Roberto Martínez salientou o respeito pela Espanha, considerou mesmo que "seria uma final fantástica" o embate entre Portugal e a Roja, classificando de "desgraça" que uma das duas se fique pelos oitavos de final do Mundial 2026. Analisou o adversário e viu parecenças. "A Espanha é uma equipa muito boa, tem ideias muito claras, conhecemos o que pensa De La Fuente. Precisamos de ter a bola. Temos de defender com bola também. Tanto Portugal como Espanha são duas equipas que são melhores com bola", reconheceu, avisando, em tom crítico, os jogadores portugueses de que é preciso "ajustar e defender rápido", pedindo, como grande foco, a "personalidade e a intensidade alta."Não adiantou pistas em relação ao onze, mas lembrou ser importante utilizar "a totalidade do grupo porque para ser ter intensidade é preciso ter frescura", acreditando que quem tem entrado "acrescenta." Por isso, disse também ter "confiança que Gonçalo Inácio e Gonçalo Guedes", os dois jogadores de campo ainda sem minutos, estarão preparados caso tenham essa oportunidade e elogiou "a confiança e o momento fantástico de Diogo Costa."Garantiu que retirar Bruno Fernandes e Vitinha na segunda parte do jogo com a Croácia não representa mudanças no meio-campo. "Os nossos jogadores são muito importantes. Sempre. Não é por um jogador sair que o deixamos cair. Há questões táticas e físicas. Todos treinaram bem, estamos preparados e quero que estejam tranquilos nestas 24 horas até ao jogo", desvalorizou, expressando que "mais do que mostrar o jogo com a Espanha na final da Liga das Nações de 2025" é importante, sim, "falar-lhes do contexto, dos adversários e da boa primeira parte contra a Croácia", vincando que "seria um ponto fraco limitarmos o jogo a um padrão ofensivo tático", uma resposta quanto à possível utilização de dois avançados durante o jogo contra a Espanha. Roberto Martínez agradeceu ainda o apoio que a Seleção teve ao longo do trajeto: "Nunca trabalhei em Espanha. Parece incrível, mas vivi 21 anos no Reino Unido, 21 em Espanha, sete na Bélgica e três e meio em Portugal. A minha casa é onde está a minha família e a minha missão. Para mim, o importante é estar muito perto dos jogadores e do que representa a nossa Seleção. Quero agradecer a força e tudo o que tivemos em Toronto, o povo português foi incrível. Quase meio milhão... A força foi incrível.".Roberto Martínez: "Temos perfis diferentes na equipa e utilizámos Ramos, que sempre acrescenta".Cristiano Ronaldo sobre a despedida da Seleção: "Vai ser o meu último Mundial"