A perceção de insegurança contrasta com os números concretos, de acordo com o ministro da Administração Interna. Assim sendo, Luís Neves rejeita uma "teoria do caos", mas sublinha que o Governo quer ver as polícias com maior capacidade de recrutamento.As declarações tiveram lugar no colóquio intitulado Coesão Social e os Desafios da Polarização Urbana: Uma Estratégia Local de Segurança. Este junta responsáveis pela segurança no Municicípio de Lisboa, assim como o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML), Carlos Moedas.Ora, de acordo com o ministro da Administração Interna, faltam às polícias "condições de atração", tendo em vista o recrutamento. Posto isto, "a manta não consegue chegar a todo o lado", pelo que "o Governo está disposto a trabalhar no reforço das policias municipais", de forma a possibilitar o policiamento de proximidade, acrescentou.No mesmo discurso, o próprio reconheceu os "três ataques" a polícias nos últimos dias. Perante um público onde marcam presença dezenas de elementos da Polícia Municipal de Lisboa, o membro do Governo sublinhou que "um ataque a um de vós é um ataque a todos nós."Criminalidade e insegurança nas ruasLuís Neves abordou depois o tema da perceção de insegurança. Ora, "Lisboa não tem mais crime do que no passado", diz, lembrando os os anos 80 e 90, assim como 2007/08 e 2015, em que os números subiram de forma muito mais significativa, de acordo com o membro do Executivo..Corpo de intervenção da PSP patrulha zonas de Lisboa. Reconhece que "é evidente que temos crime e temos que combatê-lo". Porém, salienta a necessidade de que ninguém use os números de crimes para criar uma "teoria do caos em que o objetivo é combater o desrespeito por todas as formas de diversidade do ser humano", apontou.O ministro alertou ainda para "o consumo de droga a céu aberto", num cenário que recupera aquilo que se via nas ruas "há 30 ou 40 anos." O fenómeno está ligado a furtos e violência, "já para não falar do branqueamento de capitais", assinalou, antes de deixar garantias."Juntos encontraremos soluções para mitigar esta atividade criminal", disse Luís Neves, além de sublinhar que "todos queremos combater" a perceção de insegurança..Crimes violentos e graves diminuíram 2,6% entre janeiro e novembro de 2025