O momento em que a taça do mundo é erguida, com o presidente dos EUA e da FIFA, Donald Trump e Gianni Infantino, ainda no pódio (à dta na foto).
O momento em que a taça do mundo é erguida, com o presidente dos EUA e da FIFA, Donald Trump e Gianni Infantino, ainda no pódio (à dta na foto).RONALD / EPA

Espanha destrói sonho argentino e sagra-se campeã do Mundo pela segunda vez

Os espanhóis dominaram a final realizada nos Estados Unidos frente à Argentina e Ferran Torres foi o herói do encontro ao marcar o único golo.
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Num jogo de muitos nervos, faltas cometidas que a equipa de arbitragem não assinalou e algumas picardias entre duas equipas latinas, a Espanha conseguiu levar a melhor e garantir o seu segundo título mundial, depois da conquista em 2010.

16 anos depois, os espanhóis voltam a comemorar uma vitória num mundial, acumulando com o título de Campeões da Europa, conquistado há 2 anos.

Esta final arrancou com muito equilíbrio e um claro respeito entre as duas seleções. Espanha assumiu desde cedo maior iniciativa com bola e procurou impor o seu jogo de posse, enquanto a Argentina privilegiou uma postura mais cautelosa, apostando na organização defensiva e nas saídas rápidas para o ataque.

A festa espanhola.
A festa espanhola.SARAH YENESEL / EPA

A primeira oportunidade pertenceu à formação espanhola. Logo nos minutos iniciais, Lamine Yamal surgiu em boa posição na área, após combinação com Dani Olmo, mas Emiliano Martínez respondeu com uma intervenção segura. A Argentina respondeu pouco depois, beneficiando de uma saída arriscada de Unai Simón para fora da área, mas Julián Álvarez não conseguiu aproveitar a situação para criar verdadeiro perigo.

O encontro manteve sempre uma elevada intensidade tática, com muitos duelos a meio-campo e poucas ocasiões flagrantes de golo. Espanha revelou maior critério na circulação de bola, enquanto a Argentina respondeu com agressividade na pressão e conseguiu limitar os espaços entre linhas, impedindo os espanhóis de criarem oportunidades claras.

Já perto do intervalo, Mikel Oyarzabal ainda tentou surpreender Emiliano Martínez com um remate de fora da área, mas o guarda-redes argentino voltou a mostrar segurança. Sem que nenhuma das equipas conseguisse desbloquear o marcador, o árbitro apitou para o descanso com um empate sem golos, num jogo mais estratégico do que espetacular.

No início dos segundos 45 minutos parecia que os argentinos vinham para mostrar melhor futebol, mas os espanhóis voltaram a assumir o comando do encontro. Depois da segunda pausa para hidratação a Espanha não saiu do meio campo argentino

Ja nos descontos o árbitro mostrou segundo cartão amarelo a Enzo Fernandez, por falta sobre Cubarsí, que foi expulso deixando a equipa azul celeste com dez em campo.

Veio o prolongamento e aos 6 minutos da primeira parte a Espanha viu um golo anulado por falta de Merino sobre Otamendi. A Argentina consegui estabilizar um pouco com a utilização deum terceiro central, fechando bem a defesa e deixando apenas Messi solto.

Logo na primeira jogada da segunda parte do prolongamento os espanhóis marcaram: centro de Pedro Porro para o cabeceamento de Nico Williams para trás. Ferran Torres remata forte sem hipótese de defesa do guarda redes Emiliano Martinez.

Ferran Torres marcou o golo decisivo no prolongamento
Ferran Torres marcou o golo decisivo no prolongamentoWILL OLIVER / EPA

Depois do golo de Esapnha, a equipa argentina reagiu, acreditou e esteve muito mais ativa, com jogadas de perigo que não tinha tido até então.

Na sequência de um pontapé de canto, a 3 minutos do fim, os argentinos podiam ter chegado ao empate, com a Espanha a assumir a partir dessa altura uma posgura mais defensiva.

A seleção orientada por Luis de la Fuente soube resistir à pressão de uma Argentina que lutou até ao último instante para revalidar o troféu conquistado em 2022, mas acabou por ceder perante a maior eficácia e maturidade dos espanhóis nos momentos decisivos.

A seleção espanhola volta a erguer a Taça do Mundo, somando o segundo título mundial do seu palmarés e escrevendo mais uma página dourada na história do futebol. A Argentina, por seu lado, falhou a possibilidade de conquistar o quarto campeonato do mundo, depois dos títulos de 1978, 1986 e 2022.

Antes da entrega do troféu, ainda se registaram algumas picardias entre jogadores adversários, que foram controladas pelo árbitro.

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