Gouveia e Melo acusa Cotrim de "subserviência" ao Governo. Mendes diz que carta é "exibicionismo" do liberal

A quatro dias das eleições Presidenciais, a campanha fica agora marcada pela carta enviada por Cotrim Figueiredo a Luís Montenegro a pedir apoio do PSD. Isto depois das acusações de assédio.
Gouveia e Melo em campanha eleitoral.
Gouveia e Melo em campanha eleitoral.FOTO: JOSE SENA GOULÃO/LUSA

Catarina Martins ouviu administração do hospital Fernando da Fonseca e criticou "sabotagem" de Montenegro

Candidata presidencial apoiada pelo BE lamenta falta de investimento no Serviço Nacional de Saúde e pede intervenção do Presidente da República. Critica "ambiguidades" e o pacto de Seguro para a área.

Gouveia e Melo em campanha eleitoral.
Catarina Martins ouviu administração do hospital Fernando da Fonseca e criticou "sabotagem" de Montenegro

Ventura acusa Montenegro de querer ser o “salva boias” de Marques Mendes

André Ventura afirmou hoje que Luís Montenegro, ao entrar novamente em campanha, procura ser “o salva boias” [salva-vidas] de Espinho para tentar ajudar a campanha de Marques Mendes.

“Lá tem que vir o salva boias, lá tem que vir o nadador de Espinho salvar a campanha do doutor Marques Mendes”, disse o candidato apoiado pelo Chega, numa referência ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, que foi nadador-salvador durante a sua juventude.

André Ventura falava em Vila do Conde, no distrito do Porto, reagindo ao anúncio feito hoje pelo candidato presidencial Luís Marques Mendes, que disse que o primeiro-ministro estará hoje novamente na sua campanha.

Para o também presidente do Chega, a presença de Montenegro “é uma entrada desesperada”.

Considerou que o líder do Governo deveria evitar fazê-lo e questionou se esse apoio será sequer positivo para Marques Mendes.

“Eu não sei se é bom para Luís Marques Mendes que Montenegro venha a seu auxílio”, notou, afirmando que a saúde está num “caos” e que vários setores se queixam de um Governo que “não está a fazer nada por eles”.

Na sua perspetiva, a presença do primeiro-ministro na campanha mostra que Marques Mendes “é o candidato do montenegrismo”, vincando que não quer o apoio do Governo, mas dos “homens e mulheres comuns, que sabem o que é que a vida está a custar”.

Lusa

Rui Moreira diz que Cotrim tem “dois amores”, um dia Ventura, no outro Montenegro

O mandatário nacional de Luís Marques Mendes considerou hoje que Cotrim Figueiredo tem “dois amores”, um dia André Ventura, no outro Luís Montenegro, e considerou “grave” que um candidato presidencial “se engane naquilo que quer para os portugueses”.

“Há outras campanhas, nomeadamente a Iniciativa Liberal, em que dizem que têm dois amores e que em nada são iguais. Um dia querem Ventura, no dia seguinte querem Montenegro”, afirmou Rui Moreira, que discursava num comício improvisado durante uma arruada em Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo.

O mandatário da candidatura de Luís Marques Mendes a Presidente da República considerou que “nada acontece por acaso”.

“Podem ser duas opções. Pode ter sido um engano, mas se é um engano, é grave que alguém que quer ser Presidente da República se engane naquilo que quer para os portugueses, naquilo que quer para as eleições”, criticou.

O ex-presidente da Câmara Municipal do Porto apontou que pode também ter acontecido que alguém disse a João Cotrim Figueiredo que “cometeu um grande erro” e aconselhou o também candidato presidencial a dar “o dito por não dito”.

“Nós só temos um amor”, salientando, dizendo não ter dúvidas de que “no domingo Luís Marques Mendes vai ser eleito Presidente”.

Lusa

Seguro reúne-se com sindicalista da PSP e agradece às forças de segurança

António José Seguro reuniu-se numa esquadra da PSP com o subintendente e sindicalista Bruno Pereira, agradeceu o trabalho das forças de segurança, mas rejeitou leituras sobre captação de eleitorado, numa ação de campanha que não estava prevista.

"Vim expressar o meu reconhecimento e a gratidão aos profissionais de segurança pública do nosso país, neste caso à PSP. Eu já tinha falado com o representante dos Oficiais da GNR, porque estes profissionais trabalham todos os dias para garantir a nossa segurança, a proteção das nossas vidas e a proteção dos nossos bens", disse António José Seguro à saída da esquadra da PSP de Vila Franca de Xira.

O candidato presidencial foi recebido pelo subintendente Bruno Pereira, presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia (SNOP), com quem se reuniu durante cerca de meia hora e discutiu "os problemas que atravessam neste momento as corporações, as reivindicações que têm", tendo também uma "conversa mais global sobre as questões de segurança" no país.

