Mafalda Guerra Livermore, vogal do Conselho de Administração dos Serviços Sociais da autarquia de Lisboa, colocou o lugar à disposição ao vice-presidente da Câmara, Gonçalo Reis, depois da transmissão de uma reportagem na RTP segundo a qual é proprietária de vários imóveis onde vivem, sem contrato e de forma clandestina, imigrantes.Segundo a estação pública, o executivo considera ter havido "uma quebra de confiança institucional" que levou à exoneração imediata de Mafalda Livermore. "Nessas situações, sou rápido a reagir", disse Carlos Moedas à RTP.A televisão pública transmitiu na sexta-feira à noite, no programa A Prova dos Factos, uma reportagem que revelou que Mafalda Guerra Livermore, militante do Chega, é a proprietária de vários imóveis que servem de habitação clandestina, e sem condições, para imigrantes. As rendas, de acordo com esta reportagem, são pagas à amiga Sílvia Paixão, também ela militante do Chega. Mafalda Livermore alegou à RTP que alguns dos imóveis são arrendados a terceiros, que fazem a gestão dos espaços.Mafalda Livermore disse à RTP nunca ter sido chamada a prestar declarações em qualquer investigação relacionada com esse tipo de acusação e desconhecer a existência de qualquer processo por burla relativamente a arrendamentos.A RTP avançou também que a militante do Chega teve inúmeras empresas nos útimos anos, algumas de consultadoria jurídica, e que estão a decorrer duas investigações no Ministério Público no âmbito da suspeita de usurpação de funções em atividades como jurista. Na Ordem dos Advogados, segundo a reportagem, existem queixas de vários lesados contra Mafalda Livermore, que ainda não completou o curso de Direito.A nomeação de Mafalda Livermore, que é companheira do vereador Bruno Mascarenhas, para vogal do Conselho de Administração dos Serviços Sociais da Câmara Municipal de Lisboa levou a oposição a pedir esclarecimentos a Moedas..Oposição de Moedas questiona transparência em nomeação para empresa municipal em Lisboa.Chega vai propor proibição de entrada de migrantes do Médio Oriente e diz que Orçamento Retificativo "é cada vez mais incontornável"