O Livre oficializou nesta quinta-feira, 22 de janeiro, que apoiará formalmente António José Seguro na segunda volta das eleições presidenciais, confirmando as indicações deixadas na noite eleitoral pelo candidato Jorge Pinto e pelos co-porta-vozes Isabel Mendes Lopes e Rui Tavares. Apesar das diferenças políticas em relação ao antigo secretário-geral do PS, em causa está o "risco sério para o Estado de Direito democrático" que o partido diz existir caso André Ventura venha a ser o próximo Presidente da República.A Assembleia do Livre decidiu por unanimidade que o partido apoiará Seguro "de forma clara, preservando a sua autonomia política e a afirmação dos seus valores fundamentais". Isto depois de o Grupo de Contacto ter sido igualmente unânime na recomendação desse posicionamento na segunda volta, tendo sido promovido um processo de auscultação, com a participação de mais de 1800 membros e apoiantes, dos quais 1799 aprovaram o apoio ao vencedor da primeira volta, contra apenas 18 votos contrários. "António José Seguro, apesar das diferenças políticas existentes face ao Livre, apresenta um percurso de respeito pela Constituição da República Portuguesa, pelas instituições democráticas e pelo pluralismo político", lê-se num comunicado emitido pelo Livre na manhã desta quinta-feira.Em sentido inverso, o partido defende que a candidatura de André Ventura "representa um risco sério para o Estado de Direito democrático, pela normalização de discursos de exclusão, pela descredibilização das instituições e pela incompatibilidade com princípios fundamentais da Constituição da República Portuguesa e dos direitos humanos".Na primeira volta, o candidato apoiado pelo Livre, que foi o deputado Jorge Pinto, obteve apenas 38.536 votos (0,68%), ficando atrás da bloquista Catarina Martins, do comunista António Filipe e do músico e artista plástico Manuel João Vieira, que prometia vinho nas canalizações. Mas, nas legislativas de 2025 o Livre destacou-se entre a hecatombe eleitoral da esquerda, com 257.273 votos (4,07%), tornando-se o quinto maior grupo parlamentar, com seis deputados, mais dois dos que tinha na anterior legislatura..Presidenciais: CDS decide não apoiar nenhum candidato na segunda volta.Debate quinzenal. Montenegro não dá apoio a ninguém e só PS evitou perguntar-lhe o porquê.Presidenciais. Livre, Bloco e PCP juntos não passam dos 5%, mas vincam importância na definição da agenda