Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky
Presidente ucraniano, Volodymyr ZelenskyEPA/PRESIDENTIAL PRESS SERVICE

Zelensky acusou a Rússia de ter iniciado a "Terceira Guerra Mundial"

O presidente ucraniano recusa pagar o preço de um cessar-fogo exigido por Vladimir Putin, que passa pela retirada de territórios estratégicos que a Rússia não conseguiu capturar.
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O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, disse à BBC que o presidente russo, Vladimir Putin, iniciou a "Terceira Guerra Mundial" defendendo pressões militares e económicas para obrigar a Rússia a retirar as forças da Ucrânia. 

"Penso que Putin já começou (a "Terceira Guerra Mundial"). A questão é quanto território vai conseguir conquistar e como impedi-lo (...). A Rússia quer impor um modo de vida diferente ao mundo e mudar a vida que as pessoas escolheram", disse Zelensky em entrevista à estação pública britânica BBC divulgada esta segunda-feira, 23 de fevereiro.

No domingo, já foram assinalados quatro anos do início da campanha militar de grande escala da Rússia contra todo o território ucraniano, que se completam na terça-feira.

Em 2014, a Rússia já tinha invadido a Ucrânia anexando a Península da Crimeia. 

O presidente ucraniano disse na mesma entrevista que recusa pagar o preço de um cessar-fogo exigido por Putin, que passa pela retirada de territórios estratégicos que a Rússia não conseguiu capturar.

Zelensky rejeitou mais uma vez a exigência da Rússia de que a Ucrânia entregue 20% da região leste de Donetsk, bem como territórios nas regiões a sul de Kherson e Zaporijia.

Insistiu que a Rússia iniciou a guerra e reforçou que "travar" Putin é uma vitória para o mundo inteiro.

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Na véspera do quarto aniversário da invasão russa da Ucrânia, que se assinala na terça-feira, a imprensa independente noticiou que Putin está a considerar uma nova mobilização, já que, pela primeira vez, o exército russo está a perder mais homens do que consegue recrutar.

Segundo fontes independentes, os russos perderam mais de 300 mil homens, totalizando mais de um milhão de baixas, enquanto Moscovo estima um milhão e meio de homens as baixas ucranianas.

Esta chamada de recrutamento seria diferente daquela decretada por Putin em setembro de 2022, que levou ao exílio de quase um milhão de homens em idade militar, um sério revés para a campanha militar do Kremlin.

Desta vez, Putin deverá recorrer à lei de proteção de infraestruturas críticas, que lhe permite mobilizar até dois milhões de reservistas – homens que concluíram o serviço militar e ingressaram na reserva – que poderão ser enviados para as regiões ucranianas anexadas por Moscovo.

O presidente russo presidirá esat segunda-feira a uma cerimónia de condecoração militar, após depositar uma coroa de flores no Túmulo do Soldado Desconhecido, junto às muralhas do Kremlin.

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