António Leitão Amaro, ministro da Presidência
António Leitão Amaro, ministro da PresidênciaFoto: Gerardo Santos

Menos imigrantes brasileiros em Portugal. Leitão Amaro fala em "estabilização" e regras "mais exigentes"

"Toda a imigração brasileira teve períodos de subida, períodos de estabilização e períodos de ligeira descida ou mesmo descida em função do fluxo económico", considerou o ministro da Presidência.
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O ministro da Presidência enumerou esta quinta-feira, 4 de junho, vários fatores que têm contribuído para a redução de imigrantes brasileiros em Portugal, entre os quais uma "estabilização" dos fluxos e regras "mais exigentes". António Leitão Amaro afirmou que "as portas não estão escancaradas e também não estão todas fechadas".

Segundo o consulado do Brasil em Lisboa, há um aumento do número de brasileiros que procuram ajuda para regressar ao Brasil, havendo vários casos de imigrantes que querem voltar ao seu país ou emigrar para outros países europeus, explica a Lusa. Entre as razões apontadas estão a estabilização da economia brasileira, os baixos salários e o custo de vida em Portugal, além do aumento do sentimento anti-imigrantes na opinião pública.

O ministro da Presidência, citado pela agência de notícias, aponta, no entanto, outras causas. Leitão Amaro realça "sobretudo uma situação de estabilização" dos números, o "grande objetivo das políticas migratórias" aprovadas desde 2024, através do "apertar de regras e mais segurança", mas "sem fechar a porta".

Os fluxos entre os dois países e as dinâmicas económicas no Brasil também são apontados pelo governante.

"Toda a imigração brasileira teve períodos de subida, períodos de estabilização e períodos de ligeira descida ou mesmo descida em função do fluxo económico", assinalou.

O ministro da Presidência adianta que o Brasil é um "país economicamente superior a vários outros países, comparando, por exemplo, com países africanos da Ásia e mesmo com as condições de vida de vários países latino-americanos". Assim sendo, quando, no Brasil, a "economia acelera um pouco, os incentivos ao regresso também aumentam", disse o ministro, segundo a agência de notícias.

Também "se sabe que as regras em Portugal se tornaram mais exigentes. As portas não estão escancaradas e também não estão todas fechadas, mas é mais exigente o processo", reconhece Leitão Amaro, referindo que, por isso, "é normal que os fluxos migratórios respondam a isso".

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