O candidato presidencial e líder do Chega afirmou esta quinta-feira, 8 de janeiro, que, enquanto Presidente da República, “obrigaria o Governo” a ter “um plano concreto para a saúde” segundo objetivos. No entanto, os poderes constitucionais do chefe de Estado não o permitem.“O Presidente tem de começar a dizer ao Governo que aquilo que tem de fazer na saúde tem de ter resultados concretos. Porque nenhum plano que o Governo apresenta na saúde tem resultados concretos”, criticou André Ventura, no início de uma ação de campanha no Mercado Municipal de Ourém, distrito de Santarém.O também líder do Chega afirmou que, caso chegue ao Palácio de Belém, pretende forçar o executivo a uma “gestão segundo resultados”.“Se estamos em dezembro com um milhão e meio de pessoas sem médico de família, quando chegarmos a junho temos de ter um milhão; quando chegarmos a outubro temos de ter 700 mil; quando chegarmos ao outro ano temos de ter 500 mil, e quando chegarmos ao fim do ano temos de ter zero”, acrescentou.Na ótica do candidato a Belém, o Presidente “tem que dizer ao Governo” que o executivo ou se compromete com objetivos, ou haverá “consequências”.Interrogado sobre que consequências estariam em causa, uma vez que o Presidente da República não tem funções executivas e não detém o poder de obrigar um Governo a adotar propostas concretas, apenas influenciar ou pressionar, Ventura respondeu: “A consequência é dizer ao Governo que se não entra na linha, a ministra da Saúde tem que sair”.Segundo a Constituição da República, o chefe de Estado tem o poder de nomear ou exonerar membros do Governo, mas apenas “sob proposta do primeiro-ministro”.O Presidente também pode demitir o Governo, ouvido o Conselho de Estado, quando tal se torne necessário para assegurar o regular funcionamento das instituições democráticas, mas não por falta de confiança política.Questionado sobre a possibilidade de o pedido de demissão da ministra da Saúde poder ser ignorado pelo primeiro-ministro, Ventura respondeu: “Se quiserem ignorar o povo português, pode ser”..Idosa morre em Sesimbra após esperar 40 minutos por ambulância que veio de Carcavelos, a 35 km de distância. IGAS abre inquéritos.Atraso no socorro termina em morte no Seixal. "Não havia ambulâncias disponíveis", diz presidente do INEM