José Luís Carneiro no debate em que Montenegro fez o anúncio de novas ambulâncias
José Luís Carneiro no debate em que Montenegro fez o anúncio de novas ambulânciasLeonardo Negrão

José Luís Carneiro está há oito meses sem resposta de Luís Montenegro às cartas que lhe enviou

Foram propostas soluções para a Saúde, Habitação, Defesa, Justiça e, mais recentemente, para a resposta aos efeitos das tempestades.
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O Partido Socialista continua a lamentar o pouco diálogo do Governo com os seus principais responsáveis e não tem garantias ainda de que a aproximação efetiva ao PS possa surgir, apesar de, como o DN ter noticiado, haver a intenção de Luís Montenegro encontrar acordos mais ao centro, sob pena de não recolher aprovação parlamentar ou esbarrar, depois de aprovação, no Presidente da República.

Voltaram, por isso, à ordem do dia as cartas que José Luís Carneiro enviou ao primeiro-ministro. O secretário-geral do PS queixa-se de não ter tido resposta aos cinco documentos que já lhe enviou, o primeiro ainda no verão, pouco depois de ter assumido o cargo de secretário-geral. Desde aí, num espaço de, sensivelmente, oito meses foram propostas soluções para a Saúde - evitando revoluções na Lei de Bases, incidindo na emergência médica -, habitação - apelando a soluções de cooperativas e uso modular -, Defesa, Justiça - com processos de simplificação burocrática e ampliação de poderes locais e de revisão de carreiras de magistrados e oficiais de Justiça- e, mais recentemente, para a resposta aos efeitos das tempestades.

Em todas, Carneiro entendeu que há um processo construtivo, de potencial consenso e, por isso, estranha não ter respostas. Antes de encontros em São Bento, o líder socialista também tinha criticado a pouca abertura para negociar e no processo de apreciação ao Orçamento do Estado, até ao último momento, disse não ter “garantias” se a Lei de Bases da Saúde ficaria de fora da proposta, o que se confirmou, justificando o acordo para a abstenção na generalidade e especialidade. Vincando que “as propostas são trabalhadas com especialistas com várias décadas de experiência”, Carneiro lamentou a “tendência” de o Governo negociar com o Chega.

Há, ainda para mais, alguma perplexidade por Montenegro não recorrer a Carneiro, que foi titular da pasta da Administração Interna, em alguns dos momentos mais nevrálgicos da resposta às tempestades destes meses de janeiro ou fevereiro.

José Luís Carneiro inicia ronda nacional de encontros no âmbito da candidatura a secretário-geral do PS

No âmbito da sua candidatura a secretário-geral do Partido Socialista, sob o lema 'Contamos Todos', José Luís Carneiro vai iniciar uma ronda pelos distritos do continente e pelas duas regiões autónomas, onde manterá reuniões com representantes da sociedade civil desses territórios e com militantes do PS. O sentido desses encontros será, sobretudo, o de ouvir os contributos de todos para o futuro próximo do PS e para a sua afirmação como alternativa política em Portugal, na preparação do XXV Congresso Nacional, que terá lugar no final de março.

O início desta ronda é feito neste 19 fevereiro, em Lisboa, com dois encontros. A sessão com militantes do PS terá lugar às 21h30 na Junta de Freguesia de Alcântara.

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