Leitão Amaro explicou investimentos.
Leitão Amaro explicou investimentos.Foto: Leonardo Negrão

Conselho de Ministros aprova avanço no Hospital Central do Algarve que estava prometido desde outubro

António Leitão Amaro destacou investimentos na Saúde. Vincou que os 275 veículos prometidos para a emergência médica são pagos pelo atual governo. Sindicato diz que concurso era de 2023.
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António Leitão Amaro sumarizou de forma curta o que foi discutido no Conselho de Ministros desta sexta-feira, remetendo para comunicado posterior, “investimentos e nomeações”. Ainda assim, o ministro da Presidência garantiu que o “dia é de reforço de medidas para a Saúde”, destacando o “quão histórico é para o Algarve” a “decisão do Estado de avançar e pagar numa parceria público-privada o Hospital Central do Algarve.”

Esse foi o grande anúncio relativamente à Saúde, afirmando que é “necessário o lançamento de concurso da PPP, fazer a obra e depois consolidar o funcionamento, adiantando estimar que os “pagamentos decorram a partir de 2032.”

Estava previsto que o concurso fosse aberto em outubro, mas derrapou para janeiro, sendo uma obra prometida há duas décadas em Portugal. Por isso mesmo, aproveitou a deixa para atacar o Partido Socialista. “Estava à espera de ver o secretário-geral do PS [José Luís Carneiro] a dizer que o Hospital do Algarve era obra do PS porque José Sócrates lançou a primeira pedra. Faz quem paga, faz quem executa e não quem fala”, respondeu, insurgindo-se com a pergunta de Carneiro no debate quinzenal, se as ambulâncias prometidas agora pelo Governo seriam ainda do tempo de aprovação socialista.

Mais tarde, em comunicado, Governo anunciou que está previsto gastar um montante máximo de 426,6 milhões de euros, repartido por 27 anos e não podendo ultrapassar 50 milhões de euros em cada ano, e estima para 2031 o início da operação do hospital.

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“O PS não contratou estas ambulâncias. Nos nove anos de Governo socialista foram comprados 100 veículos e gastos 4,2 milhões de euros. Não pagaram nenhum destes 275 veículos para o INEM”, garantiu Leitão Amaro. Luís Montenegro vincou ser “o maior investimento do género na década”, que ascende a 16 milhões de euros. “Herdámos o desinvestimento e agora estamos a contrariá-lo”, perspetivou Montenegro no debate quinzenal.

Recorde-se que ontem Rui Lázaro, do sindicato de Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, assinalou à RTP que em Lisboa “só estão operacionais quatro das 14 ambulâncias alocadas”, lamentando “a falta de técnicos”, explicando que o reforço dos meios “não significará a melhoria, apenas a reposição e recuperação da envelhecida frota da emergência médica.” Lázaro disse que o investimento fora aprovado em Conselho de Ministros em 2023 e recorda que são pouco mais de 60 ambulâncias dos veículos mencionados.

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À Imprensa, Leitão Amaro adiantou que o Governo aprovou “a estratégia nacional para as pessoas com deficiência, um grupo de população esquecido e que quer participar na vida coletiva” e ainda um “plano para a economia circular, que se consagra na reutilização e reparação de produtos, visando a diminuição do consumo de recursos naturais até 2030.”

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