Gouveia e Melo em campanha.
Gouveia e Melo em campanha.FOTO: JOSE SENA GOULAO/LUSA

Gouveia e Melo diz que nunca falou em criar partido. "Quero ter voz e uma participação cívica na sociedade”

A quatro dias das eleições Presidenciais, a campanha fica marcada pela carta enviada por Cotrim Figueiredo a Luís Montenegro a pedir apoio do PSD. Isto depois das acusações de assédio.
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Gouveia e Melo diz que nunca falou em criar partido se perder. "Quero ter voz e uma participação cívica na sociedade”

O candidato presidencial Gouveia e Melo afastou esta quarta-feira (14) a hipótese de vir a criar um partido ou integrar um partido político caso perca as eleições presidenciais, mas salientou que quer manter-se como uma voz ativa na sociedade.

“Eu disse já diversas vezes que nunca faria da presidência a criação de um partido”, garantiu Gouveia e Melo à chegada a um jantar em Oeiras, no distrito de Lisboa, quando questionado pelos jornalistas sobre a hipótese de fundar ou integrar um partido.

No entanto, salientou, depois do percurso político que fez, quer ter “uma voz e uma participação cívica na sociedade”, esclarecendo que foi isso que quis dizer numa entrevista num programa da Antena 3, insistindo que seria “fora dos partidos”. 

“Nunca fundando nem integrando um partido político”, sublinhou.

Em entrevista ao programa “Prova Oral”, na Antena 3, transmitido na terça-feira, o candidato presidencial não excluiu formar um partido, ou um movimento cívico, no caso de perder as eleições, alegando que não pode pôr de parte no futuro participar num qualquer projeto político.

Gouveia e Melo invocou experiência política que adquiriu nesta campanha eleitoral para a Presidência da República e disse: “Não ponho de parte qualquer projeto político de futuro, se isso estiver dentro da minha capacidade”.

Lusa

Montenegro entra na campanha: “Não queremos nem precisamos de uma extensão do Governo em Belém”

No encerramento da campanha de Marques Mendes esta quarta-feira, 14 de janeiro, em Vila Nova de Famalicão, o líder do PSD, Luís Montenegro subiu ao palanque para reforçar o seu apoio inequívoco ao candidato "laranja", rejeitando as críticas de quem estranhou a sua participação activa na corrida às presidenciais.

O atual primeiro-ministro afirmou-se como “herdeiro da cultura política e matriz ideológica de Sá Carneiro”, lembrando que o fundador do partido também se envolveu directamente em combates presidenciais.

“É um pouco estranho que os que andaram a invocar a sua memória não tenham capacidade para perceber isso. Estamos a fazer o que Sá Carneiro fez”, disse Montenegro, dirigindo-se aos críticos internos e externos que demonstraram “admiração” pela sua presença na campanha. O líder do PSD sublinhou a lealdade institucional de Mendes, notando que, tal como ele, o candidato nunca abandonou o partido apesar das divergências: “O presidente do PSD à Sá Carneiro não é aquele que amua e sai do partido para ir formar outro e apoiar outros candidatos”.

Desvalorizando as sondagens e o que chamou de “entusiasmos desmedidos” ou “demonstrações mais ou menos validadas” das intenções de voto, Montenegro mostrou-se confiante na reflexão dos eleitores até ao dia do sufrágio. “Ninguém sabe” como serão os resultados, frisou, acrescentando: “Tenho a certeza de que muitos portugueses estão ainda a avaliar a situação e vão fazê-lo até domingo. Essa avaliação será criteriosa, profunda e mal seria que o presidente do maior partido não desse o seu contributo”.

Para o líder do PSD, Marques Mendes é o candidato que demonstra maior “sobriedade” e capacidade de colocar os interesses do país “acima do interesse partidário”, traçando um paralelo direto com os mandatos de Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa.

Luís Montenegro aproveitou o discurso para marcar uma fronteira clara entre a candidatura de Mendes e as dos seus adversários. Acusou o PS, a IL e o Chega de tentarem utilizar o Palácio de Belém como uma plataforma de guerrilha política, transformando a função presidencial numa “extensão do seu trabalho na Assembleia da República”.

Segundo Montenegro, as propostas de outras candidaturas confundem-se com um “manifesto para eleições legislativas”, sendo meras repetições do que foi dito nos embates parlamentares. Em contraste, assegurou que o PSD não procura um aliado político submisso no Palácio de Belém.

“Não queremos nem precisamos de uma extensão do Governo em Belém”, rematou. “Quem queremos transportar é uma personalidade que dê segurança e estabilidade a Portugal”.

Gouveia e Melo não exclui formar partido se não for eleito

O candidato presidencial Gouveia e Melo não excluiu formar um partido, ou um movimento cívico, no caso de perder as eleições presidenciais, alegando que não pode pôr de parte no futuro participar num qualquer projeto político.

Esta hipótese foi admitida pelo ex-chefe do Estado-Maior da Armada em entrevista ao programa “Prova Oral”, com Fernando Alvim e com a jornalista Raquel Mourão Lopes, na Antena 3, que foi transmitido na terça-feira, 13 de janeiro.

Gouveia e Melo invocou experiência política que adquiriu nesta campanha eleitoral para a Presidência da República e disse: “Não ponho de parte qualquer projeto político de futuro, se isso estiver dentro da minha capacidade”.

 “Não é necessariamente criar um partido, pode ser um movimento cívico”, esclareceu, tendo em vista defender ideias que pretende “desenvolver na sociedade”.

Durante esta campanha eleitoral, Gouveia e Melo tem criticado a tentativa de partidarização da escolha do próximo Presidente da República.

“Estamos perante uma partidarização. Uma tentativa de os partidos no sentido de tomarem conta de mais um órgão de poder. Ou porque têm medo de um desequilíbrio que se crie, ou porque querem garantir um determinado equilíbrio. E não concordo com isso”, afirmou em Chaves, no passado domingo.

