Gilberto Mora - Seleção do México
Federação Mexicana de Futebol

Mundial 2026 junta adolescência e experiência: dos 17 aos 43 anos no maior palco do futebol

Gilberto Mora será o jogador mais jovem, à data de 11 de junho de 2026, enquanto Craig Gordon lidera uma inédita geração de “quarentões” num Campeonato do Mundo marcado pelos contrastes geracionais.
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Campeonato do Mundo de 2026 arranca nos Estados Unidos, Canadá e México com um cenário pouco comum na história da competição: nunca a diferença de idades entre os participantes foi tão evidente. De um lado, jovens ainda na adolescência, chamados a assumir responsabilidades no maior palco do futebol mundial; do outro, veteranos que continuam a desafiar o tempo e a prolongar carreiras iniciadas há mais de duas décadas.

Entre os mais jovens inscritos, o principal destaque vai para Gilberto Mora, do México, que inicia o Mundial com apenas 17 anos e 240 dias, idade calculada a 11 de junho de 2026, data de arranque da prova. O médio mexicano torna-se num dos jogadores mais jovens de sempre a disputar uma fase final do Campeonato do Mundo, simbolizando a aposta crescente das seleções em talentos preparados, cada vez mais cedo, para competir ao mais alto nível.

Logo atrás, surge o checo Hugo Sochurek, com 18 anos e quatro dias, seguido pelo alemão Lennart Karl, que começa a competição com 18 anos e 109 dias. O Senegal apresenta dois representantes entre os dez mais jovens do torneio: Ibrahim Mbaye (18 anos e 138 dias) e Bara Sapoko Ndiaye (18 anos e 162 dias), enquanto o Egito surge representado por Hamza Abdelkarim.

Bósnia e Herzegovina também marca forte presença nesta lista, graças a Mladen Jurkas e Kerim Alajbegovic, enquanto Marrocos, Tunísia, Austrália e Uzbequistão confirmam a crescente internacionalização da formação de jovens talentos.

Entre os nomes já mais reconhecidos do futebol internacional, o espanhol Lamine Yamal chega ao Mundial com 18 anos e 333 dias, reforçando o estatuto de uma das maiores promessas da atualidade. O Equador deposita igualmente grandes expectativas em Kendry Páez, enquanto o Brasil surge representado por Rayan e Endrick, ambos ainda com 19 anos e já apontados como figuras de presente e futuro.

Se os mais novos representam a renovação, os mais velhos demonstram que a experiência continua a ter um lugar de destaque no futebol de elite. O Mundial de 2026 estabelece um marco histórico, ao contar com sete jogadores já na casa dos 40 anos e um oitavo que atingirá essa marca durante a competição, superando, sozinho, o total de quarentões presentes em todas as edições anteriores do torneio.

O jogador mais velho inscrito é o guarda-redes escocês Craig Gordon, que inicia a competição com 43 anos e cinco meses, tornando-se no segundo futebolista mais velho de sempre a disputar um Campeonato do Mundo, apenas atrás do egípcio Essam El-Hadary, recordista absoluto após ter participado no Mundial de 2018 com 45 anos.

Entre os jogadores de campo, o grande destaque vai para Cristiano Ronaldo, que chega aos 41 anos ainda como principal figura da seleção portuguesa. O capitão luso prepara-se para disputar mais um Mundial, vinte anos depois da estreia na competição, mantendo intacta a ambição de conduzir Portugal a um título inédito.

Também o mexicano Guillermo Ochoa poderá voltar a fazer história ao tornar-se, juntamente com Cristiano Ronaldo Lionel Messi, um dos primeiros futebolistas a disputar seis fases finais do Campeonato do Mundo. Já Luka Modric, aos 40 anos, continua a ser o cérebro da Croácia, enquanto Edin Dzeko regressa ao torneio, doze anos depois da estreia da Bósnia e Herzegovina numa fase final.

Na baliza, a experiência continua a ser uma garantia. Fernando Muslera, pelo Uruguai, e Manuel Neuer, pela Alemanha, prolongam carreiras internacionais de enorme prestígio, enquanto Vozinha, de Cabo Verde, viverá a estreia num Campeonato do Mundo, precisamente no ano em que entra no grupo dos quarentões.

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