Após críticas de Gouveia e Melo e Marques Mendes, Cotrim diz que apoio de Montenegro era "serviço à Nação”

A quatro dias das eleições Presidenciais, a campanha fica agora marcada pela carta enviada por Cotrim Figueiredo a Luís Montenegro a pedir apoio do PSD. Isto depois das acusações de assédio.
Cotrim Figueiredo experimentou a cozinha numa ação de campanha eleitoral em Pereira do Campo.
Cotrim Figueiredo experimentou a cozinha numa ação de campanha eleitoral em Pereira do Campo.FOTO: EPA/PAULO NOVAIS

Gouveia e Melo diz que Montenegro vai à campanha por "perceção" de que Marques Mendes não vai à 2.ª volta

FOTO: JOSÉ SENA GOULÃO/ LUSA

Henrique Gouveia e Melo considerou hoje que o regresso do primeiro-ministro, Luís Montenegro, à campanha eleitoral, se deve à perceção de que o candidato apoiado pelo PSD não passará à segunda volta.

“Acho que o que motiva a entrada do primeiro-ministro na campanha é a perceção, eventualmente, que existe, que o dr. Luís Marques Mendes não vai chegar à segunda volta”, declarou Gouveia e Melo aos jornalistas, à saída de uma escola em Oeiras.

Questionado sobre se as suas alegadas suspeições em relação à idoneidade de Luís Marques Mendes, no início da campanha, o prejudicaram a si próprio, Gouveia e Melo recusou ter enfrentado o candidato ou ter dito que havia suspeições sobre si.

“O que eu disse é que ele devia esclarecer cabalmente quais eram os interesses que defendia e a sua verdadeira profissão. E, isso esclarecido perante a população portuguesa, ele faria o seu percurso. Eu acho que não fui prejudicado por isso”, sublinhou.

Para o ex-chefe do Estado-Maior da Armada, há momentos na vida política em que é necessário tocar em feridas: “E quando tocamos nessas feridas, não nos podem acusar de estarmos a fazer uma guerra suja ou seja o que for. Não. O tocarmos nas feridas é ser disciplinado”.

Insistindo em que nunca disse que Marques Mendes era desonesto ou fazia algo de ilegal, Gouveia e Melo reafirmou: “Eu só disse [referindo-se a Marques Mendes], por favor, diga o que é que faz. Diga à população portuguesa verdadeiramente o que é que faz”.

“E, pronto, eu acho que a população portuguesa percebeu. Ele [Marques Mendes] traz as suas estratégias e táticas eleitorais. Eu, se fosse a ele, teria dito claramente o que faria”.

Lusa

Ventura garante que quer usar magistratura de influência para mudar Constituição

FOTO: TIAGO PETINGA/LUSA

André Ventura disse hoje que, se for eleito, irá usar a magistratura de influência para mudar a Constituição, assegurou que aquela lei fundamental “não é a Bíblia” e que o país tem de se adaptar.

“Eu quero mesmo mudar a Constituição. Eu não ando a esconder-vos nada. Eu quero mesmo mudar a Constituição e quero incentivar o país” a essa mudança, afirmou André Ventura, que falava aos jornalistas antes de uma arruada na zona de Caxinas, em Vila do Conde (distrito do Porto).

Para o candidato apoiado pelo Chega, o Presidente da República “tem uma magistratura de influência única”.

Prometeu, por isso, que, caso seja eleito, irá usar o cargo para assegurar uma mudança da Constituição no Parlamento.

“Não é preciso os meus adversários andarem a dizer: ‘Ele vai mudar a Constituição’. Ouçam, leiam os meus lábios: Vou, vou”, vincou Ventura, que respondia ao candidato Gouveia e Melo que o acusava de querer alterar a lei fundamental da República Portuguesa.

Questionado sobre o porquê de querer incentivar uma mudança da Constituição, André Ventura considerou que aquele documento “não é a Bíblia”.

“A Constituição é dos anos 1970, tem de mudar e tem de se adaptar ao país de hoje”, disse, acusando os seus adversários de quererem “mandar o país para trás”.

