Bruno Mascarenhas, que recebeu um apelo público da deputada Rita Matias para renunciar ao mandato de vereador na Câmara de Lisboa, na sequência das reportagens da RTP sobre Mafalda Guerra Livermore, por si indicada para administradora dos Serviços Sociais da autarquia, não só não o irá fazer como pretende candidatar-se à distrital lisboeta do partido.Ao que o DN apurou, Mascarenhas estará a fazer contactos para apresentar a candidatura à estrutura, atualmente presidida pelo deputado Pedro Pessanha, afastando a tese, partilhada por alguns dirigentes do Chega, que o apelo de Rita Matias traduz um corte com André Ventura. O vereador, que foi cabeça de lista nas autárquicas de 2025, elegendo-se a si próprio e à vereadora Ana Simões Silva - que entretanto passou a independente, e assumiu pelouros no executivo de Carlos Moedas, garantindo-lhe maioria absoluta -, prepara-se para apresentar propostas “fora da caixa” nas áreas do ambiente e dos espaços verdes da capital.Apesar de Mascarenhas afastar a renúncia ao mandato ou passagem a vereador independente, no partido há quem defenda que a ligação a Mafalda Guerra Livermore, com quem mantém uma relação, e o apelo feito por uma das figuras do partido, torna inviável que se possa manter em funções. Nesta terça-feira, o coordenador do Chega na Assembleia Municipal de Lisboa, Luís Nunes, deu um claro sinal de divórcio em relação a Bruno Mascarenhas, ao ler uma declaração a garantir que o grupo municipal não se revê nas ações do vereador e “não foi consultado previamente sobre a indicação dos nomes para ocupar qualquer lugar das administrações de empresas municipais”.Seguindo a argumentação de André Ventura no domingo, ao anunciar que o Chega tem “procedimentos internos que estão em marcha e que depois serão tornados públicos”, com o líder partidário a realçar que “o Chega elegeu milhares de autarcas nas últimas eleições”, Luís Nunes disse que, por eleger cinco vez mais autarcas - entre vereadores, deputados municipais e membros de assembleias de freguesia -, “estatisticamente, a probabilidade de termos errado na escolha de alguns elementos é maior”.Entrevistada pela CMTV, na noite desta terça-feira, Mafalda Guerra Livermore disse estar a ser alvo de uma perseguição, dizendo que o então Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e a advogada Rita Garcia Pereira, a quem se referiu como ex-namorada do vereador, pediram a sua exoneração da Câmara de Lisboa. Também garantiu ter descoberto “um buraco financeiro” nos Serviços Sociais da Câmara de Lisboa e colocado o lugar à disposição, negando ter sido exonerada por Carlos Moedas..Ventura garante decisão interna no Chega sobre Bruno Mascarenhas.Militante do Chega exonerada de funções na Câmara de Lisboa