Lusa

Manuel João Vieira faz apelo público a todos os líderes partidários

Gouveia e Melo em campanha.
Vieira dirige-se a todos os líderes e pede o voto: “Os dirigentes dos vossos partidos confiam em mim”

Marques Mendes: "Quero ser o Presidente que vai defender a estabilidade para Portugal"

Marques Mendes fala aos apoiantes.
Marques Mendes fala aos apoiantes.FOTO: MIGUEL A. LOPES/LUSA

Luís Marques Mendes disse hoje que quer defender a “estabilidade a favor das pessoas” para permitir aumentar salários e pensões e baixar impostos, e avisou que para ser eleito tem de passar à segunda volta.

“Quero ser o Presidente que vai defender a estabilidade para Portugal, a estabilidade que permite aumentar salários, aumentar pensões e baixar os impostos. É a estabilidade a favor das pessoas, sobretudo do povo, que passa mais dificuldades”, afirmou.

A dois dias do final da campanha eleitoral, o candidato apoiado por PSD e CDS-PP passou pela sua terra natal, Fafe, no distrito de Braga, e voltou a apelar ao voto útil.

“Não pode haver grande dispersão de votos, tem de se concentrar votos. Há pessoas às vezes que dizem: ‘à segunda volta eu voto em si’. Não, tem de ser à primeira volta, porque se não for à primeira volta não há segunda volta”, avisou.

Falando aos apoiantes durante uma arruada, em cima de um banco de jardim, e com a ajuda de um megafone, Luís Marques Mendes referiu o facto de ter ao seu lado o presidente da Câmara, Antero Barbosa, eleito pelo PS, que o apoia nestas eleições, bem como outros antigos autarcas, para assinalar que “é assim” que quer “ganhar a eleição no próximo domingo”, com “pessoas à direita ou pessoas à esquerda”.

“Pessoas mais do centro-direita ou mais do centro-esquerda, pessoas que querem o melhor para Portugal. Eu quero unir todas estas pessoas, porque todas são importantes e Portugal precisa de todas. É este o meu objetivo, o objetivo de unir”, indicou.

O candidato defendeu também que Belém não precisa de “uma pessoa que anda permanentemente a mudar de ideias e de comportamentos”, mas sim de “uma pessoa experiente, estável, preparada, que não muda de opinião consoante as circunstâncias”.

“Que sabe muito bem onde tem a cabeça e que não anda aqui com exercícios de imaturidade ou de precipitação. É essa a minha atitude”, acrescentou, numa referência ao adversário João Cotrim Figueiredo.

Lusa

Seguro recusa manipulações e promete nunca estigmatizar territórios sobre a segurança

António José Seguro na Amadora
António José Seguro na AmadoraFOTO: JOSÉ COELHO/LUSA

António José Seguro reconheceu esta quarta-feira que há problemas de insegurança em Portugal, mas recusou estigmatizar territórios sobre esta questão e alimentar "manipulações" que levam à divisão entre os portugueses.

"Eu conheço o nosso país e sei que em algumas zonas há esses problemas de insegurança. Eu não vou estigmatizar nenhum território. Não contem comigo para isso", disse durante uma arruada na cidade da Amadora.

O candidato presidencial apoiado pelo PS criticou quem "se alimenta dos problemas" e, a partir desses, "cria dificuldades aos portugueses", dividindo-os.

"Não, eu não venho para fazer esse tipo de manipulações. Eu venho para unir. Eu quero ser o Presidente de todos os portugueses", reforçou.

Já sobre se a questão da segurança é uma realidade ou perceção, Seguro assinalou que "há pessoas que sentem esse problema", sendo obrigação dos políticos "dar resposta a essas pessoas".

"Nós só conseguimos mudar a realidade, conhecendo-a. Se nós não conhecemos a realidade, andamos todos a falar de coisas completamente à margem daquilo que as pessoas sentem", tinha já dito anteriormente, quando questionado sobre a reunião de hoje de manhã na PSP de Vila Franca de Xira (distrito de Lisboa), e sobre o tema da segurança ter entrado no seu discurso.

Lusa

Estudantes em mobilidade académica queixam-se de dificuldades para votar

Os estudantes portugueses em mobilidade académica internacional queixam-se de dificuldades para votar nas eleições presidenciais, defendendo mecanismos como o voto postal para cidadãos temporariamente no estrangeiro, segundo um comunicado da Erasmus Student Network (ESN) Portugal.

Enquanto organização representativa dos interesses dos estudantes em mobilidade internacional, a ESN Portugal manifestou a sua preocupação relativamente às dificuldades enfrentadas por estudantes portugueses em programas de mobilidade académica no exercício do seu direito constitucional de voto.

“As eleições presidenciais correntes voltam a evidenciar um problema estrutural do sistema eleitoral português: a inexistência de um enquadramento adequado para situações de mobilidade temporária, como é o caso dos estudantes em mobilidade, como o programa Erasmus+”, lê-se na nota.

Isto porque o voto presencial, obrigatório na escolha do Presidente da República português, se encontra frequentemente limitado às capitais dos países de acolhimento.

E, em relação ao voto antecipado, este “foi feito em períodos curtos, em dias úteis e em horários incompatíveis com obrigações académicas”.

“Para muitos estudantes, estas condições implicam deslocações longas, custos financeiros elevados ou a necessidade de faltar a atividades letivas obrigatórias. Em países onde não existe representação diplomática portuguesa permanente, o exercício do direito de voto pode inclusive exigir a deslocação a outro país”, segundo o comunicado.

A ESN Portugal defende medidas como “a criação de um regime específico de exercício do direito de voto para situações de mobilidade temporária académica através da possibilidade de voto postal em todas as eleições nacionais” e o “alargamento dos períodos de voto no estrangeiro”.

Preconiza ainda o reforço dos locais consulares e oficiais de votação, garantindo maior proximidade às comunidades portuguesas no estrangeiro.

