O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, recusou-se a comentar a possibilidade de o vereador Bruno Mascarenhas perder a confiança do partido de André Ventura, que o apresentou como cabeça de lista nas autárquicas de 2025. "Não tenho nenhuma coligação com o Chega, nem nunca terei", disse Moedas.Questionado pela RTP, durante o exercício do simulacro de tsunami realizada na manhã desta terça-feira, 24 de março, o presidente da Câmara de Lisboa recordou que exonerou Mafalda Livermore, ex-militante do Chega e alegada namorada de Mascarenhas, que fora nomeada administradora dos Serviços Sociais da autarquia, "quando soube dos factos" relativos a suspeitas de aluguer de habitações clandestina a imigrantes e alegada usurpação de funções ao oferecer serviços jurídicos.Moedas disse que as implicações da exoneração e desfiliação de Mafalda Livermore no mandato de Bruno Mascarenhas nada têm a ver consigo. "Isso é um problema do Chega", disse.Nas autárquicas de 2025, a coligação Por Ti, Lisboa (PSD-CDS-Iniciativa Liberal) foi a mais votada, reelegendo Carlos Moedas para um segundo mandato à frente da autarquia da capital. No entanto, só garantiu maioria no executivo municipal após atribuir pelouros à vereadora Ana Simões Silva, número dois da lista do Chega, que passou a independente em confronto aberto com Bruno Mascarenhas..Bruno Mascarenhas quer liderar distrital de Lisboa do Chega.Mafalda Livermore desfilia-se do Chega