O presidente do Chega salientou ainda que não vê “qual o extremismo” de querer tirar a nacionalidade a pessoas que cometeram crimes ou de criminalizar o enriquecimento ilícito.

Há quatro dias, numa ação de campanha na Guarda, André Ventura vincou que não queria romper com a Constituição da República Portuguesa (CRP).

“Eu não quero romper com a Constituição. Eu quero romper com a corrupção”, afirmou, na altura, o também presidente do Chega, que falava antes de uma arruada, usando essa frase noutras ações de campanha.

Apesar de na altura prometer não romper com a CRP, Ventura insistia na defesa de propostas inconstitucionais, como a proibição de financiamento para a construção de mesquitas, admitindo que não concordava “com muitas coisas” que a lei fundamental tem.

Na Guarda, o candidato afirmou que uma coisa é discordar da atual redação da Constituição e outra é a intenção de romper com o documento e o seu espírito.

“Isso é falso e o PS sabe que isso é falso. Está a querer pôr medo às pessoas”, disse, na altura, em resposta ao secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro.

Lusa

Cotrim Figueiredo insiste que Montenegro “faria um serviço à Nação” se o apoiasse

FOTO: PAULO NOVAIS/LUSA

 Cotrim Figueiredo insistiu hoje que o presidente do PSD, Luís Montenegro, “faria um serviço à Nação” se recomendasse o voto na sua candidatura, porque o que está em causa nestas eleições “não é uma brincadeira”.

“O senhor presidente do PSD faria um serviço à Nação se recomendasse o voto na minha candidatura”, persistiu o também eurodeputado, depois de manhã ter feito um apelo público a Montenegro para que recomendasse o voto em si para evitar ter um Presidente da República do PS ou Chega.

No final de uma visita à Queijadinha Pereira – Doçaria Conventual em Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, e embalado pelas últimas sondagens que o colocam em terceiro lugar na preferência dos eleitores, atrás de André Ventura e António José Seguro, respetivamente, Cotrim Figueiredo alertou que é importante que os portugueses percebam que só há três candidaturas com possibilidade de chegarem à segunda volta.

“António José Seguro, André Ventura e eu próprio”, enumerou.

E questionou: “Pergunto aos portugueses que não querem ter uma escolha entre André Ventura e António José Seguro na segunda volta como é que vão fazer?”.

Cotrim Figueiredo, que nos últimos dias se viu confrontado com uma denúncia de assédio sexual por uma ex-assessora parlamentar da IL e a dúvida sobre o eventual apoio a Ventura numa segunda volta, ressalvou que “a única hipótese e solução” que os portugueses têm é votarem na sua candidatura.

Chamando uma vez mais a atenção de Montenegro, o antigo líder da IL explicou que este apelo público não é uma forma de desviar atenções das polémicas, mas sim de consciencializar aquele para o que está em causa no domingo.

“Isto não é uma brincadeira. Portanto, se não quer correr o risco de ter António José Seguro na Presidência da República ou ter essa escolha entre António José Seguro e André Ventura, deve o próprio recomendar o voto na minha candidatura, sem desprezo pelo trabalho e pelo mérito de Marques Mendes”, reforçou.

Em sua opinião, é óbvio que Marques Mendes, candidato apoiado pelo PSD e CDS-PP, não vai passar à segunda volta.

Por isso, os portugueses não podem ficar confrontados com uma escolha entre Ventura e Seguro.

“As pessoas talvez não tenham consciência de que o que se está a preparar é uma segunda volta entre António José Seguro e André Ventura. Deixem-me repetir, uma segunda volta entre António José Seguro e André Ventura. É esta a escolha que os portugueses querem?”, perguntou.

Depois de Montemor-o-Velho, Cotrim Figueiredo deveria seguir para a Figueira da Foz para se encontrar com o atual presidente da Câmara, Pedro Santana Lopes, mas acabou por alterar os planos devido à indisponibilidade daquele ex-primeiro-ministro social-democrata.

“O que se passou foi que Pedro Santana Lopes recebeu um convite para receber todos os candidatos no canal de televisão onde é comentador e, isso, obriga-o a ficar em Lisboa o tempo todo, inviabilizando o encontro na Figueira da Foz”, explicou.

