Meios aéreos em ação em Murça.
Meios aéreos em ação em Murça.Foto: Reinaldo Rodrigues

Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais não tem todos os helicópteros disponíveis

Dos 37 meios aéreos previstos para o nível Bravo, há dois helicópteros do Estado em manutenção.
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O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) não tem atualmente disponíveis todos os meios aéreos previstos, faltando dois helicópteros, avançou esta quinta-feira, 21 de maio, à Lusa a Força Aérea Portuguesa (FAP).

No âmbito do DECIR, os meios de combate a incêndios florestais foram reforçados na passada sexta-feira, no que é denominado “nível Bravo”, estando previsto até 31 de maio 37 meios aéreos.

Numa reposta enviada à Lusa, a FAP, responsável pela contratação e operação dos meios aéreos de combate aos incêndios, refere que, “dos 37 meios aéreos previstos para o nível Bravo, há dois helicópteros do Estado em manutenção”.

A Força Aérea prevê que um helicóptero fique disponível a 30 de maio e o outro a 15 de junho.

O DECIR estabelece um novo reforço de meios a 1 de junho, altura em que deviam ficar disponíveis 78 aeronaves, 74 contratados e mais quatro da Força Aérea.

A FAP estima que “existam 77 meios aéreos disponíveis até 15 de junho, altura em que se prevê que o helicóptero do Estado termine os trabalhos de manutenção e fique disponível, totalizando 78”.

No ano passado também existiram constrangimentos com os meios aéreos, tendo algumas aeronaves ficado indisponíveis devido a avarias.

O DECIR conta também com três helicópteros da AFOCELCA (empresa privada de proteção florestal vocacionada para o combate a incêndios rurais), além dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea estarem este ano pela primeira vez ao serviço do combate aos fogos rurais.

Até ao final do mês vão estar disponíveis no combate aos fogos 11.955 operacionais que integram 2.031 equipas dos vários agentes presentes no terreno e 2.599 veículos.

Os meios de combate a incêndios voltarão a ser reforçados a 01 de junho, mas é entre julho e setembro, considerada a fase mais crítica, o período que mobiliza o maior dispositivo, estando este ano ao dispor 15.149 operacionais de 2.596 equipas e 3.463 viaturas, um ligeiro aumento em relação a 2025.

Dados provisórios do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) indicam que este ano já deflagraram 2.379 ocorrências de incêndio rural que provocaram quase 10 mil hectares de área ardida, 76% dos quais em matos, 21% em povoamentos florestais e 3% em terrenos agrícolas.

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