O ministro da Administração Interna, Luís Neves (ao centro), na sessão solene de abertura do Ano Académico 2025/2026 do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, em Lisboa.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves (ao centro), na sessão solene de abertura do Ano Académico 2025/2026 do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, em Lisboa.MIGUEL A. LOPES / Lusa

Luís Neves desvaloriza críticas de Passos Coelho: "Há sempre uma primeira vez"

Ministro da Administração Interna diz encarar com "tranquilidade" o reparo do antigo primeiro-ministro sobre a sua transição da PJ para o Governo.
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O novo ministro da Administração Interna, Luís Neves, reagiu esta quinta-feira, 26 de fevereiro, às recentes críticas de Pedro Passos Coelho sobre a sua nomeação para o cargo. À saída de um evento no Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna (ISCPSI), o governante assegurou encarar as palavras do antigo primeiro-ministro com a "maior tranquilidade", sublinhando o pluralismo de opiniões: "Nem todos temos que pensar da mesma forma".

Quanto ao facto de ser a primeira vez que um diretor Nacional da PJ transita diretamente para o MAI, Luís Neves foi pragmático na resposta ao reparo de Passos Coelho: "Há sempre uma primeira vez".

Em causa está a posição assumida por Passos Coelho, que classificou a escolha de Luís Neves -- até agora diretor Nacional da Polícia Judiciária (PJ) -- como um "precedente grave". O antigo líder do PSD defendeu que a transição direta entre a chefia de uma polícia de investigação e a tutela política do Ministério da Administração Interna (MAI) nunca tinha ocorrido e levanta questões sobre a separação de poderes.

Luís Neves revelou que, ao receber o convite do primeiro-ministro para integrar o Executivo, ponderou sobre os riscos e as questões éticas que a mudança poderia suscitar. Contudo, após reflexão, não encontrou impedimentos para aceitar o desafio.

O novo governante repetiu uma ideia que já antes expressara, sobre a natureza das suas funções anteriores para afastar receios de interferência política em processos judiciais. "O diretor Nacional da PJ não investiga", afirmou, acrescentando: "Não tenho conhecimento das investigações".

“Nunca houve qualquer interferência, nunca houve qualquer pergunta, nunca houve qualquer pesquisa. Por isso, eu quero dizer que a esse respeito eu estou absolutamente blindado relativamente à área de informação”, precisou.

O ministro da Administração Interna, Luís Neves (ao centro), na sessão solene de abertura do Ano Académico 2025/2026 do Instituto Superior de Ciências Policiais e Segurança Interna, em Lisboa.
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