Da parte do Governo português, Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, das tutelas que mais coabita com o Presidente da República, felicitou Seguro pela “claríssima vitória.” Mencionou “um compromisso de toda a vida com a diáspora, o europeísmo, o atlantismo e a lusofonia”, uma mensagem que tem interpretação política, já que Seguro se tem manifestado sempre favorável à “autonomia estratégica europeia”, mas nunca referindo o atlantismo, que Gouveia e Melo, por exemplo, repetia em discursos, assumindo-se como o maior defensor da NATO. “Os valores da paz, a Carta da ONU e o multilateralismo são a garantia da afirmação de Portugal no mundo”, destacou Rangel. Veremos se a afirmação tem consequência, porque poderá ter papel de suplantar a própria ação do Presidente da República, quando o tradicional é que seja, exatamente, o inverso.Ao final da noite de domingo, já depois da hora de fecho da edição, a assessoria de imprensa de Seguro divulgou que Rangel tinha contactado o eleito, Nuno Melo, líder do CDS-PP e ministro da Defesa, fizera o mesmo, destacando ainda os líderes políticos Mariana Leitão, da IL, e Rui Tavares, do Livre. José Manuel Pureza, do Bloco de Esquerda, já se tinha pronunciado, festejando a “derrota da extrema-direita.”Na segunda-feira, Pedro Pimpão, eleito presidente da Associação Nacional de Municípios, disse ter “total disponibilidade para colaborar” e desejou que Seguro exerça “um mandato pelo desenvolvimento equilibrado, pela coesão social e territorial, pela democracia, no pleno respeito da Constituição da República.” Sem que o tema regionalização esteja na agenda, o reforço de verbas para as comunidades locais é desejo e isso também entra no percurso de Seguro.Como outros Chefes de Estado reagiram à vitóriaAntónio José Seguro teve felicitações vindas de vários líderes políticos internacionais. O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, expressou a confiança em que “os laços entre Ucrânia e Portugal se fortaleçam ainda mais”, valorizando que “Portugal apoia a Ucrânia e o povo ucraniano na luta contra a agressão russa”. Recorde-se que Seguro marcou a Defesa como tema primordial, colocando-o em debate no primeiro Conselho de Estado.João Lourenço, presidente angolano, exaltou a “aposta segura” dos portugueses e na página de Facebook da Presidência destacou uma vitória com “resultados bastante expressivos” e uma aposta na “continuidade de políticas que garantem a estabilidade na relação de Portugal com o mundo”. O presidente tinha sido criticado por André Ventura. O líder do Chega lamentou a pose de subserviência de Marcelo Rebelo de Sousa frente ao homólogo em visitas de Estado.Também na lusofonia, o presidente moçambicano, Daniel Chapo, saudou a eleição de António José Seguro e revelou estar “convicto” de que “as tradicionais e excelentes relações alicerçadas em fatores históricos e culturais continuarão a ser aprofundadas e elevadas a novos patamares, em prol do contínuo bem-estar.” José Hamos-Horta, presidente de Timor-Leste, também parabenizou o socialista. O país disponibilizou ajuda para Portugal recuperar das depressões climatéricas.De Espanha foi o chefe de governo e líder do Partido Socialista Espanhol, Pedro Sánchez, a felicitar Seguro via rede social X. “A social-democracia avança com a tua vitória. Trabalharemos juntos por um futuro melhor para os cidadãos portugueses e espanhóis", escreveu.A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa, parabenizaram Seguro ainda no domingo. .António Costa felicita Seguro e deseja-lhe "os maiores sucessos".Quem são os conselheiros de Seguro: Saúde e diplomacia em destaque.Uma noite tão emotiva como rápida acabou com "20 anos de porrada"