O ministro da Administração Interna, Luís Neves, percorreu 18 distritos nos últimos dois meses para ouvir bombeiros, "comandantes, dirigentes associativos, todos os presidentes de federações distritais e autarcas", numa iniciativa a que chamou Roteiro de Proximidade com os Bombeiros. As principais preocupações manifestadas pelos Bombeiros, diz o Ministério da Administração Interna (MAI) em comunicado, foram o reforço do financiamento, os custos associados ao aumento do preço dos combustíveis, as dificuldades no recrutamento e na retenção de bombeiros voluntários, a valorização e profissionalização das carreiras e funções de comando, a falta de meios e o envelhecimento da frota e equipamentos, a relação com o INEM e a nova lei da ANEPC - Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. O MAI diz que estas reuniões aconteceram num contexto marcado pelo aumento da frequência e intensidade dos fenómenos climáticos extremos e pela crescente complexidade das missões atribuídas aos bombeiros, e que "o Governo compromete-se a ter em conta todas as preocupações expressas pelos participantes destes encontros: ouvir para conhecer e conhecer para decidir de forma fundamentada". O ministério tutelado por Luís Neves recorda que já foi reforçado este ano o dispositivo operacional (através do DECIR - Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais), "apostando em mais meios, maior capacidade de resposta e melhor coordenação entre entidades", e sublinha que "o sistema não se esgota nos meios", dependendo, sobretudo, dos bombeiros, que são "a espinha dorsal do sistema de proteção e socorro".O DECIR, no entanto, não tem atualmente disponíveis todos os meios aéreos previstos, faltando dois helicópteros, avançou na semana passada a Força Aérea Portuguesa (FAP) à agência Lusa. O objetivo é ter 37 meios aéreos operacionais até 31 de maio, mas dois helicópteros estão em manutenção. A FAP prevê que um helicóptero fique disponível este sábado, 30 de maio, e o outro a 15 de junho.O DECIR estabelece um novo reforço de meios a 1 de junho, altura em que deviam ficar disponíveis 78 aeronaves, 74 contratadas e mais quatro da Força Aérea. .Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais não tem todos os helicópteros disponíveis.Secretário da Proteção Civil aponta para investimento de 550 milhões nos bombeiros