Pedro Morais Soares é o vereador do CDS na Câmara de Cascais.
Pedro Morais Soares é o vereador do CDS na Câmara de Cascais.Foto: CDS-PP

CDS afasta ruptura com o presidente da Câmara de Cascais devido a acordo com o Chega

Centristas dizem que a atribuição de pelouros é competência exclusiva do presidente, mas discordam da integração de Rodrigues dos Santos. E esperam que não comprometa a estabilidade institucional.
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A concelhia de Cascais do CDS declarou nesta quarta-feira, 25 de fevereiro, que o partido irá manter-se no executivo municipal, apesar de ser contra a atribuição de pelouros ao Chega, decidida pelo presidente da autarquia, o social-democrata Nuno Piteira Lopes.

"Embora o CDS-Cascais discorde da decisão tomada pelo presidente da Câmara relativamente à integração de membros de outro partido no executivo municipal, reconhece que a definição da composição do executivo e a atribuição de pelouros constituem prerrogativas exclusivas das competências do presidente da Câmara Municipal, no âmbito das suas funções institucionais", lê-se num comunicado da concelhia centrista.

A coligação entre PSD e CDS venceu as eleições autárquicas em Cascais no ano passado, mas perdeu a maioria absoluta detida nos mandatos anteriores, o que levou Nuno Piteira Lopes a começar por atribuir pelouros aos dois vereadores eleitos pelo PS, João Ruivo e Alexandra Carvalho. No entanto, foi revelado nesta segunda-feira que chegou a acordo para integrar o eleito do Chega João Rodrigues dos Santos, dando-lhe os pelouros da Anticorrupção e Transparência e da Atividade Física e Desporto - e o outro vereador desse partido, Pedro Teodoro dos Santos, passou a integrar a Comissão de Acompanhamento e Fiscalização do Contrato de Concessão das Águas de Cascais -, o que levou os dois socialistas a deixarem o executivo.

Perante as dúvidas quanto à posição do vereador centrista, Pedro Morais Soares, o CDS declarou que "não está, nem esteve envolvido em qualquer acordo político" com o Chega para a atribuição de pelouros na Câmara de Cascais, "nem participou em quaisquer negociações nesse sentido". No entanto, o partido garante que "encara com respeito a decisão expressa pelos eleitores" e que "continuará focado no trabalho junto das populações, na defesa dos interesses do concelho e na atençao permanente às suas necessidades", afastando um cenário de ruptura com Piteira Lopes.

O também secretário-geral do CDS Pedro Morais Soares tem os pelouros das Relações Internacionais, Desenvolvimento Social, Promoção de Saúde, Proteção de Crianças e Jovens, Igualdade de Género e Inovação Social e Educação, Promoção do Talento e Juventude. Em mandatos anteriores presidiu a União de Freguesias de Cascais e Estoril, atualmente liderada pelo também centrista Francisco Kreye (anterior vereador da Câmara de Cascais), enquanto o ex-ministro centrista Pedro Mota Soares se mantém na presidência da Assembleia Municipal de Cascais.

A concelhia do CDS defende que o partido "foi sempre um fator de estabilidade e um parceiro leal da governação" do município, mas deixa um aviso a Nuno Piteira Lopes, dizendo esperar que as alterações no executivo municipal "não comprometam a necessária estabilidade institucional para o cumprimento dos compromissos assumidos com a população de Cascais".

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