O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou esta terça-feira que a sua tutela está a "desconstruir muros" ao promover a interoperabilidade entre SIRESP e militares.
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, afirmou esta terça-feira que a sua tutela está a "desconstruir muros" ao promover a interoperabilidade entre SIRESP e militares.Foto: Gerardo Santos

Luís Neves afasta polémica em torno da nomeação do presidente do SIRESP, Veiga Nunes: "Era a pessoa certa"

O MAI diz que António Pombeiro saiu a bem do sistema de redes de comunicação de emergência e que não foi posto em causa o seu conhecimento. "Rapidamente percebeu e agradeceu" as sugestões, assegurou.
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O ministro da Administração Interna, Luís Neves, garantiu esta terça-feira, 26 de maio, que António Pombeiro saiu a bem do cargo de secretario-geral-adjunto do Ministério da Administração Interna, depois de ter alegado irregularidades no funcionamento do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) durante a presidência do general Paulo Viegas Nunes, que Luís Neves entretanto reconduziu no cargo, e deixando críticas a aproximações do SIRESP a estruturas militares.

"Na sequência da troca de comunicações com o meu gabinete, o senhor secretário-geral [António Pombeiro], um dos secretários-gerais adjuntos, pensou que estava a ser posta em causa o seu conhecimento. Depois de ser explicado que o que era necessário é ter um documento entendível por vós, comunicação social, e pelos portugueses, ele rapidamente percebeu e agradeceu", vincou o MAI, na sequência das acusações de que Valentina Marcelino, adjunta do MAI, teria feito reparos no sentido de omitir, por questões de segurança, alguns anexos do relatório do grupo de trabalho responsável por estudar o modelo para o SIRESP.

Sobre a recondução de Viegas Nunes no SIRESP, Luís Neves sublinhou que "era a pessoa certa" para o cargo.

"Nada me afasta, nada me afastará, sempre e em qualquer momento da minha vida profissional, de escolher o melhor para o país. Garantias de seriedade, garantias técnicas e garantias de fazer valer aquilo que é um projeto deste Governo. Foram estas as razões que me levaram, ao fim de dois meses, a escolher o senhor general Viegas Nunes para presidente do SIRESP", argumentou, acrescentando que falou "com muita gente de diversos quadrantes, gente da área pública, gente da área privada, gente da área das informações, gente da área dos militares, gente das comunicações, gente das comunicações de emergência, e todos foram unânimes de que este homem era a pessoa certa para conduzir os destinos daquilo que é a necessidade do Governo e do país".

Viegas Nunes esteve à frente do SIRESP entre 2022 e 2024, motivo pelo qual Luís Neves lembrou que, nessa altura, o presidente do SIRESP "deu provas muito qualificadas de enorme valor ao país".

"Foi o primeiro a quebrar com barreiras e com tabus e com escondidinhos, fazendo o primeiro contrato internacional público. Ou seja, o Estado deixou de ter amarras e isso tem um valor. Conseguiu ter capacidade de liderança, coragem, força para quebrar com tudo aquilo que nos acompanhava há décadas. Esta é a grande situação", lembrou.

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