O primeiro-ministro Luís Montenegro defende a suspensão parcial do acordo comercial entre a União Europeia e Israel na sequência da divulgação do vídeo com o tratamento humilhante dado pelo ministro da Segurança Nacional israelita, Itamar Ben Gvir, aos ativistas de uma flotilha que se dirigia para Gaza e na qual viajavam dois médicos portugueses. As imagens foram condenadas pelo Governo português, que considera o comportamento de Gvir como intolerável. "É uma situação absolutamente inaceitável. No âmbito da União Europeia, Portugal já tem manifestado a sua disponibilidade para uma suspensão parcial do acordo com Israel e veremos nos próximos encontros se há alguma evolução nesse domínio", disse Montenegro esta quarta-feira, 20 de maio.Refira-se que o Presidente da República, António José Seguro, recebeu esta quarta-feira as famílias dos médicos portugueses que seguiam a bordo da flotilha, sendo que no final do encontro a irmã de um desses ativistas revelou que o chefe de Estado "manifestou total empenho no regresso" de ambos.O comportamento de Ben Gvir foi entretanto também criticado pelo primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu na rede social X, no qual considerou que "a forma como o ministro lidou com os ativistas da flotilha não está de acordo com os valores e normas de Israel”. Na mesma publicação, Netanyahu lembrou que “Israel tem todo o direito de impedir que flotilhas de apoiantes de terroristas do Hamas" entrem nas águas territoriais israelitas e "cheguem a Gaza”. O líder do governo assumiu ainda que “instruiu as autoridades competentes a deportarem os provocadores o mais rápido possível”..Onda de indignação após ministro israelita liderar humilhação a ativistas da flotilha que iria para Gaza.Portugal chama embaixador de Israel e garante proteção consular a portugueses na flotilha que queria chegar a Gaza