Pacho é finalista pelo PSG na Liga dos Campeões.
Pacho é finalista pelo PSG na Liga dos Campeões.FIFA

Da linha do Equador vê-se das melhores muralhas defensivas

Pacho e Hincapié estão na final da Liga dos Campeões por PSG e Arsenal e são razão principal para a equipa ficar 11 jogos seguidos sem perder na qualificação. Enner Valencia é opção para o ataque.
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A seleção do Equador chega ao Mundial 2026 bem longe do figurino atacante, algo confuso e repentista, de outrora. É hoje uma máquina oleada na defesa dos resultados convenientes e chega com uma fibra a defender que poucas seleções terão. “La Tri” pode bem tornar-se uma das histórias mais interessantes do torneio.

O percurso até ao Mundial confirmou essa transformação. Após uma Copa América dececionante, a mudança no banco teve papel decisivo. Sebastián Beccacece, argentino, assumiu o comando de Félix Sánchez, que tinha liderado o Qatar no Mundial disputado no seu país antes de substituir Gustavo Alfaro no cargo de treinador do Equador. O recém-chegado do Elche, clube da segunda divisão espanhola, contrariou os três pontos a menos na secretaria, perdeu com o Brasil o primeiro jogo, mas não teve mácula a restante campanha. Solidificou a defesa e a equipa que habitualmente é fortíssima em casa pela vantagem da altitude passou a ser competente em todos os terrenos. Somou cinco vitórias, entre as quais contra a Colômbia e em casa ante a Argentina e seis empates. Sofreu apenas um golo nesses 11 encontros e garantiu o apuramento, o quinto para o Mundial, com duas jornadas de antecedência, e no segundo lugar da América do Sul, apenas atrás da Argentina.

Nos particulares em 2026 já empatou com Marrocos e Países Baixos. Fica o aviso para o que pode mesmo conseguir este Equador, assente numa defesa com três centrais. Pacho é um dos melhores do mundo e alinha no PSG, Hincapié milita no Arsenal e Ordóñez, esteio no Club Brugge, deve, brevemente, dar o salto. Jackson Porozo, antigo jogador do Boavista, é outro dos possíveis convocados num eixo completo ainda com Preciado e Kevin Rodríguez. Com alguma curiosidade, Pacho e Hincapié, uma das duplas mais fortes pela capacidade aérea e até com bola nos pés, defrontam-se na final da Liga dos Campeões. Na baliza, espera-se luta apertada entre Hernan Galindez e Gonzalo Valle

No centro de todas as atenções está Moisés Caicedo. O médio do Chelsea tornou-se o símbolo. É incansável na recuperação de bola, agressivo na pressão e cada vez mais influente na construção ofensiva, Caicedo chega ao Mundial apontado como um dos melhores médios defensivos da competição. Permite os equilíbrios para que, na esquerda, Estupiñán, do AC Milan, possa aventurar-se. Kendry Páez tem 19 anos e já foi adquirido pelo Chelsea e é uma das maiores promessas do futebol sul-americano. Alan Franco, do Atlético Mineiro, tem por hábito a presença no onze.

Bem conhecidos dos portugueses são os extremos. Gonzalo Plata, ainda com 25 anos é promissor há muito. O ex-Sporting está hoje no Flamengo. John Mercado, de 23, rumou ao Sparta de Praga após boas épocas no AFS. Na frente, Enner Valencia, apesar dos 36 anos, pode não ter tão forte concorrência. 49 golos em 105 jogos pelo Equador e oito pelo Pachuca em 2026 servem de cartão de apresentação. Apesar disso, é na finalização e criação de oportunidades que o Equador terá de melhorar: só marcou 14 vezes na fase de qualificação.

É a primeira vez que o Equador consegue dois apuramentos consecutivos. Caiu na fase de grupos em três das quatro participações, sendo 2006, na Alemanha, um exemplo positivo a lembrar. Beckham ditou a eliminação quase no fim dos oitavos de final. A queda com a Inglaterra não apagou as vitórias contra Polónia e Costa Rica que valeram o apuramento recorde. Arranca com a Costa do Marfim a 15 de junho, defronta Curaçao e depois a Alemanha, equipa que reencontra de 2006.

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