O ministro da Administração Interna (MAI) assegurou que as associações de bombeiros "podem estar tranquilas" com o aumento das despesas na época de incêndios e que o Governo está preparado para as ajudar. "As associações podem estar tranquilas e se sentirmos que há, face à potencialidade de termos grandes incêndios, grande despesa, o Governo está preparado para olhar para outras soluções extraordinárias que possam dar conforto a quem precisa de fazer despesa", garantiu Luís Neves.O ministro falava esta tarde, 13 de junho, à margem da celebração do centenário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lousada, no distrito do Porto. De acordo com o MAI, "não será por aí que o combate - neste caso, a esta calamidade que são os incêndios - deixará de ser feito com todo o rigor, com todos os meios, com toda a disponibilidade".O governante percorreu recentemente os 18 distritos nos últimos dois meses para ouvir bombeiros, "comandantes, dirigentes associativos, todos os presidentes de federações distritais e autarcas", numa iniciativa a que chamou Roteiro de Proximidade com os Bombeiros..Bombeiros preocupados com aumento do preço dos combustíveis e dificuldades em recrutar e reter voluntários.UE vai destacar 60 bombeiros e duas aeronaves para combater incêndios em Portugal.Na ocasião, o MAI referiu que as principais preocupações manifestadas pelos bombeiros foram o reforço do financiamento, os custos associados ao aumento do preço dos combustíveis, as dificuldades no recrutamento e na retenção de bombeiros voluntários, a valorização e profissionalização das carreiras e funções de comando, a falta de meios e o envelhecimento da frota e equipamentos, a relação com o INEM e a nova lei da ANEPC - Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.O MAI diz que estas reuniões aconteceram num contexto marcado pelo aumento da frequência e intensidade dos fenómenos climáticos extremos e pela crescente complexidade das missões atribuídas aos bombeiros, e que "o Governo compromete-se a ter em conta todas as preocupações expressas pelos participantes destes encontros: ouvir para conhecer e conhecer para decidir de forma fundamentada".O ministério tutelado por Luís Neves recorda que já foi reforçado este ano o dispositivo operacional (através do DECIR - Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais), "apostando em mais meios, maior capacidade de resposta e melhor coordenação entre entidades", e sublinha que "o sistema não se esgota nos meios", dependendo, sobretudo, dos bombeiros, que são "a espinha dorsal do sistema de proteção e socorro".