Cerca de 11 milhões de eleitores residentes em Portugal e no estrangeiro estão recenseados para votar nas eleições presidenciais de domingo, em que concorrem um número recorde de candidatos, num total de 11.

Dos 11.039.672 eleitores, 1.777.019 votam no estrangeiro, 1.050.356 dos quais na Europa.

Lusa

António Filipe recusa comentar “correspondência alheia"

FOTO: ANDRE KOSTERS/EPA

O candidato presidencial António Filipe disse hoje que não se deve “violar a correspondência alheia” e recusou comentar a carta que Cotrim Figueiredo enviou a Luís Montenegro.

“A carta não me é dirigida e eu acho que nós não devemos violar a correspondência alheia. E, portanto, não vou responder a uma carta que não foi dirigida a mim”, afirmou o candidato apoiado pelo PCP e PEV, depois de desafiado a comentar a carta que Cotrim endereçou hoje a Luís Montenegro para que recomende ao PSD o voto na sua candidatura para evitar que André Ventura ou António José Seguro cheguem à Presidência da República.

Apesar da insistência dos jornalistas, António Filipe reforçou que não se considera destinatário dessa carta.

“E, portanto, não estou preocupado com a troca de correspondência que haja entre outros candidatos. Enfim, eles saberão o que responder uns aos outros”, salientou ainda, referindo que as interpretações das razões de Cotrim Figueiredo são “matéria de comentadores”.

O ex-deputado comunista, que falava em Lisboa, depois de um almoço com juristas, reafirmou estar apenas preocupado com a sua campanha, com a afirmação da sua campanha e com a construção de um “bom resultado” para domingo.

Quanto ao regresso do presidente do PSD e primeiro-ministro hoje à campanha de Luís Marques Mendes, disse ser “natural”.

“Assim como o secretário-geral do PCP, que é um dos partidos que me apoia, já participou na minha campanha, dirigentes do Partido Ecologista Os Verdes também já participaram, acho natural que o líder do PSD participe na campanha do doutor Marques Mendes”, afirmou.

Voltando ainda às posições que Cotrim Figueiredo tem assumido durante a campanha, António Filipe reafirmou que “revelam uma grande convergência com a política do Governo”.

“Basta ver, por exemplo, que foi um dos maiores entusiastas da proposta de pacote laboral. Quando ela foi apresentada, disse que aquelas medidas eram necessárias e se fosse o Presidente da República que as promulgava e, portanto, eu creio que faz parte do tal consenso neoliberal de que eu tenho vindo a falar ao longo desta campanha”, salientou.

Para reforçar que considera que não acha “estranho que ele tenha convergido com medidas do Governo”.

“Há uma convergência muito grande de políticas entre aquilo que defende João Cotrim Figueiredo e aquilo que o Governo tem vindo a pôr em prática na governação do país e converge aí com Marques Mendes, com outras candidaturas à direita e até mesmo com candidaturas ao centro”.

Quanto ao resultado esperado no domingo, referiu que “será aquilo que o povo decidir”.

“Aquilo que o povo decidir, obviamente, não vale a pena dizer que eu aceitarei o resultado, é evidente que sim. Mas, enfim, é o veredicto popular e eu estou cá para qualquer que seja o veredicto popular. E no dia a seguir às eleições estarei cá com a mesma determinação como que estou hoje. E, portanto, não mudarei de sítio e não mudarei de convicções nem de determinação”, frisou.

Gouveia e Melo diz que Montenegro vai à campanha por "perceção" de que Marques Mendes não vai à 2.ª volta

FOTO: JOSÉ SENA GOULÃO/ LUSA

Henrique Gouveia e Melo considerou hoje que o regresso do primeiro-ministro, Luís Montenegro, à campanha eleitoral, se deve à perceção de que o candidato apoiado pelo PSD não passará à segunda volta.

“Acho que o que motiva a entrada do primeiro-ministro na campanha é a perceção, eventualmente, que existe, que o dr. Luís Marques Mendes não vai chegar à segunda volta”, declarou Gouveia e Melo aos jornalistas, à saída de uma escola em Oeiras.

Questionado sobre se as suas alegadas suspeições em relação à idoneidade de Luís Marques Mendes, no início da campanha, o prejudicaram a si próprio, Gouveia e Melo recusou ter enfrentado o candidato ou ter dito que havia suspeições sobre si.

“O que eu disse é que ele devia esclarecer cabalmente quais eram os interesses que defendia e a sua verdadeira profissão. E, isso esclarecido perante a população portuguesa, ele faria o seu percurso. Eu acho que não fui prejudicado por isso”, sublinhou.

Para o ex-chefe do Estado-Maior da Armada, há momentos na vida política em que é necessário tocar em feridas: “E quando tocamos nessas feridas, não nos podem acusar de estarmos a fazer uma guerra suja ou seja o que for. Não. O tocarmos nas feridas é ser disciplinado”.

Insistindo em que nunca disse que Marques Mendes era desonesto ou fazia algo de ilegal, Gouveia e Melo reafirmou: “Eu só disse [referindo-se a Marques Mendes], por favor, diga o que é que faz. Diga à população portuguesa verdadeiramente o que é que faz”.

“E, pronto, eu acho que a população portuguesa percebeu. Ele [Marques Mendes] traz as suas estratégias e táticas eleitorais. Eu, se fosse a ele, teria dito claramente o que faria”.

Lusa

Ventura garante que quer usar magistratura de influência para mudar Constituição

FOTO: TIAGO PETINGA/LUSA

André Ventura disse hoje que, se for eleito, irá usar a magistratura de influência para mudar a Constituição, assegurou que aquela lei fundamental “não é a Bíblia” e que o país tem de se adaptar.

“Eu quero mesmo mudar a Constituição. Eu não ando a esconder-vos nada. Eu quero mesmo mudar a Constituição e quero incentivar o país” a essa mudança, afirmou André Ventura, que falava aos jornalistas antes de uma arruada na zona de Caxinas, em Vila do Conde (distrito do Porto).

