dos mecanismos de acompanhamento nas creches invalidou o voto favorável dos partidos de esquerda e do PS, neste caso.O voto favorável do Chega e do PSD permitiu que avançasse a proposta do CDS-PP de dotar as empresas que criem creches para os trabalhadores de benefícios fiscais. JPP, PAN, BE, PCP e Livre votaram a favor a proposta do PS de reforçar aposta nas creches com o lançamento de novas vagas de equipamentos do programa PARES e essa foi a segunda proposta aprovada do dia, sem qualquer voto contra. Chega, PSD, CDS e IL abstiveram-se.O PSD destacou o programa e reforço do “Creche Feliz”, falando no relevo de parcerias sociais com setores privados. O Chega defendeu a liberdade de escolha, recusando a ideia de estar a dar a mão ao Governo, atacando, porém, o desequilíbrio financeiro que a medida comunista pudesse ditar.Raimundo vê Seguro com capacidade para "expor contradições"Este domingo, depois de visitar uma associação de reformados em Alcácer do Sal, o secretário-geral do PCP retomou a ideia de que o Governo insiste em fazer “propaganda” e disse que “as ajudas prometidas não chegam às populações”. Nesse âmbito, elogiou António José Seguro, pelas Presidências abertas”, que, de acordo com Raimundo, “acabam por expor publicamente as contradições” e porque servem para “pressionar para que os anúncios se tornem realidade.” .PCP quer “choque salarial” com aumento geral de 15% e 1% do PIB para habitação.Revista de Imprensa. Governo deixa de fora do PRR milhares de vagas em lares, creches e no SNS