Esse encontro foi substituído por uma troca de impressões com Santana Lopes, confidenciou Cotrim Figueiredo, revelando que ambos partilham a preocupação de terem de escolher entre Ventura e Seguro numa eventual segunda volta.

Lusa

Manuel João Vieira pede ao Metro de Lisboa para que "passe um bocado mais ao lado"

FOTO: MARCOS BORGA/LUSA

Manuel João Vieira criticou hoje a expansão do metro de Lisboa por considerar que coloca em risco o Jardim da Parada, em Campo de Ourique, e apelou para que seja construído "um bocado mais ao lado".

As obras de expansão da linha vermelha, segundo Manuel João Vieira, embora sejam no subsolo, vão colocar em risco as raízes das árvores centenárias que disse ter trepado muitas vezes quando ainda era criança.

"O que acontece é que o sistema radicular destas árvores se expande muito para além daquilo que pode ser observado e é isso que faz com que seja um perigo fazerem perfurações nesta zona", explicou, durante uma ação de campanha pelo bairro lisboeta.

As árvores "sofrem a possibilidade de morrerem com esta posição do Metro de Lisboa" e por isso apelou "às pessoas do metropolitano" para fazerem a construção "um bocado mais ao lado".

"Eu proporia outro local qualquer, se quiserem falar comigo, eu tenho várias ideias sobre o local e, no caso de ser eleito, vou também tentar convencer o Governo da nação para ver estes problemas", disse.

O candidato presidencial sublinhou que este não é um problema exclusivo de Campo de Ourique e que se passa um pouco por todos os bairros.

"Os habitantes são ultrapassados por poderes muito acima deles e que eles não podem controlar. Não sei exatamente que democracia é esta", continuou.

O músico dos Ena Pá 2000 defendeu ainda que a democracia tem o dever de valorizar as iniciativas e grupos de cidadãos como os habitantes de Campo de Ourique que recolheram assinaturas para proteger o Jardim da Parada.

"Acho que os grupos que se organizam devem ser valorizados e ser ouvidos e isso não está a acontecer: são os grandes poderes, as grandes corporações e o Estado que fazem orelhas moucas a esses grupos, que são os grupos que realmente estão em frente aos problemas e estão com a mão na massa", concluiu.

Momentos antes, o músico visitou uma loja de tecidos e recuperou uma das propostas de quando se candidatou em 2001, que compreendia "alcatifar Portugal".

Manuel João Vieira questionou Paulo Rodrigues, funcionário da loja, quanto custaria "alcatifar Portugal inteiro".

"10.000 'criptonotas' de Santo António", respondeu Paulo Rodrigues, referindo-se ao ativo financeiro que Manuel João Vieira pretende criar.

O candidato presidencial foi mais longe e prometeu dotar os portugueses com tecidos para se protegerem de eventuais bombardeamentos russos e disse-se disponível a doar tecidos à Ucrânia e "a toda a gente que precisasse" 

"Não é só na Ucrânia, é na Palestina também: tudo onde há gente a morrer por razões, enfim, estúpidas ou históricas, chamemos-lhe histórico-estúpidas", sublinhou.

No seu périplo, visitou ainda a papelaria "Eduardo dos Livros", um dos únicos sítios em Lisboa que disse continuar "praticamente intacto" face à pressão imobiliária que se faz sentir na cidade.

Defendeu ainda que o estatuto de "loja protegida" devia aplicar-se a esta papelaria que visita desde os três anos de idade.

Pelas ruas de Campo de Ourique, o candidato Vieira foi abordado por vários jovens que lhe transmitiam o seu apoio e pediam para tirar fotografias.

No final da sua ação de campanha criticou ainda a comunicação social, que acusou de favorecer os "candidatos do sistema".

"É uma questão de abrir a televisão ou ouvir a rádio, e nós vamos sempre ter em foco esses seis candidatos, que são os candidatos do sistema, de uma maneira bastante repetitiva. Eu diria mesmo tão repetitiva como um comentário de futebol de um jogo só, que se expande durante semanas e semanas", acrescentou.

