Secretário-geral do PS, José Luís Carneiro
Secretário-geral do PS, José Luís CarneiroFERNANDO VELUDO/LUSA

Operação Imergente. José Luís Carneiro admite que caso prejudica imagem do PS

Segundo o secretário-geral do PS, o seu assessor Duarte Moral, está suspenso.
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O secretário-geral do Partido Socialista admitiu este sábado, 30 de maio, que o caso judicial que envolve o seu próprio assessor, fragiliza o partido.

“Naturalmente que estas notícias, estas informações prejudicam a imagem do partido”, disse aos jornalistas em Resende, no âmbito de uma visita ao Festival da Cereja, quando questionado acerca da Operação Imergente. “É por isso que temos de ter consciência de que quem representa o partido socialista, quem é militante, quem é dirigente tem especiais responsabilidades éticas”, acrescentou remetendo para propostas que a sua moção apresentou recentemente no congresso do partido.

Segundo José Luís Carneiro, Duarte Moral, o seu assessor, foi suspenso. “A medida determinada pela juiza, pela informaão que recebemos, é de que o suspendeu de funções. Portanto, essa questão está resolvida”, afirmou, realçando que o partido irá “avançar com um conjunto de medidas”, que levou ao congresso, “que têm a ver com a criação de um código de ética e uma comissão que terá a responsabilidade de aplicar esse código de ética a todos os que têm funções de responsabilidadde no PS e aqueles que são eleitos em nome do PS”.

Carneiro explicou que as propostas apresentadas em congresso implicam uma revisão estatutária “para que a transparência, a cultura de prestação de contas e a assunção de responsabilidades seja assumida por todos”.

“Estamos na vida pública, temos de ter atitudes e comportamentos transparentes e temos de ser os primeiros aliados da legalidade e temos de estar junto das autoridades para que se apurem todas as responsabilidades e factos”, disse José Luís Carneiro. “Neste caso, poderá mesmo haver lugar a termos de avaliar se foi posto em causa o interesse do próprio Partido Socialista enquanto instituição nacional”, acrescentou.

O secretario-geral do PS afirmou que o partido irá continuar a aguardar que a investigação tenham o seu desenvolvimento. “Nós colaboraremos com as autoridades judiciárias para que todas as responsabilidades sejam apuradas”, reafirmou.

A operação “Imergente”, desencadeada na quinta-feira, 28 de maio, pela Polícia Judiciária, investiga suspeitas de prevaricação e participação económica em negócio relacionadas com adjudicações de contratos por câmaras municipais e juntas de freguesia. Foram realizadas buscas em várias juntas de freguesia socialistas, entre elas a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, em Lisboa, assim como na sede do partido, no Largo do Rato. Segundo informações da PJ, foram realizadas quatro detenções fora de flagrante delito, uma detenção em flagrante por posse ilegal de arma e constituídos 37 arguidos.

Um dos detidos foi Duarte Moral, antigo assessor do ex-primeiro-ministro António Costa, que trabalha atualmente com José Luís Carneiro na comunicação do líder socialista.

Os cinco detidos foram libertados na sexta-feira, 29 de maio, ficando sujeitos a várias medidas de coação, além do Termo de Identidade e Residência. Ficaram proibidos de contactar com os demais arguidos, assim como com os titulares de cargo político e funcionários de quaisquer órgãos das autarquias alegadamente envolvidas, e proibidos de frequentar as instalações de quaisquer órgãos dessas autarquias.

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