"Tenho um respeito enorme pelas polícias deste país, pelas forças de segurança e vim expressá-lo. Como também tenho um respeito enorme pelas forças armadas e também já tive a oportunidade de visitar uma base naval e uma base aérea", recordou.

À saída, e questionado pelos jornalistas sobre se a sua aparição numa esquadra está relacionada com a captação de eleitorado do adversário André Ventura, presidente do Chega, Seguro respondeu que não tem "a ver com o eleitorado", mas sim "com o Estado de Direito democrático".

"O Estado de Direito tem que se reforçar e nós temos que garantir que cada agente tem, digamos, a certeza de que o Estado confia neles como homens e mulheres que agem ao serviço da lei", apontou.

Para Seguro, o tema da segurança "não tem quadrante político" e é "essencial para que as pessoas vivam a liberdade, para que as pessoas façam aquilo que é a sua vida, quer do ponto de vista pessoal, quer do ponto de vista profissional".

"As forças de segurança, neste caso a PSP, são essenciais para proteger os nossos bens e para proteger as nossas vidas. Volto a dizer, eu que sou um amante da liberdade, mas só há liberdade verdadeiramente quando nós podemos exercê-la em condições de segurança", reiterou Seguro após ter transmitido a mesma ideia no discurso da noite de terça-feira no Barreiro (distrito de Setúbal).

Lusa

Seguro diz que carta que escreve "todos os dias" é aos portugueses

António José Seguro disse que a carta que escreve “todos os dias” é aos portugueses e que é Luís Montenegro que tem de responder à missiva que recebeu de João Cotrim Figueiredo.

“Eu não recebi nenhuma carta. Senão, responderia por educação às cartas. Portanto, quem recebe as cartas é que deve responder às cartas. Não é o meu caso”, respondeu o candidato apoiado pelo PS quando questionado sobre o pedido que o seu opositor apoiado pela IL fez a Montenegro para que recomende ao PSD o voto na sua candidatura.

Questionado sobre se gostaria de ter o apoio do primeiro-ministro numa eventual segunda volta, Seguro desviou e respondeu que a carta que escreve “todos os dias é a cada portuguesa e a cada português” a apelar ao seu voto.

“Porque sou o único democrata que defende o Estado social, a saúde pública, a escola pública, a nossa Constituição, que pode passar à segunda volta”, defendeu.

Perante a insistência sobre se gostaria de ter o apoio do primeiro-ministro, o candidato presidencial apoiado pelo PS disse que não se confundia. “Eu considero que o apoio que eu procuro é o apoio de cada portuguesa e de cada português. Venham eles de onde vierem, da esquerda, da direita, do centro”, reiterou.

Seguro comprometeu-se a ser um “Presidente moderado, mas exigente”. “Eu não venho para manter tudo na mesma, eu venho para mudar. Para mudar para melhor”, disse.

O candidato presidencial Cotrim Figueiredo pediu hoje a Luís Montenegro que recomende ao PSD o voto na sua candidatura para evitar que André Ventura ou António José Seguro cheguem à Presidência da República.

Lusa

Mendes acusa Cotrim de “exibicionismo” e anuncia presença de Montenegro na sua campanha

O candidato presidencial Luís Marques Mendes acusou Cotrim Figueiredo de fazer “número político” e de exibicionismo com nova carta a Luís Montenegro, respondendo que o líder do PSD estará hoje novamente na sua campanha.

À chegada a Arcos de Valdevez (distrito de Viana do Castelo), o candidato apoiado por PSD e CDS-PP foi questionado sobre o apelo público lançado pelo candidato apoiado pela IL para que Luís Montenegro recomende ao PSD o voto na sua candidatura para evitar que André Ventura ou António José Seguro cheguem à Presidência da República.

“Acho que isto é um número político, é mais um número. Não é muito para levar a sério, portanto, não levo a sério. É um número político, é um exibicionismo, é um espetáculo”, afirmou Marques Mendes, sem mais comentários.

O candidato acrescentou ter uma novidade para transmitir à comunicação social: “É que Luís Montenegro vai estar hoje na minha campanha. Luís Montenegro, às 18h00, vai estar comigo a apoiar-me, como é normal e habitual e como já estava previsto, em Famalicão, às seis da tarde. Isso é que é importante”, salientou.

Seguro pede a portugueses que evitem "um pesadelo" e coloquem "um democrata" na segunda volta

António José Seguro pediu hoje aos portugueses que “evitem um pesadelo” nas eleições presidenciais de domingo e apelou à concentração de votos na sua candidatura para garantir que um democrata passe à segunda volta.