Jorge Pinto diz que ver Seguro a falar da Constituição “mostra bem a validade” da sua candidatura

FOTO: LUÍS FORRA/LUSA

Jorge Pinto considerou hoje que ver António José Seguro a falar da defesa da Constituição “mostra bem a validade” da sua candidatura a Belém e reiterou que vai até ao fim nestas eleições.

Em declarações aos jornalistas, após uma reunião com a administração do Hospital de Faro, Jorge Pinto frisou que ver António José Seguro a falar da Constituição para apelar ao voto “já mostra bem a validade” da candidatura a Belém apoiada pelo Livre e voltou a alertar para os riscos de a direita avançar com uma revisão constitucional a qualquer momento.

“Que haja outras candidaturas que estão a ficar despertas desse risco, acho que só mostra bem a importância desta candidatura e a importância de dia após dia termos posto em cima da mesa este risco, porque ele é real”, acrescentou.

Sobre quem apoiará numa eventual segunda volta, Jorge Pinto não respondeu diretamente, voltando a apontar para a importância de defender a Constituição de uma eventual revisão feita à direita e a pedir mais definição aos candidatos sobre como farão a proteção da lei fundamental.

“É importante que os outros candidatos, em particular os que se assumem como defensores da Constituição - porque evidentemente não é a minha candidatura a única que é defensora da Constituição - digam como é que essa defesa vai ser feita, porque apenas com palavras bonitas nós não vamos conseguir defender a nossa democracia nem a nossa Constituição”, atirou.

Jorge Pinto voltou a ser inquirido sobre a possibilidade de desistir, uma vez que as desistências têm de ser apresentadas até hoje, mas repetiu que esse é um “assunto fechado” e que vai até ao fim.

Disse-se ainda surpreendido por ver comentadores políticos a falarem de eventuais desistências quando já votaram milhares de portugueses antecipadamente.

“Nós não estamos em 96. As únicas desistências que houve na história da nossa campanha - até por ser alguém apaixonado pela política, surpreendo-me que praticamente nenhum comentador tenha falado sobre isto - aconteceram num momento em que a diáspora portuguesa ainda não votava, os emigrantes portugueses ainda não votavam, num momento em que não havia voto antecipado”, acrescentou.

Questionado sobre se as sondagens devem ser interpretadas como uma intenção do eleitorado de esquerda de concentrar o voto em Seguro, Jorge Pinto afirmou que “respeita muito a inteligência dos eleitores” e que “nunca vai tentar atacar a inteligência dos eleitores a dizer que estão a reagir ou a votar de maneira A ou B por determinada razão”.

O candidato defendeu que os eleitores vão votar no domingo com “a sua inteligência e consciência” e que, por isso, até lá compete-lhe a si e a outros candidatos falar à “inteligência dos portugueses e dizer-lhes que façam bem o processo de reflexão”.

“Vamos continuar a marcar a agenda pela positiva, trazendo para cima da mesa os temas que interessam e alertando para os riscos, porque eles são reais, também que a nossa democracia enfrenta, incluindo também em questões como o SNS”, frisou.

Lusa

Catarina Martins ouviu administração do hospital Fernando da Fonseca e criticou "sabotagem" de Montenegro

Candidata presidencial apoiada pelo BE lamenta falta de investimento no Serviço Nacional de Saúde e pede intervenção do Presidente da República. Critica "ambiguidades" e o pacto de Seguro para a área.

Cotrim Figueiredo experimentou a cozinha numa ação de campanha eleitoral em Pereira do Campo.
Catarina Martins ouviu administração do hospital Fernando da Fonseca e criticou "sabotagem" de Montenegro

Ventura acusa Montenegro de querer ser o “salva boias” de Marques Mendes

André Ventura afirmou hoje que Luís Montenegro, ao entrar novamente em campanha, procura ser “o salva boias” [salva-vidas] de Espinho para tentar ajudar a campanha de Marques Mendes.

“Lá tem que vir o salva boias, lá tem que vir o nadador de Espinho salvar a campanha do doutor Marques Mendes”, disse o candidato apoiado pelo Chega, numa referência ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, que foi nadador-salvador durante a sua juventude.

André Ventura falava em Vila do Conde, no distrito do Porto, reagindo ao anúncio feito hoje pelo candidato presidencial Luís Marques Mendes, que disse que o primeiro-ministro estará hoje novamente na sua campanha.

