Falhas na formação da PSP e GNR. Governo aguarda opinião das polícias

O ministro da Administração Interna admitiu que "é preciso ir mais longe nos padrões de formação" dos polícias, com base numa auditoria da IGAI que identificou várias falhas

Eduardo Cabrita confirmou, tal como já tinha indicado o DN, que "está em consulta" nas forças de segurança o relatório da Inspeção-Geral da Administração Interna (IGAI) que revela falhas na formação em matéria de direitos humanos, falta de preparação para os diferentes contextos sociais em que atuam e uma distribuição desadequada do dispositivo e défice de efetivo.

Conforme noticiou o DN na edição do passado sábado, esta auditoria foi enviada a Eduardo Cabrita em março passado, tendo também sido remetida à Direção Nacional da PSP e ao Comando-Geral da GNR para se pronunciarem - o que ainda não aconteceu passados mais de dois meses.

A IGAI pretendia que começassem já este ano a serem tomadas algumas medidas, como a constituição de um grupo de trabalho multidisciplinar e o arranque de projetos-piloto com os novos modelos de intervenção.

O ministro sublinhou que uma melhoria na formação dos polícias "é "essencial para os elevados padrões de segurança" que existem em Portugal".

Para Eduardo Cabrita "é preciso ir ainda mais longe nesses padrões de formação e, por isso, é que esse trabalho foi desenvolvido pela IGAI e está, neste momento, a ser avaliado pela PSP e pela GNR", afiançando que "logo que receba as conclusões dessa avaliação" estabelecerá "as alterações, o novo plano de formação".

Estas declarações do titular da pasta da segurança interna foram feitas estas quarta-feira, quando confrontado com a notícia do DN, à margem de uma cerimónia de entrega de viaturas à PSP, em Leiria.

Na passada segunda-feira, o DN enviou um conjunto de perguntas relacionadas com as conclusões da auditoria da IGAI, para uma explicação sobre as principais falhas identificadas, sobre a falta de efetivo diagnosticado e sobre a calendarização das medidas propostas. Não foi enviada qualquer resposta.

O BE já pediu que o relatório fosse enviado ao parlamento e apelou para a necessidade de se começarem a tomar as medidas recomendadas.

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