Incêndios: Montenegro destaca "trabalho extraordinário" do MAI e o dobro das detenções face ao ano passado
O primeiro-ministro destacou esta terça-feira, 18 de agosto, o "trabalho extraordinário" do ministro da Administração Interna na prevenção e no combate aos incêndios.
Refira-se que Luís Neves tem estado debaixo de fogo depois de ter estado envolvido em várias polémicas, nomeadamente o armazenamento de um atrelado apreendido no armazém de um empreiteiro amigo e de obras alegadamente irregularidades numa propriedade no concelho de Odemira.
O líder do Governo frisou que "estamos sob elevado risco" de incêndio, apelou a cuidados para diminuir tanto quanto possível o número de fogos em Portugal e lembrou que este "tem sido um ano duro para vários países" em matéria de incêndios.
Estas declarações foram proferidas após uma reunião da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, no concelho de Oeiras, ara um ponto de situação sobre os incêndios rurais.
Montenegro realçou que o dispositivo de combate a incêndios deste ano "é o maior de sempre" e deixou no ar a ideia de mão criminosa, referindo-se a um elevado número de "ignições noturnas" e "ignições em zonas próximas".
Adicionalmente, disse estar a fazer esforço adicional em matérias de prevenção, olhar "muito atento e implacável para aqueles que têm atitudes criminosas", referindo que este ano já fora feitas 210 detenções por fogo posto, mais do dobro das efetuados no ano passado, apesar de este ano a área ardida ser quatro vezes inferior.
Montenegro alertou para o uso indevido do fogo e traçou a estratégia de chegar "cada vez mais cedo, mais rápido" e coordenar as "forças ao serviço de um objetivo comum" para mitigar o número e os efeitos dos incêndios.
Montenegro voltou a tocar na ideia que Portugal "é um país cada vez mais reconhecido de fora para dentro" e deu algumas explicações sobre a entrada do Estado no capital da REN, garantindo que "todos os elementos relativos a essa operação serão disponibilizados e alvo do escrutínio da população e dos partidos políticos".
"O objetivo de estar na rede elétrica nacional é estar de forma mais permanente no sistema para reforçar a rede para chegar mais rapidamente à casa das pessoas, para a médio/longo prazo o custo ser menor", acrescentou.
