Na véspera de reunião do Secretariado Nacional da UGT, que decorrerá na quinta-feira, a eurodeputada Catarina Martins é uma das promotoras de um evento de discussão sobre direitos laborais que tem como ponto de partida o argumento de que as medidas de austeridade e as chamadas retirada de direitos aos trabalhadores têm impactos negativos na economia. Em Bruxelas, esta quarta-feira, presidentes, secretários-gerais e dirigentes de sindicatos e Comissões de Trabalhadores, alguns deles pertencendo à CGTP e UGT, mas também independentes, estarão no Parlamento Europeu para recolher perspetivas e dar contributos quanto à política para o trabalho na Europa, vincando na descrição do evento a importância da "transformação do trabalho deve caminhar para uma visão partilhada de dignidade e solidariedade." De acordo com o Bloco de Esquerda, estão representantes do Sindicato Nacional do Ensino Superior, Aviação Civil, Funcionários Judiciais, Trabalhadores do Comércio, Telecomunicações, CTT, da Volkswagen Autoeuropa, RTP, Bosch ou Federação Nacional dos Médicos, para citar alguns. De destacar, entre bloquistas presentes, José Soeiro, sociólogo e da direção da FLUP e Francisco Alves, coordenador nacional do Trabalho do BE.No documento introdutório a que o DN teve acesso, o grupo parlamentar The Left, o GUE/NGL, onde está a eurodeputada do BE e João Oliveira, do PCP, detalha o que considera bons exemplos para o caminho que entende ser o mais frutuoso. É recordada a adaptação da semana de quatro dias de trabalho no Reino Unido, em South Cambridgeshire, que passou de teste em 2023 a permanente em 2025. São lembradas as primeiras medidas para dar condições aos trabalhadores de plataformas em Espanha, com férias, descontos e representação sindical. É ainda mencionado o acordo coletivo obtido na Dinamarca, e consequente supervisão, para evitar a exploração de imigrantes ou a posteriores despedimentos em massa quando estes deixam de ser necessários.Como se sabe, a alteração ao código laboral em Portugal tem também sido tema levado a discussão na Europa e os eurodeputados Catarina Martins e João Oliveira, no The Left, já tinham expressado preocupação com as medidas que consideram ir em sentido contrário à previsibilidade do trabalho e à diminuição da precariedade..João Oliveira vê luta contra a pobreza dependente de opções de política pública.Catarina Martins luta em Bruxelas por 'stock' europeu e mais acessível de medicamentos comuns