Para o também presidente do Chega, a presença de Montenegro “é uma entrada desesperada”.

Considerou que o líder do Governo deveria evitar fazê-lo e questionou se esse apoio será sequer positivo para Marques Mendes.

“Eu não sei se é bom para Luís Marques Mendes que Montenegro venha a seu auxílio”, notou, afirmando que a saúde está num “caos” e que vários setores se queixam de um Governo que “não está a fazer nada por eles”.

Na sua perspetiva, a presença do primeiro-ministro na campanha mostra que Marques Mendes “é o candidato do montenegrismo”, vincando que não quer o apoio do Governo, mas dos “homens e mulheres comuns, que sabem o que é que a vida está a custar”.

Lusa

Rui Moreira diz que Cotrim tem “dois amores”, um dia Ventura, no outro Montenegro

O mandatário nacional de Luís Marques Mendes considerou hoje que Cotrim Figueiredo tem “dois amores”, um dia André Ventura, no outro Luís Montenegro, e considerou “grave” que um candidato presidencial “se engane naquilo que quer para os portugueses”.

“Há outras campanhas, nomeadamente a Iniciativa Liberal, em que dizem que têm dois amores e que em nada são iguais. Um dia querem Ventura, no dia seguinte querem Montenegro”, afirmou Rui Moreira, que discursava num comício improvisado durante uma arruada em Arcos de Valdevez, no distrito de Viana do Castelo.

O mandatário da candidatura de Luís Marques Mendes a Presidente da República considerou que “nada acontece por acaso”.

“Podem ser duas opções. Pode ter sido um engano, mas se é um engano, é grave que alguém que quer ser Presidente da República se engane naquilo que quer para os portugueses, naquilo que quer para as eleições”, criticou.

O ex-presidente da Câmara Municipal do Porto apontou que pode também ter acontecido que alguém disse a João Cotrim Figueiredo que “cometeu um grande erro” e aconselhou o também candidato presidencial a dar “o dito por não dito”.

“Nós só temos um amor”, salientando, dizendo não ter dúvidas de que “no domingo Luís Marques Mendes vai ser eleito Presidente”.

De seguida, o microfone passou para o candidato apoiado por PSD e CDS-PP, que continuou as críticas aos adversários.

“Temos um candidato que diz que não sabe muito bem onde é que tem a cabeça, temos outro candidato que agora à última hora diz que quer ou admite criar um partido. Esta gente não anda a pensar em Portugal, esta gente anda só com exercícios de imaturidade e precipitação”, acusou, defendendo que “Portugal precisa, além de estabilidade para as pessoas, de um Presidente previsível, estável, que dá segurança, que dá confiança”.

Luís Marques Mendes considerou também estar “tudo em aberto” na eleição do próximo domingo e defendeu que “vale a pena este esforço final”.

“Não é importante, é mesmo decisivo”, salientou, acrescentando: “Estamos na reta final e não é apenas para competir, é mesmo para ganhar”.

Nesta praça no centro da vila, e falando aos apoiantes do cimo de umas escadas, Luís Marques Mendes afirmou que “as sondagens, mesmo que falhem, o que dizem é que só metade dos cidadãos inquiridos tem o seu voto fidelizado, o resto está tudo em aberto, até admitem mudar”.

O candidato salientou também que “ainda há cerca de 15% ou mais de indecisos” e “há mesmo uma candidatura em que metade dos eleitores dizem que podem mudar o seu sentido de voto”.

Marques Mendes voltou a dizer que quer ser “o Presidente da estabilidade e da previsibilidade” e defendeu ser “diferente de todos os outros”:

“Não tenho uma opinião à segunda, quarta e sexta e tenho uma opinião contrária à terça, quinta e sábado”, indicou.

Luís Marques Mendes foi levado em ombros no arranque desta arruada, que começou junto ao Mercado Municipal de Arcos de Valdevez, enquanto os apoiantes gritavam “vitória, vitória”.

Durante a arruada, houve também um momento de alguma tensão depois de dois lesados do BES terem abordado Marques Mendes. A equipa de segurança do candidato aproximou-se, colocando-se à frente de um repórter de imagem, o que depois gerou alguma confusão e empurrões.