Para o candidato apoiado pelo Chega, o Presidente da República “tem uma magistratura de influência única”.

Prometeu, por isso, que, caso seja eleito, irá usar o cargo para assegurar uma mudança da Constituição no Parlamento.

“Não é preciso os meus adversários andarem a dizer: ‘Ele vai mudar a Constituição’. Ouçam, leiam os meus lábios: Vou, vou”, vincou Ventura, que respondia ao candidato Gouveia e Melo que o acusava de querer alterar a lei fundamental da República Portuguesa.

Questionado sobre o porquê de querer incentivar uma mudança da Constituição, André Ventura considerou que aquele documento “não é a Bíblia”.

“A Constituição é dos anos 1970, tem de mudar e tem de se adaptar ao país de hoje”, disse, acusando os seus adversários de quererem “mandar o país para trás”.

O presidente do Chega salientou ainda que não vê “qual o extremismo” de querer tirar a nacionalidade a pessoas que cometeram crimes ou de criminalizar o enriquecimento ilícito.

Há quatro dias, numa ação de campanha na Guarda, André Ventura vincou que não queria romper com a Constituição da República Portuguesa (CRP).

“Eu não quero romper com a Constituição. Eu quero romper com a corrupção”, afirmou, na altura, o também presidente do Chega, que falava antes de uma arruada, usando essa frase noutras ações de campanha.

Apesar de na altura prometer não romper com a CRP, Ventura insistia na defesa de propostas inconstitucionais, como a proibição de financiamento para a construção de mesquitas, admitindo que não concordava “com muitas coisas” que a lei fundamental tem.

Na Guarda, o candidato afirmou que uma coisa é discordar da atual redação da Constituição e outra é a intenção de romper com o documento e o seu espírito.

“Isso é falso e o PS sabe que isso é falso. Está a querer pôr medo às pessoas”, disse, na altura, em resposta ao secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro.

Lusa

Cotrim Figueiredo insiste que Montenegro “faria um serviço à Nação” se o apoiasse

FOTO: PAULO NOVAIS/LUSA

 Cotrim Figueiredo insistiu hoje que o presidente do PSD, Luís Montenegro, “faria um serviço à Nação” se recomendasse o voto na sua candidatura, porque o que está em causa nestas eleições “não é uma brincadeira”.

“O senhor presidente do PSD faria um serviço à Nação se recomendasse o voto na minha candidatura”, persistiu o também eurodeputado, depois de manhã ter feito um apelo público a Montenegro para que recomendasse o voto em si para evitar ter um Presidente da República do PS ou Chega.

No final de uma visita à Queijadinha Pereira – Doçaria Conventual em Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, e embalado pelas últimas sondagens que o colocam em terceiro lugar na preferência dos eleitores, atrás de André Ventura e António José Seguro, respetivamente, Cotrim Figueiredo alertou que é importante que os portugueses percebam que só há três candidaturas com possibilidade de chegarem à segunda volta.

“António José Seguro, André Ventura e eu próprio”, enumerou.

E questionou: “Pergunto aos portugueses que não querem ter uma escolha entre André Ventura e António José Seguro na segunda volta como é que vão fazer?”.

Cotrim Figueiredo, que nos últimos dias se viu confrontado com uma denúncia de assédio sexual por uma ex-assessora parlamentar da IL e a dúvida sobre o eventual apoio a Ventura numa segunda volta, ressalvou que “a única hipótese e solução” que os portugueses têm é votarem na sua candidatura.

Chamando uma vez mais a atenção de Montenegro, o antigo líder da IL explicou que este apelo público não é uma forma de desviar atenções das polémicas, mas sim de consciencializar aquele para o que está em causa no domingo.

“Isto não é uma brincadeira. Portanto, se não quer correr o risco de ter António José Seguro na Presidência da República ou ter essa escolha entre António José Seguro e André Ventura, deve o próprio recomendar o voto na minha candidatura, sem desprezo pelo trabalho e pelo mérito de Marques Mendes”, reforçou.

Em sua opinião, é óbvio que Marques Mendes, candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP, não vai passar à segunda volta.

Por isso, os portugueses não podem ficar confrontados com uma escolha entre Ventura e Seguro.

“As pessoas talvez não tenham consciência de que o que se está a preparar é uma segunda volta entre António José Seguro e André Ventura. Deixem-me repetir, uma segunda volta entre António José Seguro e André Ventura. É esta a escolha que os portugueses querem?”, perguntou.

Depois de Montemor-o-Velho, Cotrim Figueiredo deveria seguir para a Figueira da Foz para se encontrar com o atual presidente da Câmara, Pedro Santana Lopes, mas acabou por alterar os planos devido à indisponibilidade daquele ex-primeiro-ministro social-democrata.

“O que se passou foi que Pedro Santana Lopes recebeu um convite para receber todos os candidatos no canal de televisão onde é comentador e, isso, obriga-o a ficar em Lisboa o tempo todo, inviabilizando o encontro na Figueira da Foz”, explicou.

Esse encontro foi substituído por uma troca de impressões com Santana Lopes, confidenciou Cotrim Figueiredo, revelando que ambos partilham a preocupação de terem de escolher entre Ventura e Seguro numa eventual segunda volta.

Lusa

Manuel João Vieira pede ao Metro de Lisboa para que "passe um bocado mais ao lado"

FOTO: MARCOS BORGA/LUSA

Manuel João Vieira criticou hoje a expansão do metro de Lisboa por considerar que coloca em risco o Jardim da Parada, em Campo de Ourique, e apelou para que seja construído "um bocado mais ao lado".

As obras de expansão da linha vermelha, segundo Manuel João Vieira, embora sejam no subsolo, vão colocar em risco as raízes das árvores centenárias que disse ter trepado muitas vezes quando ainda era criança.

