Cerca de 50 embarcações foram intercetadas por Israel em dois dias.
Cerca de 50 embarcações foram intercetadas por Israel em dois dias.FOTO: TONI ALBIR/EPA

BE e Livre avançam com votos de condenação ao ministro israelita por violação de direitos humanos

Partidos citam comunicado de Rangel para pedir à Assembleia que expresse a revolta com as interceções de embarcações. Primeiro-ministro disse poder apoiar suspensão parcial do acordo da UE com Israel.
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O Bloco de Esquerda e o Livre avançaram esta quarta-feira, 20 de maio, com ações no Parlamento contestando a ação do ministro da Segurança Nacional Israelita, Itamar Ben Gvir, pela violação da dignidade humana dos ativistas da Flotilha Humanitária, entre eles dois médicos portugueses.

Os dois partidos de esquerda solicitam um "voto de condenação". O Bloco de Esquerda, por Fabian Figueiredo, vincou que Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros português "condenou a ação e a partilha de imagens nas redes sociais", citando mesmo o ministro quanto à “humilhante violação da dignidade humana” e o “comportamento intolerável do ministro israelita Ben Gvir”, mencionando no projeto entregue no Parlamento que "é dever da Assembleia da República expressar a sua condenação."

O Livre cita que "pela sua gravidade, foi até condenada pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Sa’ar", mencionando a acusação ao colega de governo de poder "enfraquecer a posição de Israel a nível internacional." O partido de Rui Tavares e Isabel Mendes Lopes refere que "toda e qualquer ação ilegal que viole qualquer direito, incluindo o Direito Internacional e o Direito Internacional Humanitário, merece a mais veemente condenação", prosseguindo no projeto com a intenção de que a Assembleia da República "condene a interceção ilegal da Flotilha Global Sumud e o tratamento degradante e humilhante dado aos cidadãos que a integravam." Ao final da noite de quarta-feira, havia a informação de que seriam na sexta-feira votadas em Parlamento as iniciativas.

Recorde-se que o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, condenou a ação de Israel contra ativistas e adiantou até poder apoiar a suspensão parcial do acordo da União Europeia com Israel, uma posição mais assertiva em comparação às interceções anteriores, nomeadamente quando também outros portugueses (Miguel Duarte, Mariana Mortágua e Sofia Aparício) estavam a bordo, ainda em 2025.

“Portugal já tem manifestado a sua disponibilidade para uma suspensão parcial do acordo com Israel. Veremos nos próximos encontros se há alguma evolução nesse domínio”, anunciou em declarações captadas pela RTP a partir de Andorra onde está em visita oficial.

"Portugal condena veementemente o comportamento intolerável do ministro israelita Ben Gvir e o tratamento infligido aos ativistas da flotilha em humilhante violação da dignidade humana. O Governo português tem estado em permanente contacto com as autoridades israelitas para garantir a libertação imediata dos cidadãos nacionais, com garantias de proteção, que agora se torna ainda mais urgente", pôde ler-se num comunicado de Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros.

As Forças Armadas de Israel encetaram, em dois dias de operações, quase 50 interceções de embarcações que tentavam chegar a Gaza.

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