Deram negativo as análises ao novo caso suspeito de coronavírus em Portugal

O sétimo caso suspeito refere-se a uma criança regressada da China

A Direção-Geral da Saúde informou que o sétimo caso suspeito de infeção por novo Coronavírus (2019-nCoV) em Portugal "resultou negativo após realização de análises laboratoriais pelo Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), com duas amostras biológicas negativas".

Este caso suspeito refere-se a uma criança regressada da China que tinha sido encaminhada, esta sexta-feira, para o Hospital Dona Estefânia. A unidade de saúde é o Hospital de Referência Pediátrico para estas situações.

Este é o sétimo caso suspeito de infeção por novo coronavírus. Todos os anteriores deram negativo.

No início da semana, a DGS validou dois casos suspeitos: um homem que ficou internado no Centro Hospitalar de São João, no Porto, e uma mulher, que foi encaminhada para o Hospital Curry Cabral, em Lisboa. Em ambos os casos as análises laboratoriais deram negativo. Os dois pacientes tinham regressado da China, mas não tinham qualquer relação entre eles, segundo explicou, na altura, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

Em isolamento profilático no Hospital Pulido Valente, em Lisboa, estão 20 pessoas repatriadas da China. O isolamento de 14 dias, período de tempo estimado de incubação do vírus, termina este fim de semana.

Deste grupo fazem parte 18 portugueses e duas brasileiras, que chegaram a 2 de fevereiro ao aeroporto militar de Figo Maduro, Lisboa. Todos estiveram na cidade chinesa de Wuhan, capital da província de Hubei, epicentro do surto. "No sábado irão para suas casas", anunciou Graça Freitas, diretora-geral de Saúde, na terça-feira.

Mas antes de deixarem o hospital, estas 20 pessoas irão realizar um teste final, a cargo do Instituto Nacional Ricardo Jorge, para se confirmar que não têm a doença.

Na quinta-feira, a ministra da Saúde, Marta Temido, disse que as autoridades estão a equacionar distribuir formulários aos viajantes de certas regiões chinesas para Portugal para despistar possíveis contágios com o novo coronavírus, estando também a distribuir informação nos aviões.

Alunas chinesas do Instituto Politécnico de Bragança vão ficar em quarentena

Duas alunas de nacionalidade chinesa do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) regressam na terça-feira da China e vão ficar em isolamento social durante 14 dias, como medida preventiva por causa do coronavírus, embora não apresentem sintomas, escreve esta sexta-feira o Jornal de Notícias. As duas jovens foram passar férias à China para celebrar o Ano Novo Chinês com a família e estão de regresso na próxima semana.

Foi o IPB que sugeriu o isolamento das duas alunas do 1º ano, que "aceitaram bem o que lhes foi proposto", referiu o presidente do Politécnico, Orlando Rodrigues. "As alunas não têm quaisquer sintomas, nem estiveram em contacto com pessoas infetadas, que se saiba. Elas não estiveram em Wuhan (a província onde o vírus foi sinalizado pela primeira vez), mas estiveram na China, onde foram de férias. As autoridades de saúde recomendam que no seu regresso a Bragança, fiquem em isolamento", explicou ao JN Orlando Rodrigues.

As estudantes vão estar em isolamento num espaço que está a ser providenciado pelo Politécnico. O IPB já reuniu com a Delegação de Saúde de Bragança de modo a avaliar os preparativos e os protocolos a seguir caso as duas alunas desenvolvam sintomas.

Epidemia já fez mais de 1300 mortos

O coronavírus Covid-19 já fez 1383 mortos e infetou cerca de 65 mil pessoas a nível mundial, de acordo com o mais recente balanço. A maioria dos casos ocorreu na China, onde a epidemia começou no final do ano passado.

Além de 1380 mortos na China continental, há a registar um morto na região de Hong Kong, um nas Filipinas e um no Japão.

Segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, há 44 casos confirmados na União Europeia e no Reino Unido.

O surto do Covid-19, vírus que provoca infeções respiratórias como pneumonia, foi considerado pela Organização Mundial de Saúde como emergência de saúde pública internacional devido ao elevado risco de propagação do coronavírus à escala global.

Atualizado às 20:00

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