"O que acontece é que o sistema radicular destas árvores se expande muito para além daquilo que pode ser observado e é isso que faz com que seja um perigo fazerem perfurações nesta zona", explicou, durante uma ação de campanha pelo bairro lisboeta.

As árvores "sofrem a possibilidade de morrerem com esta posição do Metro de Lisboa" e por isso apelou "às pessoas do metropolitano" para fazerem a construção "um bocado mais ao lado".

"Eu proporia outro local qualquer, se quiserem falar comigo, eu tenho várias ideias sobre o local e, no caso de ser eleito, vou também tentar convencer o Governo da nação para ver estes problemas", disse.

O candidato presidencial sublinhou que este não é um problema exclusivo de Campo de Ourique e que se passa um pouco por todos os bairros.

"Os habitantes são ultrapassados por poderes muito acima deles e que eles não podem controlar. Não sei exatamente que democracia é esta", continuou.

O músico dos Ena Pá 2000 defendeu ainda que a democracia tem o dever de valorizar as iniciativas e grupos de cidadãos como os habitantes de Campo de Ourique que recolheram assinaturas para proteger o Jardim da Parada.

"Acho que os grupos que se organizam devem ser valorizados e ser ouvidos e isso não está a acontecer: são os grandes poderes, as grandes corporações e o Estado que fazem orelhas moucas a esses grupos, que são os grupos que realmente estão em frente aos problemas e estão com a mão na massa", concluiu.

Momentos antes, o músico visitou uma loja de tecidos e recuperou uma das propostas de quando se candidatou em 2001, que compreendia "alcatifar Portugal".

Manuel João Vieira questionou Paulo Rodrigues, funcionário da loja, quanto custaria "alcatifar Portugal inteiro".

"10.000 'criptonotas' de Santo António", respondeu Paulo Rodrigues, referindo-se ao ativo financeiro que Manuel João Vieira pretende criar.

O candidato presidencial foi mais longe e prometeu dotar os portugueses com tecidos para se protegerem de eventuais bombardeamentos russos e disse-se disponível a doar tecidos à Ucrânia e "a toda a gente que precisasse" 

"Não é só na Ucrânia, é na Palestina também: tudo onde há gente a morrer por razões, enfim, estúpidas ou históricas, chamemos-lhe histórico-estúpidas", sublinhou.

No seu périplo, visitou ainda a papelaria "Eduardo dos Livros", um dos únicos sítios em Lisboa que disse continuar "praticamente intacto" face à pressão imobiliária que se faz sentir na cidade.

Defendeu ainda que o estatuto de "loja protegida" devia aplicar-se a esta papelaria que visita desde os três anos de idade.

Pelas ruas de Campo de Ourique, o candidato Vieira foi abordado por vários jovens que lhe transmitiam o seu apoio e pediam para tirar fotografias.

No final da sua ação de campanha criticou ainda a comunicação social, que acusou de favorecer os "candidatos do sistema".

"É uma questão de abrir a televisão ou ouvir a rádio, e nós vamos sempre ter em foco esses seis candidatos, que são os candidatos do sistema, de uma maneira bastante repetitiva. Eu diria mesmo tão repetitiva como um comentário de futebol de um jogo só, que se expande durante semanas e semanas", acrescentou.

Jorge Pinto diz que ver Seguro a falar da Constituição “mostra bem a validade” da sua candidatura

FOTO: LUÍS FORRA/LUSA

Jorge Pinto considerou hoje que ver António José Seguro a falar da defesa da Constituição “mostra bem a validade” da sua candidatura a Belém e reiterou que vai até ao fim nestas eleições.

Em declarações aos jornalistas, após uma reunião com a administração do Hospital de Faro, Jorge Pinto frisou que ver António José Seguro a falar da Constituição para apelar ao voto “já mostra bem a validade” da candidatura a Belém apoiada pelo Livre e voltou a alertar para os riscos de a direita avançar com uma revisão constitucional a qualquer momento.

“Que haja outras candidaturas que estão a ficar despertas desse risco, acho que só mostra bem a importância desta candidatura e a importância de dia após dia termos posto em cima da mesa este risco, porque ele é real”, acrescentou.

Sobre quem apoiará numa eventual segunda volta, Jorge Pinto não respondeu diretamente, voltando a apontar para a importância de defender a Constituição de uma eventual revisão feita à direita e a pedir mais definição aos candidatos sobre como farão a proteção da lei fundamental.

“É importante que os outros candidatos, em particular os que se assumem como defensores da Constituição - porque evidentemente não é a minha candidatura a única que é defensora da Constituição - digam como é que essa defesa vai ser feita, porque apenas com palavras bonitas nós não vamos conseguir defender a nossa democracia nem a nossa Constituição”, atirou.

Jorge Pinto voltou a ser inquirido sobre a possibilidade de desistir, uma vez que as desistências têm de ser apresentadas até hoje, mas repetiu que esse é um “assunto fechado” e que vai até ao fim.

Disse-se ainda surpreendido por ver comentadores políticos a falarem de eventuais desistências quando já votaram milhares de portugueses antecipadamente.

“Nós não estamos em 96. As únicas desistências que houve na história da nossa campanha - até por ser alguém apaixonado pela política, surpreendo-me que praticamente nenhum comentador tenha falado sobre isto - aconteceram num momento em que a diáspora portuguesa ainda não votava, os emigrantes portugueses ainda não votavam, num momento em que não havia voto antecipado”, acrescentou.

Questionado sobre se as sondagens devem ser interpretadas como uma intenção do eleitorado de esquerda de concentrar o voto em Seguro, Jorge Pinto afirmou que “respeita muito a inteligência dos eleitores” e que “nunca vai tentar atacar a inteligência dos eleitores a dizer que estão a reagir ou a votar de maneira A ou B por determinada razão”.

O candidato defendeu que os eleitores vão votar no domingo com “a sua inteligência e consciência” e que, por isso, até lá compete-lhe a si e a outros candidatos falar à “inteligência dos portugueses e dizer-lhes que façam bem o processo de reflexão”.