Mais à frente, o chefe de segurança, e também o candidato, foram pedir desculpas ao repórter de imagem da TVI/CNN Portugal.

Lusa

Seguro diz que carta que escreve "todos os dias" é aos portugueses

António José Seguro disse que a carta que escreve “todos os dias” é aos portugueses e que é Luís Montenegro que tem de responder à missiva que recebeu de João Cotrim Figueiredo.

“Eu não recebi nenhuma carta. Senão, responderia por educação às cartas. Portanto, quem recebe as cartas é que deve responder às cartas. Não é o meu caso”, respondeu o candidato apoiado pelo PS quando questionado sobre o pedido que o seu opositor apoiado pela IL fez a Montenegro para que recomende ao PSD o voto na sua candidatura.

Questionado sobre se gostaria de ter o apoio do primeiro-ministro numa eventual segunda volta, Seguro desviou e respondeu que a carta que escreve “todos os dias é a cada portuguesa e a cada português” a apelar ao seu voto.

“Porque sou o único democrata que defende o Estado social, a saúde pública, a escola pública, a nossa Constituição, que pode passar à segunda volta”, defendeu.

Perante a insistência sobre se gostaria de ter o apoio do primeiro-ministro, o candidato presidencial apoiado pelo PS disse que não se confundia. “Eu considero que o apoio que eu procuro é o apoio de cada portuguesa e de cada português. Venham eles de onde vierem, da esquerda, da direita, do centro”, reiterou.

Seguro comprometeu-se a ser um “Presidente moderado, mas exigente”. “Eu não venho para manter tudo na mesma, eu venho para mudar. Para mudar para melhor”, disse.

O candidato presidencial Cotrim Figueiredo pediu hoje a Luís Montenegro que recomende ao PSD o voto na sua candidatura para evitar que André Ventura ou António José Seguro cheguem à Presidência da República.

Lusa

Mendes acusa Cotrim de “exibicionismo” e anuncia presença de Montenegro na sua campanha

O candidato presidencial Luís Marques Mendes acusou Cotrim Figueiredo de fazer “número político” e de exibicionismo com nova carta a Luís Montenegro, respondendo que o líder do PSD estará hoje novamente na sua campanha.

À chegada a Arcos de Valdevez (distrito de Viana do Castelo), o candidato apoiado por PSD e CDS-PP foi questionado sobre o apelo público lançado pelo candidato apoiado pela IL para que Luís Montenegro recomende ao PSD o voto na sua candidatura para evitar que André Ventura ou António José Seguro cheguem à Presidência da República.

“Acho que isto é um número político, é mais um número. Não é muito para levar a sério, portanto, não levo a sério. É um número político, é um exibicionismo, é um espetáculo”, afirmou Marques Mendes, sem mais comentários.

O candidato acrescentou ter uma novidade para transmitir à comunicação social: “É que Luís Montenegro vai estar hoje na minha campanha. Luís Montenegro, às 18h00, vai estar comigo a apoiar-me, como é normal e habitual e como já estava previsto, em Famalicão, às seis da tarde. Isso é que é importante”, salientou.

Seguro reúne-se com sindicalista da PSP e agradece às forças de segurança

António José Seguro reuniu-se numa esquadra da PSP com o subintendente e sindicalista Bruno Pereira, agradeceu o trabalho das forças de segurança, mas rejeitou leituras sobre captação de eleitorado, numa ação de campanha que não estava prevista.

"Vim expressar o meu reconhecimento e a gratidão aos profissionais de segurança pública do nosso país, neste caso à PSP. Eu já tinha falado com o representante dos Oficiais da GNR, porque estes profissionais trabalham todos os dias para garantir a nossa segurança, a proteção das nossas vidas e a proteção dos nossos bens", disse António José Seguro à saída da esquadra da PSP de Vila Franca de Xira.

O candidato presidencial foi recebido pelo subintendente Bruno Pereira, presidente do Sindicato Nacional de Oficiais de Polícia (SNOP), com quem se reuniu durante cerca de meia hora e discutiu "os problemas que atravessam neste momento as corporações, as reivindicações que têm", tendo também uma "conversa mais global sobre as questões de segurança" no país.

