Luís Neves está esta quarta-feira a ser ouvido no Parlamento.
Luís Neves está esta quarta-feira a ser ouvido no Parlamento.Foto: Gerardo Santos

Luís Neves reconhece que "vai demorar meses até repor o terreno como estava antes da calamidade"

O ministro da Administração Interna, em audição no Parlamento, pede que todos sejam "intelectualmente honestos" relativamente à resposta a calamidades, e considera que, "até em países com mais poder económico do que o nosso, este tipo de catástrofes levam anos" a repor as condições anteriores às ocorrências.
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O ministro da Administração Interna (MAI) lançou esta quarta-feira o aviso de que "as calamidades cada vez estão aí mais mais próximas" e exaltou a criação do Comando Integrado de Prevenção e Operações (CIPO), realçando que a "primeira preocupação" do Governo, a seguir ao comboio de tempestades do início do ano, "foi abrir, repor" as vias "para as pessoas circularem para limpar [os terrenos], mas sobretudo em prima fase para podermos ter estruturas de socorro, que são os bombeiros a poderem chegar". 

No entanto, Luís Neves lembrou também que "em qualquer país, até países com mais poder económico do que o nosso, este tipo de catástrofes levam anos a reporem" as condições no terreno como estavam antes das ocorrências. 

Luís Neves respondia à deputada Paula Santos, do PCP, que o confrontara com o facto de ter havido, na região de Leiria, "muitos proprietários naquele distrito que não tiveram possibilidade de poder fazer a limpeza dos seus terrenos porque não tinham forma de lá chegar", porque as vias estavam obstruídas. 

"Todos temos que ser intelectualmente sérios", apelou o governante, frisando que "não é possível em 3, 4, 5, 6 meses repor o território como ele estava antes da calamidade".

MAI pede que se evite generalizaçãoes face a imigrantes

"Não podemos generalizar e, sobretudo, não podemos colocar franjas de população"contra a restante população, apelou esta quarta-feira, 17 de junho, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, numa audição regimental na Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, depois de ser questionado pelo deputado do Chega Pedro Pinto sobre por que motivo o Primeiro Comando da Capital – organização ligada ao tráfico de droga no Brasil – não é considerada uma organização terroristo, tal como acontece com o movimento "antifa".

Pedro Pinto ainda lembrou uma notícia, sem especificar que órgão de comunicação a deu, cujo título era, de acordo com o líder parlamentar do Chega, "Imigrante com pedido de asilo agride grávida à saída da Segurança Social".

Luís Neves explicou, relativamente ao primeiro tema, que no que diz respeito ao Primeiro Comando de Capital (PCC) e ao Comando Vermelho, "há aqui uma diferença de concepção".

"Uma coisa é crime organizado, a outra coisa é terrorismo. São penalidades distintas", explicou ao deputado do Chega, lembrando que em ambas "as organizações criminosas" a "penalidade máxima" é aplicada, isto é, 25 anos de prisão.

Vincando que "o terrorismo é uma atividade, o crime organizado é outra", Luís Neves considerou que "não podemos estar aqui a falar de casos isolados e extrapolar o isolado para o global daquilo que é a atividade".

"Portugal, ainda recentemente, foi novamente reconhecido como um dos países mais seguros do mundo, o 7.º neste caso", evocou, sublinhando que "as estatísticas que existem são aquelas que são de todos conhecidas".

Em atualização.

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