Mariana Vieira da Silva deixa claro que nunca imaginou liderar o Partido Socialista, porém não fecha a porta a uma eventual candidatura. "Não me vou excluir para sempre desse caminho. Quem ocupa as posições políticas que ocupo e já ocupei não pode dizer que põe completamente fora de causa essa possibilidade. Não estaria a ser verdadeiro consigo próprio", reiterou no programa Política com Assinatura da Antena 1, embora diga não considerar ser "provável" vir a ser entrevistada proximamente como secretária-geral do PS e que "ao contrário de outros nunca foi coisa que pensasse", refere quanto a poder vir a ser líder do PS.Como o DN avançou, as palavras de Pedro Nuno Santos, categorizando de "taticistas" outros militantes que não se tinham apresentado à candidatura a secretário-geral do PS, encontravam destinatários em Fernando Medina, Mário Centeno, Duarte Cordeiro e Mariana Vieira da Silva. A ex-ministra da Presidência já tinha respondido às críticas há duas semanas e foi assertiva novamente. "A maior riqueza do PS é a diversidade de opiniões. A liberdade de expressão deve existir, nunca somos demais para o combate. Não quero que as críticas que fiz sejam confundidas, mas todos têm os seus caminhos. Não me pareceu bem ou justo para aqueles que se querem posicionar. Passar os primeiros minutos da intervenção a atacar e a criticar praticamente todos os socialistas... não me parece ter sido uma boa forma de regressar", categorizou a vice-presidente da bancada parlamentar socialista. Vincando que "o PS não está em condições de viver em permanência neste estado de tensão”, Vieira da Silva entende que a "derrota de Pedro Nuno Santos foi pesada" e que o partido deve "saber interpretá-la." "Eu julgo que o próprio o terá feito e o partido também tem de o fazer", apontou, sem aceitar o termo "morte política."Sobre José Luís Carneiro, elogia "a acalmia da vida interna", considera que "fez bem" em incluir as várias oposições internas na Comissão Política.A antiga ministra da Presidência é uma das mais interventivas nas comissões de Saúde. Por isso, está com Adalberto Campos Fernandes, que vai coordenar o Pacto Estratégico para a Saúde, uma iniciativa prometida em campanha e já em execução por António José Seguro. "Acho que um pacto estratégico em temas muitos difíceis, que exigem uma coesão, pode ser útil. A ideia de que toda a saúde vai ficar resolvida num pacto, acho difícil”, admitiu à Antena 1."O meu empenho neste trabalho não diminui por eu ter dúvidas da possibilidade de chegar a acordo em algumas matérias", disse, perspetivando as posições do Governo em relação às sugestões do Presidente da República.Nesse mesmo capítulo, a Saúde, prefere apontar as "críticas" a Luís Montenegro, descartando "pedidos de demissão de Ana Paula Martins..Medina e Centeno entre os “taticistas” criticados por Pedro Nuno Santos.Mariana Vieira da Silva número 1 da lista das Legislativas a Lisboa aprovada pela FAUL do PS.Mariana Vieira da Silva disponível para ajudar PS em “caminho de união” e sem pressa