"Tenho um respeito enorme pelas polícias deste país, pelas forças de segurança e vim expressá-lo. Como também tenho um respeito enorme pelas forças armadas e também já tive a oportunidade de visitar uma base naval e uma base aérea", recordou.

À saída, e questionado pelos jornalistas sobre se a sua aparição numa esquadra está relacionada com a captação de eleitorado do adversário André Ventura, presidente do Chega, Seguro respondeu que não tem "a ver com o eleitorado", mas sim "com o Estado de Direito democrático".

"O Estado de Direito tem que se reforçar e nós temos que garantir que cada agente tem, digamos, a certeza de que o Estado confia neles como homens e mulheres que agem ao serviço da lei", apontou.

Para Seguro, o tema da segurança "não tem quadrante político" e é "essencial para que as pessoas vivam a liberdade, para que as pessoas façam aquilo que é a sua vida, quer do ponto de vista pessoal, quer do ponto de vista profissional".

"As forças de segurança, neste caso a PSP, são essenciais para proteger os nossos bens e para proteger as nossas vidas. Volto a dizer, eu que sou um amante da liberdade, mas só há liberdade verdadeiramente quando nós podemos exercê-la em condições de segurança", reiterou Seguro após ter transmitido a mesma ideia no discurso da noite de terça-feira no Barreiro (distrito de Setúbal).

Lusa

Seguro pede a portugueses que evitem "um pesadelo" e coloquem "um democrata" na segunda volta

FOTO: JOSÉ COELHO/LUSA

António José Seguro pediu hoje aos portugueses que “evitem um pesadelo” nas eleições presidenciais de domingo e apelou à concentração de votos na sua candidatura para garantir que um democrata passe à segunda volta.

“Aquilo que eu peço a cada portuguesa e a cada português é que evitem um pesadelo. E, para evitarem um pesadelo na noite de dia 18 para dia 19, e dormirem bem, é garantir que um democrata possa passar à segunda volta, que é o meu caso”, apelou o candidato presidencial apoiado pelo PS no arranque do dia de campanha durante uma visita ao mercado de Vila Franca de Xira, distrito de Lisboa.

Um dia depois da sondagem que o coloca em segundo lugar, muito próximo do candidato apoiado pelo Chega, o pedido de Seguro foi para que os portugueses “pensem bem”, porque defendeu que só um voto em si é que pode “eleger um Presidente democrata, moderado, que quer ser o Presidente de todos os portugueses e que é um defensor da Constituição da República”.

“A minha responsabilidade é de apelar a cada portuguesa e a cada português para concentrar os votos na minha candidatura para que a democracia passe à segunda volta”, referiu.

Questionado sobre se está a fazer, insistentemente, avisos de que as sondagens não ganham eleições porque teme que os votos da esquerda dispersem por estar bem posicionado nessas pesquisas de opinião, o candidato apoiado pelo PS explicou que a sua preocupação foi porque sentiu "uma euforia nos últimos dias a dizer isto está a ganho".

"Ora, não está a ganho. As sondagens não ganham eleições. Quem ganha eleições e elege presidente são os portugueses. Cada portuguesa e cada português com o seu voto é que vai decidir e, aquilo que é a minha responsabilidade como democrata, como defensor da Constituição, como defensor do Serviço Nacional de Saúde e defensor da escola pública, é dizer às pessoas pensem bem, porque só o voto no Seguro é que pode garantir a passagem à segunda volta e eleger um presidente democrata, moderado", enfatizou.

Segundo o candidato apoiado pelo PS, "a escolha é muito simples".

"Quem quer o radicalismo e o extremismo, vota nesse candidato. Quem quer a moderação, a defesa da Constituição, a democracia com qualidade, um Serviço Nacional de Saúde que responda a tempo e horas aos portugueses, vota em mim", disse, referindo-se a André Ventura, mas sempre sem dizer o seu nome. 

Seguro respondeu aos jornalistas que nunca apelou "à desistência de ninguém".

