O líder do Chega, André Ventura, confirmou nesta terça-feira que se irá recandidatar à presidência na próxima convenção nacional do partido, que deverá decorrer a 8, 9 e 10 de maio, em lugar ainda não anunciado, e que será decidido na próxima reunião do Conselho Nacional. Esse congresso eletivo e estatutário, tornado necessário depois de o Tribunal Constitucional ter considerado inválidos os resultados da sexta convenção nacional, realizada em Viana do Castelo, em janeiro de 2024, poderá implicar a entrada na direção nacional de militantes que se juntaram ao partido nos últimos anos, mas Ventura afastou a hipótese de implicar alterações de fundo e moderação do discurso.Recusando a ideia de ver o partido que fundou em 2019 transformar-se “numa espécie de PSD um pouco mais firme”, Ventura defendeu que “Portugal precisa de um partido popular abrangente, de rotura e antissistema”. E reiterou que “aquilo a que os partidos do sistema chamam moderação é uma aproximação ao conluio de interesses e à corrupção instalada que temos em Portugal há 50 anos”.Desde a última convenção nacional, o Chega passou a ter o segundo maior grupo parlamentar, elegendo 60 deputados nas eleições legislativas de 2025, conquistou a presidência de três câmaras municipais (Albufeira, Entroncamento e São Vicente) e viu o seu fundador passar à segunda volta das presidenciais de 2026, com 1.739.745 votos (33,17%), o que levou André Ventura a dizer que se tornou o “líder da direita portuguesa”.Entre outros objetivos da convenção nacional, André Ventura disse que procurá alterar os estatutos para “modernizar o partido face aos seus novos desafios”.