“Vamos continuar a marcar a agenda pela positiva, trazendo para cima da mesa os temas que interessam e alertando para os riscos, porque eles são reais, também que a nossa democracia enfrenta, incluindo também em questões como o SNS”, frisou.

Lusa

Catarina Martins ouviu administração do hospital Fernando da Fonseca e criticou "sabotagem" de Montenegro

Candidata presidencial apoiada pelo BE lamenta falta de investimento no Serviço Nacional de Saúde e pede intervenção do Presidente da República. Critica "ambiguidades" e o pacto de Seguro para a área.

Gouveia e Melo em campanha.
Catarina Martins ouviu administração do hospital Fernando da Fonseca e criticou "sabotagem" de Montenegro

Ventura acusa Montenegro de querer ser o “salva boias” de Marques Mendes

André Ventura afirmou hoje que Luís Montenegro, ao entrar novamente em campanha, procura ser “o salva boias” [salva-vidas] de Espinho para tentar ajudar a campanha de Marques Mendes.

“Lá tem que vir o salva boias, lá tem que vir o nadador de Espinho salvar a campanha do doutor Marques Mendes”, disse o candidato apoiado pelo Chega, numa referência ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, que foi nadador-salvador durante a sua juventude.

André Ventura falava em Vila do Conde, no distrito do Porto, reagindo ao anúncio feito hoje pelo candidato presidencial Luís Marques Mendes, que disse que o primeiro-ministro estará hoje novamente na sua campanha.

Para o também presidente do Chega, a presença de Montenegro “é uma entrada desesperada”.

Considerou que o líder do Governo deveria evitar fazê-lo e questionou se esse apoio será sequer positivo para Marques Mendes.

“Eu não sei se é bom para Luís Marques Mendes que Montenegro venha a seu auxílio”, notou, afirmando que a saúde está num “caos” e que vários setores se queixam de um Governo que “não está a fazer nada por eles”.

Na sua perspetiva, a presença do primeiro-ministro na campanha mostra que Marques Mendes “é o candidato do montenegrismo”, vincando que não quer o apoio do Governo, mas dos “homens e mulheres comuns, que sabem o que é que a vida está a custar”.

Lusa

Rui Moreira diz que Cotrim tem “dois amores”, um dia Ventura, no outro Montenegro

O mandatário nacional de Luís Marques Mendes considerou hoje que Cotrim Figueiredo tem “dois amores”, um dia André Ventura, no outro Luís Montenegro, e considerou “grave” que um candidato presidencial “se engane naquilo que quer para os portugueses”.

“Há outras campanhas, nomeadamente a Iniciativa Liberal, em que dizem que têm dois amores e que em nada são iguais. Um dia querem Ventura, no dia seguinte querem Montenegro”, afirmou Rui Moreira, que discursava num comício improvisado durante uma arruada em Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo.

O mandatário da candidatura de Luís Marques Mendes a Presidente da República considerou que “nada acontece por acaso”.

“Podem ser duas opções. Pode ter sido um engano, mas se é um engano, é grave que alguém que quer ser Presidente da República se engane naquilo que quer para os portugueses, naquilo que quer para as eleições”, criticou.

O ex-presidente da Câmara Municipal do Porto apontou que pode também ter acontecido que alguém disse a João Cotrim Figueiredo que “cometeu um grande erro” e aconselhou o também candidato presidencial a dar “o dito por não dito”.

“Nós só temos um amor”, salientando, dizendo não ter dúvidas de que “no domingo Luís Marques Mendes vai ser eleito Presidente”.

De seguida, o microfone passou para o candidato apoiado por PSD e CDS-PP, que continuou as críticas aos adversários.

“Temos um candidato que diz que não sabe muito bem onde é que tem a cabeça, temos outro candidato que agora à última hora diz que quer ou admite criar um partido. Esta gente não anda a pensar em Portugal, esta gente anda só com exercícios de imaturidade e precipitação”, acusou, defendendo que “Portugal precisa, além de estabilidade para as pessoas, de um Presidente previsível, estável, que dá segurança, que dá confiança”.

Luís Marques Mendes considerou também estar “tudo em aberto” na eleição do próximo domingo e defendeu que “vale a pena este esforço final”.

“Não é importante, é mesmo decisivo”, salientou, acrescentando: “Estamos na reta final e não é apenas para competir, é mesmo para ganhar”.

Nesta praça no centro da vila, e falando aos apoiantes do cimo de umas escadas, Luís Marques Mendes afirmou que “as sondagens, mesmo que falhem, o que dizem é que só metade dos cidadãos inquiridos tem o seu voto fidelizado, o resto está tudo em aberto, até admitem mudar”.

O candidato salientou também que “ainda há cerca de 15% ou mais de indecisos” e “há mesmo uma candidatura em que metade dos eleitores dizem que podem mudar o seu sentido de voto”.

Marques Mendes voltou a dizer que quer ser “o Presidente da estabilidade e da previsibilidade” e defendeu ser “diferente de todos os outros”:

“Não tenho uma opinião à segunda, quarta e sexta e tenho uma opinião contrária à terça, quinta e sábado”, indicou.

Luís Marques Mendes foi levado em ombros no arranque desta arruada, que começou junto ao Mercado Municipal de Arcos de Valdevez, enquanto os apoiantes gritavam “vitória, vitória”.

Durante a arruada, houve também um momento de alguma tensão depois de dois lesados do BES terem abordado Marques Mendes. A equipa de segurança do candidato aproximou-se, colocando-se à frente de um repórter de imagem, o que depois gerou alguma confusão e empurrões.

Mais à frente, o chefe de segurança, e também o candidato, foram pedir desculpas ao repórter de imagem da TVI/CNN Portugal.

Lusa

Seguro diz que carta que escreve "todos os dias" é aos portugueses

António José Seguro disse que a carta que escreve “todos os dias” é aos portugueses e que é Luís Montenegro que tem de responder à missiva que recebeu de João Cotrim Figueiredo.