"Eu apelo é aos portugueses e acredito no bom senso dos portugueses. E acredito que os portugueses, no próximo domingo, sabem que há uma escolha. Ou um candidato de extrema-direita ou um candidato moderado", enfatizou, sublinhando que para si nenhum eleitor está perdido.

Lusa

Gouveia e Melo está "angustiado" com os riscos da escolha de um mau Presidente

O candidato presidencial Gouveia e Melo manifestou-se esta quarta-feira, 14 de janeiro, angustiado com a escolha do próximo chefe de Estado, por além de considerar Cotrim Figueiredo subserviente ao Governo, defendeu que votar André Ventura, “que não quer ser Presidente”, é um desperdício.

Gouveia e Melo assumiu estas posições em declarações após ter visitado o mercado de Alvalade, em Lisboa, que estava quase sem clientes. O ex-chefe do Estado-Maior da Armada voltou a desvalorizar as sondagens que o colocam fora de uma segunda volta das eleições presidenciais, mas dramatizou quando deixou a seguinte mensagem: “Estou verdadeiramente angustiado com o que se passa, porque acho que podemos correr o risco de escolher um mau Presidente da República”.

“E é isso que eu ponho na consciência dos portugueses. Quando falam em voto útil, por favor, não pensem em partidos”, apelou.

Deixou a seguir uma farpa que, aparentemente, foi dirigida ao seu adversário António José Seguro: “As pessoas não devem confundir pose com a substância que é necessária na nova Presidência da República”.

Gouveia e Melo também comentou indiretamente as sondagens que colocam o presidente do Chega em primeiro lugar nas eleições de domingo.

“Não desperdicem o voto em quem não quer ser Presidente, na verdade. Esse sim [André Ventura] está numa lógica totalmente partidária, sem sequer ter o objetivo real da presidência”, sustentou.

Em relação ao presidente do Chega, o almirante voltou a manifestar a sua convicção de que não vencerá as eleições presidenciais, mesmo que passe a uma segunda volta.

Porém, se vencesse, de acordo com Gouveia e Melo, “havia sérios riscos de existir uma mudança revolucionária, com uma rutura constitucional”, colocando em causa a democracia.

Lusa

Gouveia e Melo e a carta de Cotrim: "Mostra uma subserviência que não é boa na Presidência da República"

Henrique Gouveia e Melo já veio criticar a iniciativa de Cotrim Figueiredo de escrever ao presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerado ser um dos riscos de Portugal ter um chefe de Estado com o perfil do eurodeputado liberal.

“Não vou escrever cartas a primeiros-ministros para dizer que estou alinhado, porque isso mostra uma subserviência que não é boa na Presidência da República. O Presidente da República tem de ser verdadeiramente independente. Um Presidente não começa a dizer ao primeiro-ministro: eu vou ser subserviente”, acentuou.

Cotrim Figueiredo escreveu a Montenegro a pedir apoio do PSD

João Cotrim de Figueiredo escreveu uma carta a Luís Montenegro em que lhe pede o apoio do PSD nas eleições presidenciais de domingo. O candidato refere os resultados das sondagens mais recentes para dizer que "estamos agora numa corrida a três para a segunda volta do sufrágio" e para instar o líder do PSD a deixar cair Luís Marques Mendes.

"Sei que mudar o sentido de uma decisão destas exige coragem, mas, como nos ensinou Francisco Sá Carneiro, 'Primeiro o país, depois o partido e, por fim, a circunstância pessoal de cada um'”, diz a carta.

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Cotrim Figueiredo experimentou a cozinha numa ação de campanha eleitoral em Pereira do Campo.
Cotrim escreve a Montenegro a pedir apoio do PSD. É "óbvio" que Marques Mendes "não vai conseguir lá chegar"

Bom dia, a quatro dias das eleições presidenciais, os candidatos continuam a sua campanha, marcada nas últimas horas sobre a polémica em torno das acusações de assédio sexual ao candidato João Cotrim Figueiredo, que entretanto enviou uma carta ao líder do PSD, Luís Montenegro, a pedir o apoio dos sociais democratas.

Cotrim Figueiredo experimentou a cozinha numa ação de campanha eleitoral em Pereira do Campo.
Alegação de assédio na IL. Partido não esclarece se existiu denúncia interna
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