O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, dirigiu-se ao Centro de Coordenação Operacional Municipal da Proteção Civil e apelou a que se evitem deslocações desnecessárias, sobretudo esta noite, entre a meia-noite e as 06:00, tendo em conta as previsões de chuva intensa.“Vamos ter aqui dias muito desafiantes até domingo, de chuva e de vento, sobretudo esta noite, entre a meia-noite e as seis da manhã e, por isso, eu deixava aqui alguns conselhos importantes para os lisboetas: o primeiro é evitar deslocações desnecessárias, o segundo é evitar tudo o que são as zonas-ribeirinhas e o estacionamento nessas zonas-ribeirinhas”, alertou. O autarca deu ordem para fechar os jardins municipais da cidade, como Estrela, Serafina e Alvito, justificando a decisão com o perigo de queda de árvores nos jardins.O responsável máximo da proteção civil municipal da capital pediu que se tomem preocupações nas zonas ribeirinhas da cidade, sublinhando que as autoridades estão a ter em conta o evoluir da situação e as medidas de segurança a adotar, como o tamponamento das portas de casa porque “todas as medidas são importantes para prevenir estas cheias”. Moedas foi questionado na reunião de Câmara desta quarta-feira, mas foi omisso quanto ao que poderia ter de planos prementes para a prevenção. Descartou que se repitam os cenários das cheias de 2022 e realçou a importância do Plano de Drenagem, vincando que "há partes já executadas, tal como em Sete Rios", que ajudarão a minimizar os problemas.Oposição com críticasO Livre comunicou a indignação por Joana Baptista, vereadora, ter deixado a entender que existirá mesmo uma remodelação na Avenida 5 de Outubro, que poderá abater os jacarandás icónicos da zona. O PS tinha levado a discussão o plano de ação para a depressão Leonardo, o problema do aumento de consumo de drogas em Campo de Ourique e a revolta com a impossibilidade de recorrer a imóveis públicos para estudantes. Os vereadores do Partido Socialista votaram desfavoravelmente à proposta de realizar uma obra de ampliação com demolição no prédio sito na rua Pardal Monteiro, lamentando ao DN que a compensação fica abaixo do valor de mercado, representando um prejuízo acima dos 250 mil euros para o erário público.Ao Diário de Notícias, o Bloco de Esquerda disse ter perguntado pela retirada de bicicletas por parte da polícia municipal. "Se houve excessos da Polícia Municipal têm de ser atalhados e as bicicletas têm de ser devolvidas à população. Não temos nenhuma intenção de andar à caça das bicicletas", disse o vice-presidente Gonçalo Reis. O comando da Polícia afirmou que as bicicletas estavam em "indevida locação do espaço público", referenciando "14 bicicletas recolhidas entre cinco mil trotinetas e quatro mil automóveis." O Bloco questionou ainda a nomeação de Mafalda Livermore, do Chega, para a administração dos serviços sociais. Carolina Serrão instigou Moedas a apresentar pareceres, procedimentos para a nomeação e perguntou se houve concurso com outros candidatos. Ficou sem resposta, alega o BE. A Moção do partido para a residência universitária da 5 de Outubro, que o PS também sinalizara ser imprescindível manter no município para efeitos habitacionais, foi rejeitada por Chega e coligação, habitação que pertencerá ao Estado, mas que a oposição em Lisboa aponta a Moedas a inação. O PCP focou-se no acidente do Elevador da Glória, entregando um requerimento a pedir informações de balanço sobre a resposta às necessidades de vítimas e das famílias e resultados das auditorias técnicas, além de novidades quanto aos arranjos e supervisão noutros elevadores, que o PCP alega ainda não ter informação para que estes voltem a funcionar. .Lisboa. PS questiona preparação para tempestades, BE quer explicações sobre presença do Chega em empresas municipais.Oposição de Moedas questiona transparência em nomeação para empresa municipal em Lisboa.Moedas vai receber 100 polícias da PSP em plena falta de efetivos