“Eu não recebi nenhuma carta. Senão, responderia por educação às cartas. Portanto, quem recebe as cartas é que deve responder às cartas. Não é o meu caso”, respondeu o candidato apoiado pelo PS quando questionado sobre o pedido que o seu opositor apoiado pela IL fez a Montenegro para que recomende ao PSD o voto na sua candidatura.

Questionado sobre se gostaria de ter o apoio do primeiro-ministro numa eventual segunda volta, Seguro desviou e respondeu que a carta que escreve “todos os dias é a cada portuguesa e a cada português” a apelar ao seu voto.

“Porque sou o único democrata que defende o Estado social, a saúde pública, a escola pública, a nossa Constituição, que pode passar à segunda volta”, defendeu.

Perante a insistência sobre se gostaria de ter o apoio do primeiro-ministro, o candidato presidencial apoiado pelo PS disse que não se confundia. “Eu considero que o apoio que eu procuro é o apoio de cada portuguesa e de cada português. Venham eles de onde vierem, da esquerda, da direita, do centro”, reiterou.

Seguro comprometeu-se a ser um “Presidente moderado, mas exigente”. “Eu não venho para manter tudo na mesma, eu venho para mudar. Para mudar para melhor”, disse.

O candidato presidencial Cotrim Figueiredo pediu hoje a Luís Montenegro que recomende ao PSD o voto na sua candidatura para evitar que André Ventura ou António José Seguro cheguem à Presidência da República.

Lusa

Mendes acusa Cotrim de “exibicionismo” e anuncia presença de Montenegro na sua campanha

O candidato presidencial Luís Marques Mendes acusou Cotrim Figueiredo de fazer “número político” e de exibicionismo com nova carta a Luís Montenegro, respondendo que o líder do PSD estará hoje novamente na sua campanha.

À chegada a Arcos de Valdevez (distrito de Viana do Castelo), o candidato apoiado por PSD e CDS-PP foi questionado sobre o apelo público lançado pelo candidato apoiado pela IL para que Luís Montenegro recomende ao PSD o voto na sua candidatura para evitar que André Ventura ou António José Seguro cheguem à Presidência da República.

“Acho que isto é um número político, é mais um número. Não é muito para levar a sério, portanto, não levo a sério. É um número político, é um exibicionismo, é um espetáculo”, afirmou Marques Mendes, sem mais comentários.

O candidato acrescentou ter uma novidade para transmitir à comunicação social: “É que Luís Montenegro vai estar hoje na minha campanha. Luís Montenegro, às 18h00, vai estar comigo a apoiar-me, como é normal e habitual e como já estava previsto, em Famalicão, às seis da tarde. Isso é que é importante”, salientou.

Seguro reúne-se com sindicalista da PSP e agradece às forças de segurança

António José Seguro reuniu-se numa esquadra da PSP com o subintendente e sindicalista Bruno Pereira, agradeceu o trabalho das forças de segurança, mas rejeitou leituras sobre captação de eleitorado, numa ação de campanha que não estava prevista.

"Vim expressar o meu reconhecimento e a gratidão aos profissionais de segurança pública do nosso país, neste caso à PSP. Eu já tinha falado com o representante dos Oficiais da GNR, porque estes profissionais trabalham todos os dias para garantir a nossa segurança, a proteção das nossas vidas e a proteção dos nossos bens", disse António José Seguro à saída da esquadra da PSP de Vila Franca de Xira.

O candidato presidencial foi recebido pelo subintendente Bruno Pereira, presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia (SNOP), com quem se reuniu durante cerca de meia hora e discutiu "os problemas que atravessam neste momento as corporações, as reivindicações que têm", tendo também uma "conversa mais global sobre as questões de segurança" no país.

"Tenho um respeito enorme pelas polícias deste país, pelas forças de segurança e vim expressá-lo. Como também tenho um respeito enorme pelas forças armadas e também já tive a oportunidade de visitar uma base naval e uma base aérea", recordou.

À saída, e questionado pelos jornalistas sobre se a sua aparição numa esquadra está relacionada com a captação de eleitorado do adversário André Ventura, presidente do Chega, Seguro respondeu que não tem "a ver com o eleitorado", mas sim "com o Estado de Direito democrático".

"O Estado de Direito tem que se reforçar e nós temos que garantir que cada agente tem, digamos, a certeza de que o Estado confia neles como homens e mulheres que agem ao serviço da lei", apontou.

Para Seguro, o tema da segurança "não tem quadrante político" e é "essencial para que as pessoas vivam a liberdade, para que as pessoas façam aquilo que é a sua vida, quer do ponto de vista pessoal, quer do ponto de vista profissional".

"As forças de segurança, neste caso a PSP, são essenciais para proteger os nossos bens e para proteger as nossas vidas. Volto a dizer, eu que sou um amante da liberdade, mas só há liberdade verdadeiramente quando nós podemos exercê-la em condições de segurança", reiterou Seguro após ter transmitido a mesma ideia no discurso da noite de terça-feira no Barreiro (distrito de Setúbal).

Lusa

Seguro pede a portugueses que evitem "um pesadelo" e coloquem "um democrata" na segunda volta

FOTO: JOSÉ COELHO/LUSA

António José Seguro pediu hoje aos portugueses que “evitem um pesadelo” nas eleições presidenciais de domingo e apelou à concentração de votos na sua candidatura para garantir que um democrata passe à segunda volta.

“Aquilo que eu peço a cada portuguesa e a cada português é que evitem um pesadelo. E, para evitarem um pesadelo na noite de dia 18 para dia 19, e dormirem bem, é garantir que um democrata possa passar à segunda volta, que é o meu caso”, apelou o candidato presidencial apoiado pelo PS no arranque do dia de campanha durante uma visita ao mercado de Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa.

