O Conselho Nacional do Chega decidiu por unanimidade que a reforma laboral e a reforma do Estado apresentadas pelo Governo de Luís Montenegro, "tal como estão, não podem contar com o voto favorável do partido".Na reunião do Conselho Nacional, que decorreu na noite desta quinta-feira (21 de maio), no Fórum Lisboa, ouviram-se críticas ao "ataque aos trabalhadores e às mães trabalhadoras" que os dirigentes do Chega consideram existir na proposta de alterações ao Código do Trabalho entregue na Assembleia da República. Segundo um comunicado da direção nacional do Chega, no que toca à reforma do Estado "ficou claro que se trata de uma reforma que mais não faz do que facilitar a corrupção".Por outro lado, a Convenção Nacional do Chega, que esteve anunciada para 8, 9 e 10 de maio, foi adiada para o último trimestre deste ano. A decisão foi tomada por unanimidade, no Conselho Nacional do partido de André Ventura, realizada nesta quinta-feira no Fórum Lisboa, onde também funciona a Assembleia Municipal de Lisboa.Na mesma reunião, os conselheiros nacionais do Chega decidiram que as eleições para as estruturais distritais vão decorrer a 28 de junho, enquanto os atos eleitorais para as estruturas regionais dos Açores e da Madeira ficam agendados para 5 de julho.A possibilidade de a Convenção Nacional ser adiada para a rentrée estava a ser admitida por dirigentes do partido, mas a eleição dos novos órgãos do Chega só irá ocorrer entre os meses de outubro e dezembro. E poderá continuar a ser considerada inválida pelo Tribunal Constitucional, tal como tem acontecido com reuniões anteriores, pois os juízes conselheiros do Palácio Ratton defendem que teriam de ser convocadas pelos membros do Conselho Nacional que foram eleitos em 2019, incluindo muitos que entretanto se afastaram do partido..André Ventura confirma que se recandidata à liderança do Chega.Ventura pede aos militantes responsabilidade e unidade em torno da sua liderança