Exonerada do cargo de vogal dos Serviços Sociais da Câmara de Lisboa (SSCML), depois de ter sido noticiado que alugava habitações alegadamente clandestinas a imigrantes, Mafalda Livermore desfiliou-se esta quarta-feira (18 de março) do Chega.A decisão da agora ex-militante do partido de André Ventura foi tomada após um "processo de reflexão profundo tanto a nível político, como pessoal", tendo sido comunicada numa publicação privada nas redes sociais a que o Observador e a SIC Notícias tiveram acesso. A decisão de "pôr fim" à sua "participação política ativa", segundo explicou, "não foi tomada de ânimo leve".Apesar de se ter desfiliado do partido, garantiu: “Serei Sempre Chega!”Namorada de Bruno Mascarenhas, vereador do Chega na Câmara de Lisboa, Mafalda Livermore afirmou que o seu percurso "teve aspetos muito positivos e outros negativos" que a "prejudicaram em várias vertentes" da sua vida. Na publicação nunca se referiu, no entanto, à polémica que surgiu após a reportagem da RTP, segundo a qual a então militante do Chega era a proprietária de vários imóveis onde viviam, sem contrato de habitabilidade e de forma alegadamente clandestina, imigrantes.O caso levou à sua saída da autarquia. Segundo a RTP, o executivo camarário considerou ter havido "uma quebra de confiança institucional" que levou à exoneração imediata de Mafalda Livermore. "Nessas situações, sou rápido a reagir", disse Carlos Moedas à estação pública.A polémica gerou mau estar dentro do próprio Chega, levando a deputada Rita Matias a pedir que Mascarenhas se demitisse do executivo camarário. À SIC, o vereador disse que teve uma conversa com o presidente do Chega e que tem a confiança política de André Ventura. Aliás, segundo apurou o DN, Bruno Mascarenhas estará a fazer contactos para apresentar a sua candidatura para liderar a distrital de Lisboa do Chega, atualmente presidida pelo deputado Pedro Pessanha. .Militante do Chega exonerada de funções na Câmara de Lisboa.Bruno Mascarenhas quer liderar distrital de Lisboa do Chega