José Luís Carneiro recandidata-se à liderança do PS.
José Luís Carneiro recandidata-se à liderança do PS. MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Carneiro recandidata-se no Congresso do PS de final de março

Secretário-geral tem convicção de continuar a liderar o partido e não se esperam, pelo que o DN pôde saber, oposições de vulto. Evento será em Viseu, capital de distrito conquistada em outubro.
Publicado a
Atualizado a

Tal como o DN avançara (ler mais aqui), José Luís Carneiro vê pacificação interna e é recandidato à liderança do Partido Socialista. O secretário-geral, que está a caminho dos sete meses como líder do PS, avança ao próximo Congresso sem ter a previsão de grande oposição.

Neste próximo sábado haverá Comissão Nacional, que servirá também para aprovar as datas de 27, 28 e 29 de março para o Congresso. O mandato do secretário-geral terminava em dezembro, dado ter substituído Pedro Nuno Santos por pedido de saída do anterior líder, e agora será tempo de se convocarem diretas no PS.

A intenção era fazer a reunião no final de fevereiro, mas dada a segunda volta eleitoral das Presidenciais, o partido considerou ser benéfico esperar um pouco mais para que outros socialistas pudessem também organizar, eventualmente, listas a concurso. "Só José Luís Carneiro disse que se candidataria, o que é mais ou menos óbvio, mas é sempre bom quando há mais discussão interna", explica ao DN Luís Parreirão, do Secretariado Nacional do PS.

O evento será acolhido em Viseu pelo presidente da Câmara João Azevedo, edil que terminou com a longa duração de mandatos sociais-democratas na capital de distrito. De acordo com o que foi possível saber, o PS e Carneiro em concreto pretendem descentralizar as reuniões e valorizar a chegada a todo o território.

As leituras políticas das Presidenciais não revelam euforia. "Não confundimos eleições regionais com Presidenciais ou Legislativas, mas há aqui uma situação politicamente diferente", diz Luís Parreirão, que concorda que nas Autárquicas, apesar de perder a liderança da Associação Nacional de Municípios, o "baque" não foi tão grande como as Legislativas indicavam e que agora a chegada à segunda volta de Seguro pode ser um indicador positivo.

"A grande lição desta votação é que ninguém é dono dos votos. Os cidadãos fazem a sua opção eleição a eleição", comenta, vendo "um perigo efetivo" devido à "fixação de um certo eleitorado da extrema-direita". Para o combater pede "alternativa." "Sempre que partidos procuram não confrontar a extrema direita perdem", advoga o socialista.

Quanto ao facto de o PSD não declarar apoio a Seguro numa luta contra Ventura, Parreirão diz não "estranhar"; prefere, sim, usar o verbo "lamentar." "O silêncio de qualquer democrata com responsabilidades deve ser analisado. Temos de saber se esse silêncio é de neutralidade ou de cumplicidade", completa.

À margem das Presidenciais e das diretas, José Luís Carneiro enviou uma carta ao Partido Socialista Espanhol e ao embaixador de Espanha em Portugal e a assessoria de Imprensa do secretário-geral adianta que Carneiro escreveu que "Portugal e Espanha partilham laços históricos, humanos e de amizade profunda, pelo que acompanha com particular proximidade e sentimento esta perda que atinge o vosso país." "O PS manifesta o seu sentido pesar a todo o povo espanhol", conclui em reação ao acidente ferroviário que, às 12h00 desta segunda-feira, tinha 39 mortes registadas.

José Luís Carneiro recandidata-se à liderança do PS.
José Luís Carneiro ao DN: ”Sinto o PS unido num caminho muito difícil”
José Luís Carneiro recandidata-se à liderança do PS.
José Luís Carneiro faz meio ano de liderança do PS e vê pacificação interna

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt