O líder do Chega, André Ventura, retomou nesta sexta-feira, 9 de janeiro, os casos das três pessoas que morreram à espera de atendimento do INEM para defender que os portugueses querem um "modelo de Presidente da República que seja capaz de fazer o escrutínio que tem de ser feito ao Governo". Algo que, em sua opinião, não tem sido feito por Marcelo Rebelo de Sousa e também não irá ser feito pelos restantes candidatos às eleições presidenciais de 18 de janeiro.Falando a jornalistas em Sobral de Monte Agraço, onde fez uma arruada num dia de campanha abreviado pela sua participação na reunião do Conselho de Estado, marcada para as 15h00 desta sexta-feira, Ventura prometeu que irá dar prioridade aos problemas do Serviço Nacional de Saúde caso venha a ser o próximo Presidente da República. Nesse sentido, apontou para alvos habituais dos seus discursos, lamentando que se gaste "dez milhões de euros em subvenções vitalícias" quando cada maca hospitalar em falta tem um custo de 500 euros. Ou que haja falta de ambulâncias, "cujo preço médio deve andar entre os 30 e os 60 mil euros", enquanto os cofres públicos destinam "todos os anos 360 milhões de euros para o rendimento social de inserção"..Montenegro receita 275 viaturas do INEM contra diagnósticos de colapso do SNS."Eu vou dizer coisas como estas e não acho que seja interferir dizer ao Governo para comprar ambulâncias em vez de gastar em subsídios", disse o candidato presidencial que apareceu em primeiro lugar na tracking poll da Pitagórica, revelada na quinta-feira, apresentando-se como protagonista de um "modelo de corte com o sistema"..Conselho de Ministros aprova avanço no Hospital Central do Algarve que estava prometido desde outubro. Algo que não identifica em Marques Mendes, acusando-o de "arranjar subterfúgios para nunca responsabilizar o Governo", mas também não vê em Marcelo Rebelo e Sousa, a quem prometeu dizer na reunião do Conselho de Estado que "aquilo que aconteceu nos últimos dias, em termos de saúde, teria merecido uma ação firme do Presidente da República". Diagnosticando excesso de silêncio ao atual Chefe de Estado, Ventura garantiu que lhe iria dizer "que tem de justificar o salário que ganha".Quanto às suas hipóteses na segunda volta das eleições presidenciais, André Ventura comentou que Marques Mendes e Cotrim de Figueiredo "não querem mais segurança, não querem mais luta contra a corrupção, não querem menos imigração e não querem controlar os subsídios", contrapondo aquilo que descreveu como a sua visão da "política como uma luta de causas"."Na segunda volta, seja qual for o meu adversário - António José Seguro, Marques Mendes, João Cotrim de Figueiredo ou Gouveia de Melo - vou discutir valores, causas e o país que queremos", disse o líder do Chega, para quem os bons resultados nas sondagens mostram o "aumento da transversalidade de eleitorado" que diz estar a sentir nas ruas de Portugal..Cotrim assume que disputa com Seguro seria a mais interessante. Adversário aponta aos 2,5 milhões de votos na 2.ª volta.Ventura quer usar Belém para “obrigar” Governo a plano na saúde