O candidato presidencial António José Seguro pediu esta sexta-feira, 9 de janeiro, uma oportunidade para se mostrar ao serviço "num alto cargo da nação", estimando que para tal precise de 2,5 milhões de votos dos portugueses na segunda volta."Eu nunca tive a oportunidade de servir num alto cargo da nação para mostrar aquilo que sou capaz de trabalhar para oferecer a este país. Estou convencido, estou convicto, estou mesmo seguro que vai ser desta vez", disse numa receção na Câmara Municipal de Gavião, no distrito de Portalegre.Após receber o convite do presidente da autarquia, o socialista António Severino, para visitar o concelho enquanto Presidente da República, Seguro aceitou "com gosto", mas salientou que isso não depende só de si."Não vai depender só do meu voto, mas se depender dele serei eleito Presidente da República. Espero que isso possa alastrar a, pelo menos, dois milhões e meio de portugueses, que me possam confiar a Presidência da República", referiu.Mais tarde, em declarações aos jornalistas, Seguro clarificou que os 2,5 milhões de votos são o valor estimado necessário para vencer na segunda volta."Tomara eu que já acontecesse na primeira volta, poupávamos ao país uma segunda volta. Mas as contas são para a segunda volta. O Presidente da República é eleito com metade e mais um dos votos dos portugueses", disse.No discurso na Câmara da vila alentejana, pediu "uma oportunidade" para servir no mais alto cargo político nacional, mas voltou a frisar que não precisa de "aprender no cargo", pois chega "preparado"."Tem que se escolher alguém com experiência, que não venha aprender no cargo. Alguém que não seja um radical, que não seja um extremista, porque um dos papéis do Presidente da República é unir os portugueses, é uni-los em torno de um projeto", frisou.Antes, já tinha reconhecido que "algumas pessoas confundem moderado com não fazer nada" e "deixar tudo na mesma"."Estão enganados. Se querem alguém para deixar tudo na mesma, então votem noutros. Eu estou aqui para melhorar o que está bem e para mudar, mas mudar a sério, aquilo que está mal", referiu, apontando novamente ao setor da saúde.Cotrim aponta contrastes com Seguro. Já o candidato presidencial João Cotrim Figueiredo assumiu que a “disputa mais interessante” de uma eventual segunda volta seria entre si e António José Seguro porque são os adversários que têm maior “clivagem de visão de sociedade”.“Eu acho que se olharmos para o conjunto de candidatos que têm hipóteses de ir à segunda volta onde há mais clivagem de visão de sociedade, se quiser, é entre mim e António José Seguro”, afirmou o também eurodeputado.No final de uma visita à fábrica Nelo Kayaks, em Vila do Conde, no distrito do Porto, o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal considerou que António José Seguro tem uma visão “mais estatista, mais parada e mais antiga do país” que contrasta com a sua visão “bastante mais dinâmica, moderna e de confiança naquilo que são as capacidades intrínsecas dos portugueses”.“Portanto, sendo esse o contraste, acho que seria a disputa mais interessante para os portugueses clarificarem a posição que têm sobre o país”, entendeu.Em sua opinião, quem vota Ventura está, na prática, a garantir a eleição do socialista António José Seguro que não mostrou até agora nenhuma vontade, nem nenhuma energia para mudar.“Se for [Seguro] à segunda volta comigo a realidade pode ser bem diferente, será bem diferente. E, portanto, isto não é uma matemática muito complicada, a conclusão é clara”, assinalou.O antigo líder da IL insistiu que quem quer mudar Portugal e quem quer que o país funcione no presente e no futuro “tem uma opção de voto clara que é votar Cotrim”.Por isso, durante a visita à fábrica acompanhado pelo proprietário Manuel Ramos, antigo atleta de canoagem, e ouvindo por parte de alguns trabalhadores desejos de sorte, Cotrim Figueiredo disse não precisar de sorte, mas sim de cruzes no seu nome no boletim de voto. Marques Mendes acusa Cotrim de ser “um catavento”.Luís Marques Mendes acusou Cotrim Figueiredo de ser “um catavento”, com alguns “comportamentos ridículos”, e considerou que “não tem crédito para ser candidato presidencial”.“Eu acho que há alguns comportamentos do candidato da Iniciativa Liberal que me parecem cair no ridículo, serem completamente ridículos”, criticou, afirmando que o candidato apoiado pela IL escreveu ao Governo para “dizer que aparentemente está muito próximo, apaixonado pelo Governo”, mas há um mês “considerava o Orçamento do Estado apresentado pelo Governo um orçamento péssimo”.Luís Marques Mendes considerou, em declarações aos aos jornalistas no final de uma visita à Associação Social dos Idosos da Amoreira, Cascais, que Cotrim Figueiredo põe-se agora “ao lado do Governo “só para conquistar votos”.“Acho que isto é um bocadinho ridículo”, salientou, pedindo “um bocadinho mais de decência e de coerência”.O candidato a Presidente da República assinalou igualmente que o adversário “agora parece apaixonado pela ideia de ser candidato presidencial ou de ser Presidente da República, mas há uns meses dizia publicamente, preto no branco, que não gostava da função presidencial, que gostava de uma função mais executiva, que a função presidencial não o fazia feliz”.“Quem se comporta desta maneira não tem crédito para ser candidato presidencial. Acho que isto é, de facto, um pouco o grau zero da vida política. Suceda o que suceder, eu nunca me comportarei desta forma”, afirmou.Luís Marques Mendes acusou Cotrim Figueiredo de “andar aos ziguezagues” e de parecer “um catavento”.As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026.Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde. Caso nenhum deles consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro entre os dois mais votados..Gouveia e Melo critica cinismo dos anúncios de medidas proclamatórias. Marques Mendes diz que saúde está demasiado politizada.Presidenciais. Jorge Pinto inquieto com saúde mental, “laços” e habitação dos estudantes