O novo ministro da Administração Interna, Luís Neves, reagiu esta quinta-feira, 26 de fevereiro, às recentes críticas de Pedro Passos Coelho sobre a sua nomeação para o cargo. À saída de um evento no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI), o governante assegurou encarar as palavras do antigo primeiro-ministro com a "maior tranquilidade", sublinhando o pluralismo de opiniões: "Nem todos temos que pensar da mesma forma".Quanto ao facto de ser a primeira vez que um diretor Nacional da PJ transita diretamente para o MAI, Luís Neves foi pragmático na resposta ao reparo de Passos Coelho: "Há sempre uma primeira vez".Em causa está a posição assumida por Passos Coelho, que classificou a escolha de Luís Neves -- até agora diretor Nacional da Polícia Judiciária (PJ) -- como um "precedente grave". O antigo líder do PSD defendeu que a transição direta entre a chefia de uma polícia de investigação e a tutela política do Ministério da Administração Interna (MAI) nunca tinha ocorrido e levanta questões sobre a separação de poderes.Luís Neves revelou que, ao receber o convite do primeiro-ministro para integrar o Executivo, ponderou sobre os riscos e as questões éticas que a mudança poderia suscitar. Contudo, após reflexão, não encontrou impedimentos para aceitar o desafio.O novo governante repetiu uma ideia que já antes expressara, sobre a natureza das suas funções anteriores para afastar receios de interferência política em processos judiciais. "O diretor Nacional da PJ não investiga", afirmou, acrescentando: "Não tenho conhecimento das investigações".“Nunca houve qualquer interferência, nunca houve qualquer pergunta, nunca houve qualquer pesquisa. Por isso, eu quero dizer que a esse respeito eu estou absolutamente blindado relativamente à área de informação”, precisou..Passos Coelho critica nomeação de Luís Neves para o MAI e pressiona Montenegro a avançar com reformas