Revista de imprensa. Imigrantes alojados em esquadras e políticos donos de imóveis nas capas
O Correio da Manhã avança, esta segunda-feira, 19 de otubro, que há imigrantes alojados em esquadras da Polícia de Segurança Pública pela falta de vagas nos centros de detenção. São cidadãos que esperam por decisões judiciais. O jornal também denuncia que instalações da Guarda Nacional Republicana estão a ser igualmente utilizadas desta forma, com pessoas há mais de dez dias detidas.
No Jornal de Notícias, a manchete é para a economia, a mostrar que a previsão de aumento do salário mínimo, em 50 euros em 2027, vai trazer o ganho real no bolso do trabalhador de 25 euros se a inflação atingir os 2,3% previstos pelo Governo.
O Público fala de habitação e revela que os políticos que estão a mudar leis do arrendamento são donos de mais de mil imóveis. O jornal afirma que os membros do Governo e os deputados do PSD, Chega, IL e CDS-PP envolvidos na matéria detêm 1039 imóveis. Vários são senhorios, outros são investidores do sector imobiliário, com participações em dezenas de empresas.
No Diário de Notícias, a primeira página traz a saúde em destaque. "Ordem dos Médicos pede mais fiscalização de conteúdos online sobre saúde" é a manchete desta segunda-feira. Dados do Observatório do Ato Médico, criado em 2025, confirmam a perceção de quem trabalha em Saúde. A Ordem dos Médicos recebeu 230 queixas por desinformação e usurpação de ato médico. O bastonário Carlos Cortes diz que existem “situações gravíssimas” que “têm prejudicado diretamente o cidadão”.
Nos diários económicos, o Jornal de Negócios revela que uma década e meia depois, o Estado ainda recebe dividendos da insolvência da Qimonda, empresa que chegou a ser a maior exportadora nacional, mas faliu em 2009. A AICEP recebeu, no ano passado, 5,1 milhões de euros no âmbito do processo de insolvência da "casa mãe" da empresa, que era especializada na produção e montagem de semicondutores, e pode ainda ter direito a mais.
O Jornal Económico fala das negociações para a privatização da TAP. A Lufthansa tem de garantir que tem mil milhões de euros no banco para assinar contrato com a TAP, tendo sido esta uma das condições impostas pelo Governo para concretização da venda, além do pagamento de uma entrada.