Um dia depois da sondagem que o coloca em segundo lugar, muito próximo do candidato apoiado pelo Chega, o pedido de Seguro foi para que os portugueses “pensem bem”, porque defendeu que só um voto em si é que pode “eleger um Presidente democrata, moderado, que quer ser o Presidente de todos os portugueses e que é um defensor da Constituição da República”.

“A minha responsabilidade é de apelar a cada portuguesa e a cada português para concentrar os votos na minha candidatura para que a democracia passe à segunda volta”, referiu.

Questionado sobre se está a fazer, insistentemente, avisos de que as sondagens não ganham eleições porque teme que os votos da esquerda dispersem por estar bem posicionado nessas pesquisas de opinião, o candidato apoiado pelo PS explicou que a sua preocupação foi porque sentiu "uma euforia nos últimos dias a dizer isto está a ganho".

"Ora, não está a ganho. As sondagens não ganham eleições. Quem ganha eleições e elege presidente são os portugueses. Cada portuguesa e cada português com o seu voto é que vai decidir e, aquilo que é a minha responsabilidade como democrata, como defensor da Constituição, como defensor do Serviço Nacional de Saúde e defensor da escola pública, é dizer às pessoas pensem bem, porque só o voto no Seguro é que pode garantir a passagem à segunda volta e eleger um presidente democrata, moderado", enfatizou.

Segundo o candidato apoiado pelo PS, "a escolha é muito simples".

"Quem quer o radicalismo e o extremismo, vota nesse candidato. Quem quer a moderação, a defesa da Constituição, a democracia com qualidade, um Serviço Nacional de Saúde que responda a tempo e horas aos portugueses, vota em mim", disse, referindo-se a André Ventura, mas sempre sem dizer o seu nome. 

Seguro respondeu aos jornalistas que nunca apelou "à desistência de ninguém".

"Eu apelo é aos portugueses e acredito no bom senso dos portugueses. E acredito que os portugueses, no próximo domingo, sabem que há uma escolha. Ou um candidato de extrema-direita ou um candidato moderado", enfatizou, sublinhando que para si nenhum eleitor está perdido.

Lusa

Gouveia e Melo está "angustiado" com os riscos da escolha de um mau Presidente

O candidato presidencial Gouveia e Melo manifestou-se esta quarta-feira, 14 de janeiro, angustiado com a escolha do próximo chefe de Estado, por além de considerar Cotrim Figueiredo subserviente ao Governo, defendeu que votar André Ventura, “que não quer ser Presidente”, é um desperdício.

Gouveia e Melo assumiu estas posições em declarações após ter visitado o mercado de Alvalade, em Lisboa, que estava quase sem clientes. O ex-chefe do Estado-Maior da Armada voltou a desvalorizar as sondagens que o colocam fora de uma segunda volta das eleições presidenciais, mas dramatizou quando deixou a seguinte mensagem: “Estou verdadeiramente angustiado com o que se passa, porque acho que podemos correr o risco de escolher um mau Presidente da República”.

“E é isso que eu ponho na consciência dos portugueses. Quando falam em voto útil, por favor, não pensem em partidos”, apelou.

Deixou a seguir uma farpa que, aparentemente, foi dirigida ao seu adversário António José Seguro: “As pessoas não devem confundir pose com a substância que é necessária na nova Presidência da República”.

Gouveia e Melo também comentou indiretamente as sondagens que colocam o presidente do Chega em primeiro lugar nas eleições de domingo.

“Não desperdicem o voto em quem não quer ser Presidente, na verdade. Esse sim [André Ventura] está numa lógica totalmente partidária, sem sequer ter o objetivo real da presidência”, sustentou.

Em relação ao presidente do Chega, o almirante voltou a manifestar a sua convicção de que não vencerá as eleições presidenciais, mesmo que passe a uma segunda volta.

Porém, se vencesse, de acordo com Gouveia e Melo, “havia sérios riscos de existir uma mudança revolucionária, com uma rutura constitucional”, colocando em causa a democracia.

Lusa

Gouveia e Melo e a carta de Cotrim: "Mostra uma subserviência que não é boa na Presidência da República"

Henrique Gouveia e Melo já veio criticar a iniciativa de Cotrim Figueiredo de escrever ao presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerado ser um dos riscos de Portugal ter um chefe de Estado com o perfil do eurodeputado liberal.

“Não vou escrever cartas a primeiros-ministros para dizer que estou alinhado, porque isso mostra uma subserviência que não é boa na Presidência da República. O Presidente da República tem de ser verdadeiramente independente. Um Presidente não começa a dizer ao primeiro-ministro: eu vou ser subserviente”, acentuou.

Cotrim Figueiredo escreveu a Montenegro a pedir apoio do PSD

João Cotrim de Figueiredo escreveu uma carta a Luís Montenegro em que lhe pede o apoio do PSD nas eleições presidenciais de domingo. O candidato refere os resultados das sondagens mais recentes para dizer que "estamos agora numa corrida a três para a segunda volta do sufrágio" e para instar o líder do PSD a deixar cair Luís Marques Mendes.

"Sei que mudar o sentido de uma decisão destas exige coragem, mas, como nos ensinou Francisco Sá Carneiro, 'Primeiro o país, depois o partido e, por fim, a circunstância pessoal de cada um'”, diz a carta.

Leia mais no link em baixo.

Gouveia e Melo em campanha.
Cotrim escreve a Montenegro a pedir apoio do PSD. É "óbvio" que Marques Mendes "não vai conseguir lá chegar"

Bom dia, a quatro dias das eleições presidenciais, os candidatos continuam a sua campanha, marcada nas últimas horas sobre a polémica em torno das acusações de assédio sexual ao candidato João Cotrim Figueiredo, que entretanto enviou uma carta ao líder do PSD, Luís Montenegro, a pedir o apoio dos sociais democratas.

Gouveia e Melo em campanha.
Alegação de assédio na IL. Partido não esclarece se existiu denúncia interna

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