“Aquilo que eu peço a cada portuguesa e a cada português é que evitem um pesadelo. E, para evitarem um pesadelo na noite de dia 18 para dia 19, e dormirem bem, é garantir que um democrata possa passar à segunda volta, que é o meu caso”, apelou o candidato presidencial apoiado pelo PS no arranque do dia de campanha durante uma visita ao mercado de Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa.

Um dia depois da sondagem que o coloca em segundo lugar, muito próximo do candidato apoiado pelo Chega, o pedido de Seguro foi para que os portugueses “pensem bem”, porque defendeu que só um voto em si é que pode “eleger um Presidente democrata, moderado, que quer ser o Presidente de todos os portugueses e que é um defensor da Constituição da República”.

“A minha responsabilidade é de apelar a cada portuguesa e a cada português para concentrar os votos na minha candidatura para que a democracia passe à segunda volta”, referiu.

Lusa

Gouveia e Melo está "angustiado" com os riscos da escolha de um mau Presidente

O candidato presidencial Gouveia e Melo manifestou-se esta quarta-feira, 14 de janeiro, angustiado com a escolha do próximo chefe de Estado, por além de considerar Cotrim Figueiredo subserviente ao Governo, defendeu que votar André Ventura, “que não quer ser Presidente”, é um desperdício.

Gouveia e Melo assumiu estas posições em declarações após ter visitado o mercado de Alvalade, em Lisboa, que estava quase sem clientes. O ex-chefe do Estado-Maior da Armada voltou a desvalorizar as sondagens que o colocam fora de uma segunda volta das eleições presidenciais, mas dramatizou quando deixou a seguinte mensagem: “Estou verdadeiramente angustiado com o que se passa, porque acho que podemos correr o risco de escolher um mau Presidente da República”.

“E é isso que eu ponho na consciência dos portugueses. Quando falam em voto útil, por favor, não pensem em partidos”, apelou.

Deixou a seguir uma farpa que, aparentemente, foi dirigida ao seu adversário António José Seguro: “As pessoas não devem confundir pose com a substância que é necessária na nova Presidência da República”.

Gouveia e Melo também comentou indiretamente as sondagens que colocam o presidente do Chega em primeiro lugar nas eleições de domingo.

“Não desperdicem o voto em quem não quer ser Presidente, na verdade. Esse sim [André Ventura] está numa lógica totalmente partidária, sem sequer ter o objetivo real da presidência”, sustentou.

Em relação ao presidente do Chega, o almirante voltou a manifestar a sua convicção de que não vencerá as eleições presidenciais, mesmo que passe a uma segunda volta.

Porém, se vencesse, de acordo com Gouveia e Melo, “havia sérios riscos de existir uma mudança revolucionária, com uma rutura constitucional”, colocando em causa a democracia.

Lusa

Gouveia e Melo e a carta de Cotrim: "Mostra uma subserviência que não é boa na Presidência da República"

Henrique Gouveia e Melo já veio criticar a iniciativa de Cotrim Figueiredo de escrever ao presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerado ser um dos riscos de Portugal ter um chefe de Estado com o perfil do eurodeputado liberal.

“Não vou escrever cartas a primeiros-ministros para dizer que estou alinhado, porque isso mostra uma subserviência que não é boa na Presidência da República. O Presidente da República tem de ser verdadeiramente independente. Um Presidente não começa a dizer ao primeiro-ministro: eu vou ser subserviente”, acentuou.

Cotrim Figueiredo escreveu a Montenegro a pedir apoio do PSD

João Cotrim de Figueiredo escreveu uma carta a Luís Montenegro em que lhe pede o apoio do PSD nas eleições presidenciais de domingo. O candidato refere os resultados das sondagens mais recentes para dizer que "estamos agora numa corrida a três para a segunda volta do sufrágio" e para instar o líder do PSD a deixar cair Luís Marques Mendes.

"Sei que mudar o sentido de uma decisão destas exige coragem, mas, como nos ensinou Francisco Sá Carneiro, 'Primeiro o país, depois o partido e, por fim, a circunstância pessoal de cada um'”, diz a carta.

Leia mais no link em baixo.

Gouveia e Melo em campanha eleitoral.
Cotrim escreve a Montenegro a pedir apoio do PSD. É "óbvio" que Marques Mendes "não vai conseguir lá chegar"

Bom dia, a quatro dias das eleições presidenciais, os candidatos continuam a sua campanha, marcada nas últimas horas sobre a polémica em torno das acusações de assédio sexual ao candidato João Cotrim Figueiredo, que entretanto enviou uma carta ao líder do PSD, Luís Montenegro, a pedir o apoio dos sociais democratas.

Gouveia e Melo em campanha eleitoral.
Alegação de assédio na IL. Partido não esclarece se existiu denúncia interna
Diário de Notícias
www.dn.pt