O Bloco de Esquerda pede uma auditoria independente, feita pela Inspeção-Geral de Finanças, às nomeações de Carlos Moedas desde o início do mandato na Câmara Municipal de Lisboa. O pedido surge na sequência da polémica com Mafalda Livermore, namorada do vereador do Chega Bruno Mascarenhas que foi nomeada para os serviços sociais de Lisboa e que acabou por ser exonerada na sequência de uma reportagem da RTP que denunciava que esta alugava habitações clandestina a imigrantes e era suspeita de alegada usurpação de funções ao oferecer serviços jurídicos. Mas o Bloco suspeita que outras nomeações tenham resultado de articulação entre Carlos Moedas e o Chega."Não terá sido, com certeza, nas Páginas Amarelas, que Carlos Moedas conheceu Mafalda Livermore. Tanto quanto se sabe, foi indicada por ser militante do Chega. Mas, tendo em conta as declarações dos deputados e dirigentes do Chega, dizendo que foram negociados outros cargos, é necessário saber quais são. E, se Carlos Moedas não responde às perguntas formais e às perguntas feitas por vereadores na Câmara Municipal de Lisboa, só nos resta, a bem da transparência, apresentar uma proposta para que haja uma auditoria da IGF às nomeações neste mandato, para saber se houve troca de favores em troca de votos", disse Ricardo Moreira, vereador em substituição do BE, à TSF.A auditoria poderá contudo ser chumbada, já que a esquerda está em minoria. Na quarta-feira, Carlos Moedas garantiu: "Não tenho nenhuma coligação com o Chega, nem nunca terei". O autarca recordou que exonerou Mafalda Livermore e disse que as implicações da exoneração e desfiliação da agora ex-militante do Chega no mandato de Bruno Mascarenhas nada têm a ver consigo. "Isso é um problema do Chega", disse..Carlos Moedas: "Não tenho nenhuma coligação com o Chega, nem nunca terei".Militante do Chega exonerada de funções na Câmara de Lisboa